Tag sombrinha

Correndo soltos no deserto… 32

jun27

Preciso agradecer a todos que escreveram, elogiaram e comentaram o primeiro vídeo do blog, sinceramente não imaginava que teria uma repercussão tão boa. O número de visitantes mais que quadruplicou e não tive como responder a todo mundo, faltou tempo e sobrou cansaço, até o pessoal da Nikon Brasil está gostando…mas aproveito esse post para dizer do fundo do coração: obrigado!! Vocês não tem idéia de como fico empolgado, a cabeça está pirando com tantas idéias!

Depois de alguns dias em Petra, fomos gravar novas cenas da novela bem no meio de um vale desértico no sudoeste da Jordânia, o Wadi Rum, cenário de filmes como Lawrence da Arábia, Planeta Vermelho e Transformers. Não há melhor comparação a se fazer: em menos de uma hora de viagem pisávamos na superfície de Marte, mas com o Sol de Mercúrio torrando as nossas cabeças. Acho engraçado ver, no novo vídeo, guarda-chuvas andando para lá e para cá e uma bandeira preta de iluminação sendo disputada por 4 dos integrantes da equipe.

Novo cenário, novos figurinos, logo, novas fotos.

O vídeo desse post mostra 2 dias de gravação no deserto, só que desta vez, não havia a menor chance de montar os tripés Nano 001b e, muito menos, colocar as sombrinhas translúcidas na cabeça adaptadora da Manfrotto.

O motivo é simples: apesar da excelente qualidade, durabilidade e leveza do conjunto, uma simples brisa transforma as sombrinhas em grandes velas que podem espatifar um SB no chão, e ver um “cão” aos pedaços no início da viagem não era uma decisão sensata.

Carregar na mochila 3 quilos de chumbo como contrapeso também não…rsrsrs.

A solução foi pedir que uma alma caridosa segurasse os flashes para mim, tarefa que foi muito bem executada pela minha “flash holder” oficial, Val, produtora do Video Show (Obrigado, Val!).

Novamente eu me encontrava lutando contra um adversário poderoso, o Sol jordaniano, mas se em Petra eles deram conta do recado, no deserto, sem as sombrinhas, eles voltavam a ter vantagem.

A velocidade do obturador foi a mesma do post anterior, 1/250 seg, mantendo toda a potência dos flashinhos. Encontrei a abertura da lente (variou de f/10 a f/14) dando uma ligeira subexposição de 1 ponto, para que o azul do céu ficasse um pouco mais escuro que o normal e programei os SBs para funcionar em TTL no modo remote.

Mesmo sob o sol intenso e, como no caso da foto da Taís Araújo no topo do monte, a uma distância razoável do assunto fotografado, o flash embutido da D200 disparou os remotes sem falha alguma.

A cada dia que passa eu me espanto com o que esse sistema pode fazer: simples de usar e confiável ao extremo.

Nas fotos do post anterior, em Petra, o sol foi colocado como contraluz e os flashes eram a luz principal. Agora, nesse novo vídeo, eles também funcionam como uma luz lateral, ajudando a recortar os atores do fundo e preencher as sombras provocadas pelo sol.

Espero que vocês curtam e qualquer dúvida é só escrever, a viagem está próxima do fim, a rotina voltará ao normal, mas ainda tem uma nova parada e um outro vídeo, desta vez em Paris!

Boa sorte e muito obrigado!

Os cães estão latindo em árabe… 31

jun15

Caso seja recém-chegado aqui, não se assute: o assunto não é adestramento canino. “Cachorros eletrônicos”, ou simplesmente “cães”, foi a forma carinhosa que eu encontrei para me referir a um acessório tão criticado e desconhecido: os flashes portáteis.

Eu penso que usar números e letras para descrevê-los, como em SB-800 ou 580 EXII, só aumenta a distância entre o conhecimento e a prática, como se tivéssemos que programar um R2D2 ou o C3PO a cada tentativa de uso.

Eles são poderosos, confiáveis e topam qualquer parada e, assim como nossos amigos de nariz frio e quatro patas, devem ser compreendidos para que toda a graça que há neles seja liberada.

Essa é a idéia do blog, e do vídeo aí de cima…

Comentei no último post que estou na Jordânia fazendo as imagens de divulgação da nova novela das 20h da Rede Globo, Viver a Vida, e antes do embarque, comprei uma Sony Cybershot W110, capaz de gravar vídeos em Full HD e pequena o suficiente para caber em qualquer espaço, para tentar filmar algumas sessões de foto. Uma imagem vale mais que mil palavras…

Uma viagem como essa gera uma pressão descomunal muito antes dela começar, são vários os pedidos de fotos para todos os jornais, sites e revistas do país, além do tradicional aviso: “Na sua folga, tente fazer ensaios dos atores conhecendo e visitando locais típicos da região para tentarmos emplacar na Caras, Contigo, Quem, etc…”.

Na minha “folga”? rsrsrsrs…

Assim que cheguei em Petra, tratei de produzir as fotos mais desejadas de todas: retratos dos personagens, mostrando quem são os atores, seus figurinos e o local onde estão gravando. O vídeo mostra os dois primeiros dias de gravação na trilha que leva até um monumento de pedra chamado Monastério, são apenas 854 degraus da base até o topo, com um calor que ultrapassava os 40 graus e que abriu uma ferida no topo da minha cabeça logo nas primeiras horas.

Era o Sol de Petra dando as boas vindas, mas uns latidos vindos de dentro da mochila me diziam que os “cães” queriam ir à forra…

A luz em Petra é dura boa parte do tempo, e com montanhas claras e um piso branco ao seu redor, chega a ser difícil manter os olhos abertos sem um bom óculos escuros, acho que o vídeo mostra bem toda a intensidade luminosa do local. Não havia dúvidas se deveria ou não usar um flash, a pergunta agora era: como ele iria ser usado.

Embora os SBs sejam capazes de sincronizar em qualquer velocidade de obturador, eles perdem muita potência acima do 1/250 s (vel. de sincronismo de flash da D200) e com um sol de meio dia a ser domado, potência era tudo o que eu não podia perder, portanto, a velocidade já estava escolhida: 1/250 s.

Com um valor como esse no obturador e uma luz intensa lá fora, eu já esperava aberturas pequenas e grande profundidade de campo. Todas as fotos mostradas no vídeo foram feitas com a 17-55 f/2.8 fechada em f/8. Não havia sentido em viajar para Petra e produzir retratos com o fundo todo desfocado, a idéia era justamente o oposto disso: mostrar o ambiente onde nos encontrávamos.

A parte numérica estava resolvida, restava trabalhar a luz:

A sessão com a Taís Araújo, a protagonista Helena da novela, dá uma boa dica para melhorar o controle do Sol quando se usa um flash: procure uma sombra…

Fácil de falar e difícil de encontrar, sombras eram disputadas a tapa por beduínos, camelos, burros, turistas ensopados e parte da produção da novela. Eu não acreditei quando vi um banco de pedra ao lado de um arbusto com flores rosadas sem ninguém por perto e longe o bastante de uma muralha rochosa.

Coloquei o SB-800 em um tripé e usei uma sombrinha difusora para gerar uma luz suave, contrastando com a iluminação dura do fundo. Contraste entre as luzes era uma forma de destacar a atriz do plano de fundo, e ao colocar o tripé na lateral, revelei volumes do corpo e texturas do figurino.

Conforme íamos subindo os degraus da trilha, as sombras desapareciam e o sol se tornava cada vez mais presente. Em vez de brigar com ele, transformei-o em um contra-luz, procurando fotografar os atores em algum local onde pudesse ter uma noção de profundidade, relativamente fácil de encontrar no meio daquela paisagem. Como iniciei com o flash na sombrinha, mantive-o assim até o final para ter um estilo de luz constante em todas as fotos.

O SB-800 estava em “REMOTE”, programado para funcionar em TTL mesmo, como os intervalos para fotografar eram curtos, não tinha nem tempo de calcular a exposição do flash em Manual, era soltar os “cães” da mochila e clicar.

Bom, ainda tem material a ser mostrado aqui, mas com um Movie Maker que travava a cada 5 minutos, eu demorei mais do que o desejado para terminar o vídeo, espero que vocês gostem e que tenha ajudado bastante.

Ah! para os amantes da batida eletrônica: meu berço foi o rock´n roll, portanto, aumentem o som…é Rage Against The Machine mandando um cover do Pink Floyd.

Boa Sorte!

Isso não é um fundo branco! 37

Sandy abre

A semi-final do quadro “Soletrando”, do Caldeirão do Huck, aconteceu nessa semana no Projac. Além do ótimo professor Sergio Nogueira, a cantora Sandy participou como jurada. Quando as assessoras souberam que ela estaria presente, eu escutei:

“Ah! Renato, aproveita essa chance e faz uma foto bonita dela, para a gente tentar emplacar em alguma coluna…Ela está no estúdio F…”

Como o estúdio fica próximo da nossa sala de imprensa, passei por lá e peguei uma sombrinha rebatedora grande e tratei de fazer a foto. Minha idéia era usar uma superfície metálica e aproveitar o brilho gerado pelo flash para criar um halo brilhante de luz atrás da cabeça da cantora. 2 efeitos diferentes com uma luz só, vinda do SB que eu trazia comigo.

A única porta grande o suficiente que encontrei ficava fora do estúdio, longe do camarim onde ela estava. Restava o pior dos trabalhos: convencê-la a ir até lá, fora do ar condicionado e próximo do público…Eu fui até o camarim e comecei a pensar em um plano B…

Encontrei a assessora da Sandy, Rogéria, e comentei sobre a minha idéia, ela rebateu de imediato: “não dá para fazer por aqui? Ela já está toda maquiada, pronta”. Olhou para os lados e me perguntou: “Não dá para fazer perto daquela parede de tijolos de vidro?”. O plano B apareceu como um estalo e eu brinquei: “qual parede, aquela branca?…”que parede branca? É aquela de tijolos”

“Pois é, para mim, ela é uma parede branca”. Olhei para o SB e ele piscou para mim, tinha entendido a brincadeira. Sabia que mais uma vez, iríamos tirar leite de pedra.

Aqui está o que a Rogéria, assessora, viu:

Sandy1

Ela está a minha esquerda, segurando o SB colado na sombrinha, sem tripé, sem nada.

A D200, com uma 17-55 f/2.8, funciona com ISO 400, abertura 3.5 e 1/100 s. O SB está em REMOTE, em TTL mesmo. O retrato tinha que ser feito em segundos, deixei o trabalho pesado para os japonesinhos dentro do flash…

A luz que ilumina os tijolinhos do fundo vem do Sol.

Resultado?

Uma foto sem a menor graça, contra um fundo que eu já devo ter fotografado umas duzentas vezes seguidas, que nunca me disse nada…

Acho que já escrevi aqui que se pode usar as sombras para esconder detalhes indesejáveis, ou usar a luz para lavá-los da foto e já disse, também, que a vantagem de usar um flash é a possibilidade de estabelecer relações com a luz natural.

Com a exposição do rosto garantida pela abertura correta e o flash, bastava variar a velocidade de obturador para “brincar” com aquela parede insossa.

Se eu fizesse uma subexposição, usando uma velocidade mais alta, sumiria com a luz natural nos tijolos, mas manteria a textura deles. Mas, e se eu GRADUALMENTE diminuísse a velocidade do obturador até que nenhuma textura aparecesse?

Os resultados estão aqui:

FUNDO

FUNDO meio

FUNDO BRANCO

Tudo o que fiz foi selecionar alguns valores mais lentos do que o 1/100 s iniciais e encontrar aquele que me desse o branco sem textura que eu procurava. Acho desnecessário indicar os valores corretos, por que dificilmente vocês vão encontrar a mesma condição de luz, o importante é o conceito por trás da técnica, até porque como os valores foram ficando baixos demais, subi a sensibilidade da câmera para ISO 800 no meio do processo.

Logo, em ISO 800, com f/3.2 (garantindo o foco apenas no rosto) e com 1/30 s, iluminei com o flash o rosto da Sandy e lavei com o sol a parede de tijolos irritantes. Lá estava a parede branca que a Rogéria não conseguia enxergar.

“A luz do sol é o melhor dos detergentes”

Sandy

Sem photoshop para recortar o fundo, apenas uma leve alteração de contraste no rosto

Simples, rápido e eficiente!

Fico por aqui…

Boa sorte!

A Arte Suave. 14

Semana passada eu ouvi o pedido de um amigo:

“Eu queria usar os ensinamentos e as técnicas do Jiu-Jitsu para ajudar pessoas na sua vida pessoal e profissional. Acho que a luta tem muito a ensinar sobre superação de problemas, valorização da auto estima, concentração, alimentação e respeito. Vou fazer um blog onde mostrarei tudo o que eu aprendi até hoje, mostrando também que um lutador não é um irresponsável, muito pelo contrário, é alguém que conhece seus limites e a forma de superá-los. Me ajuda com as fotos?”

Eu conheço o Mauro Verry, ou Maurinho para os íntimos, desde que eu era criança, sua história dá crédito ao seu propósito e chegar aos 50 anos com a disposição de um garoto não é para qualquer um. Ponto para o Jiu-Jitsu.

Quando escutaram a palavra fotos, os cachorros eletrônicos começaram a latir dentro da bolsa e, para ser sincero, não costumo dizer “não” para alguém que amarra seu quimono com uma faixa marrom…rsrsrs.

Coloquei 2 SB-800, 1 SB-600 e 1 SB-80dx no carro e rumei até a academia Pontal Fitness, no Recreio, onde ele treina aqui no Rio de Janeiro.

Encontrei exatamente o que esperava:

ACADEMIA

Atrás de mim e na minha direita, espelhos…na minha esquerda, uma parede branca repleta de acessórios de ginástica, logo acima, luz fluorescente, sobrou o janelão que aparece na foto. Fechei as cortinas para que a luz natural não contaminasse o ambiente e tratei de encontrar uma exposição que eliminasse a presença da luz fluorescente, essa sim, um horror em qualquer caso.

Uma das grandes vantagens de usar uma luz artificial e controlável na sua foto é a possibilidade de estabelecer relações com as outras fontes luminosas. Variando a velocidade do obturador, controla-se a quantidade de luz ambiente e a abertura do diafragma segura a potência do flash. Todo o controle na sua mão, não é mais São Pedro ou a OSRAM que ditam o caminho a seguir, são seus neurônios.

Bem, além de controle, conforto total: quando você imaginou fotografar em ISO 100, f/8 e 1/250 s dentro de uma sala, sem tripé, a qualquer hora do dia? Ponto para os flashes.

Hora se soltar a matilha:

Eu concentrei as fotos no janelão da esquerda (com 3 painéis), era o fundo mais “neutro” que eu poderia usar. Um dos SB-800 ficou na frente, apoiado em um tripé Manfrotto Nano01 com uma sombrinha translúcida, o outro 800 foi para trás, fazendo par com o SB-600, recortando quem fosse fotografado. Sobrou o 80DX, que por não fazer parte do sistema CLS da Nikon, só é usado em uma emergência. Como ele também tem uma fotocélula, pode ser disparado remotamente, mas não pode ser controlado diretamente na câmera.

A idéia era fazer retratos do Mauro, de 2 de seus alunos e de todos juntos. Montei uma disposição que criava uma luz com boa dramaticidade e versátil para qualquer situação.

O esquema pode ser mostrado aqui:

esquema principal

Repare que os dois flashes de trás garantem uma luz de recorte qualquer que seja a posição do “modelo” (na foto, o flash da esquerda não disparou, tinha entrado em stand by), a luz principal, na sombrinha, me dá uma luz suave que pode ser movida conforme o retratado varia a posição do corpo. Com pouco mais de 1 Kg, é fácil e rápido mudar o tripé de lugar. Se tivesse apenas que fotografar o Mauro, teria chegado esse tripé para muito mais perto dele, assim evitava que o fundo fosse iluminado, mas como iria fotografar também um grupo de 3 pessoas, deixei o conjunto pronto para todas as situações. Como o fundo será recortado no PS, não me preocupei muito (mentira, como verão mais abaixo..rsrsr…e só por curiosidade, o fundo da foto que abre esse post é o original, sem tratamento).

Já tinha a exposição que eu queria,  f/8 com 1/250s, bastava encontrar a potência correta dos flashes, distantes 2 metros de onde as pessoas ficariam, o próprio SB-800 é capaz de fazer isso sem sustos: 1/8 da potência total, longa vida para as baterias!

Todos os três flashes estão no canal 1 e no grupo A…eu sei…tem um SB-600 lá atrás que tem um número guia quase 30% menor que seu irmão mais velho, o 800, como ele pode estar no mesmo grupo dos demais?

Bom, NAQUELA posição, ele funciona como uma luz especular, que nada mais é do que um reflexo da fonte luminosa, mesmo em uma potência menor (ou maior), ele gera o mesmo brilho que o flash ao lado. A luz tem seus mistérios…

Tudo pronto, é só fazer a fila:

grupo 1

Nessa foto do grupo, tive que juntar o Mauro, os lutadores Athos Guimarães e Lívia Huber (que saiu da Áustria para treinar no Brasil) bem próximos um do outro para evitar o espaço entre as cortinas, usei um dos painéis como fundo e coloquei uma pequena tira de gel CTO para dar uma aquecida, era só um teste…

A disposição do grupo evitou que a luz da direita chegasse nas costas do Mauro, mas pelo menos ganhei um fundo limpo que não precisava ser recortado no PS.

grupo 2

Não há uma posição mágica que garanta a melhor luz, o que existe é o correto posicionamento dos retratados em relação à luz utilizada, como se pode ver na foto ao lado. Com o esquema de luz definido, só tive que ajustar a posição de cada um na foto para que cada flash fizesse seu trabalho de recorte e preenchimento

Espero que vocês lembrem que um dos flashes ainda estava descansando na bolsa, um SB-80 DX, junto com algumas gelatinas coloridas.

Um fundo cor “branco blargh” é mais do que uma razão para utilizá-lo, é uma ordem!

Iluminando o fundo, garanto contraste de luz e de cor ao mesmo tempo, como mostra o retrato da Lívia, abaixo:

Livia Huber

Você tem todo o direito de não gostar do fundo vermelho e eu tenho o dever de ter possibilidades na minha manga, com apenas outro pedaço de gelatina, eu posso dar o tom que quiser no fundo, como elas são pequenas, muito leves e dobráveis, cabem em qualquer lugar da bolsa. Adicionei um gel azul, em vez do vermelho, no retrato do Mauro, logo abaixo, desta vez com o quimono em vez do terno:

MAURO VERRY2

Eu encontrei um obstáculo pela frente: uma locação onde tinha todas as desculpas para não produzir nenhuma imagem interessante, mas com a ajuda de amigos eletrônicos e outros de carne e osso, muita concentração e gosto pelo que eu faço, consegui reverter a situação em meu favor, exatamente o propósito inicial do Mauro: as técnicas certas podem mudar um mundo…

Fico por aqui, boa sorte!

Estúdios pequenos e flashes potentes. 11

A nova grade de programas da Rede Globo estreia dia 13 de Abril. Além das atrações inéditas, algumas mudanças nos programas antigos estão previstas.

No caso do Video Show, o apresentador André Marques vai ter boa companhia: Luigi Baricelli, Ana Furtado, Fiorella Matheis e Geovanna Tominaga vão dividir o espaço como apresentadores/repórteres do programa.

Na semana passada, eu tive a oportunidade de fotografá-los para divulgação na imprensa.

Nosso estúdio no Projac é bem apertado e funciona ao mesmo tempo como uma sala de imprensa, ou seja, temos que dividir o pequeno espaço, cerca de 5m x 4m, com poltronas, mesas, armários, computadores, copiadora e jornalistas à espera.

Em uma das paredes, 4 fundos de TNT estão a nossa disposição: um branco, outro cinza médio, um preto e um vermelho escuro. Os fundos de TNT são uma opção barata porque são laváveis e resistentes, mas apresentam uma textura um pouco irritante: milhares de pequenos círculos em baixo relevo se espalham pela superfície do tecido. Dentro do armário, um bom jogo de luzes: 4 flashes Variolite 804 da Mako, cujo número-guia é 112.

Fiorella Matheis

É uma potência considerável, ainda mais quando usada dentro de um ambiente baixo, pequeno e cercado de paredes claras por todos os lados, é luz para todo canto.

Um dos flashes está posicionado a minha direita, bem próximo do rosto dos atores, a luz é rebatida em uma grande sombrinha branca. Daquela posição, é difícil não encontrar aberturas pequenas no fotômetro, mesmo na menor potência do flash.

Luigi Baricelli

Grande profundidade de campo (a consequência de usar pequenas aberturas) pode ser um problema quando se tem um fundo como o de TNT, cheio de textura e dobras, mesmo quando totalmente esticado. Ter um fundo que distrái a sua atenção é tudo o que você não quer em um retrato.

Todos os atores estão afastados 1,5 m do tecido cinza, distância que permite que a luz do flash ainda contamine o fundo, revelando detalhes que eu queria esconder.

André Marques O meu assistente fez uma pergunta interessante:

- ”Por que não afastamos o flash? Assim teríamos que usar aberturas maiores, desfocando o fundo?”

A resposta é simples: com o fotografado fixo na posição, ao se afastar a fonte luminosa, troca-se potência por abrangência. Eu teria menor profundidade de campo, mas iluminaria ainda mais o fundo…

Esse é um dos desdobramentos da fórmula matemática que diz que a intensidade luminosa varia com o inverso do quadrado da distância (I= 1/d*2), outra consequência é o fato de você estar vivo lendo esse artigo, mas isso é um bom assunto para outro post…

Ana FurtadoBom, se o problema está na luz revelando detalhes irritantes de um tecido, porque não deixar que a própria luz resolva a situação?

Eu adicionei mais uma flash voltado para o fundo, desta vez com uma colméia adaptada em uma panela pequena, concentrando o facho luminoso bem atrás dos atores, ele está ajustado para uma superexposição de 1 ponto em relação à luz principal.

Essa configuração me trazia várias vantagens: limpava os “furinhos” incomodos do TNT com a superexposição, aproveitava as dobras do tecido criando uma dispersão não uniforme da luz e ainda gerava uma separação clara entre retratado e fundo.Geovanna Tominaga

Geralmente, o que torna uma foto interessante é a forma como você resolveu vencer os problemas que ela te apresenta: você pode esconder nas sombras ou lavar com luz.

Meu assistente fez outra pergunta:

-“Por que não usamos o fundo preto?”….rsrsrsrs

Abraços. Boa sorte

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