Tag remote

12 meses em 2 horas 45

Meu nada saudoso notebook pifou de vez no meio desse ano e a única coisa que consegui recuperar foi seu “gigantesco” HD de 80 GB. O calor insuportável que fez hoje no Rio de Janeiro foi a desculpa perfeita para ficar no ar-condicionado dando uma olhada no material que ele guardava. Algumas surpresas boas apareceram e uma delas acabou virando esse post aqui no blog (outras estão no forno).

Em Fevereiro o pessoal da internet da Rede Globo decidiu fazer um calendário da antiga temporada de Malhação e combinaram comigo de fazer as fotos depois de tudo acertado com os atores e a produção. Eram 16 pessoas para fotografar na Cidade Cenográfica onde a novelinha se desenrolava e o tempo era escasso, muito escasso: 2 horas apenas até o início das gravações no estúdio. Eu tinha que ser rápido…com um assobio 3 “cães” já tinham pulado para a bolsa, felizes da vida e prontos para a ação. Foi só adicionar uns soft-boxes médios caso eu quisesse modificar a luz e o jogo de iluminação estava pronto. Rumamos para a cidade cenográfica e começamos a sessão de fotos.

O vídeo abaixo mostra as condições de luz (começamos às 10 da manhã) e a quantidade de locais diferentes que serviram de locação. Em todas as fotos os flashes funcionaram em TTL e o resultado foi gratificante e surpreendente por conta do pouco tempo que tivemos. Vejam o vídeo que logo abaixo eu comento alguns detalhes de algumas fotos (é muito provável que vocês tenham que assistir ao vídeo algumas vezes):

A primeira foto foi com a atriz Cris Peres, que está dentro de uma sala de aula. Um flash está à esquerda da atriz com um soft-box e outro logo atrás dela, fazendo uma luz de “recorte”, os dois funcionam no grupo A, ou seja, disparam na mesma potência. O grande problema é que a fotografo do lado de fora e a luz do flash embutido da D200 era bloqueada pela parede da sala. Como o sistema CLS da Nikon depende que todos os flashes estejam em um mesmo raio de visão, esse é o exemplo perfeito para se usar um rádio flash para disparar os SBs.

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Só que eu não uso radio-flashes…eles só fazem uma coisa, enquanto um flash pode fazer várias, e dependendo da marca do rádio, pode custar mais caro que um flash. A solução para essa foto foi posicionar o terceiro SB na menor carga possível (1/128) , no Grupo B, bem na frente da janela da sala de aula e apontá-lo para o sensor do flash lá de dentro. Esse flash auxiliar e em menor potência era “visto” pelo flash embutido da D200 e fazia uma triangulação luminosa com os outros 2, disparando todo o conjunto. Simples e rápido e sem depender de mais um equipamento extra.

Na foto abaixo eu posicionei o ator Murilo Couto ( Beto) de frente para o Sol, funcionando como luz principal. Como fotografo ligeiramente de baixo e as sombras projetadas já indicam que estamos chegando próximo do meio-dia, pedi que ele olhasse em direção ao Sol para que a luz preenchesse todo o seu rosto, evitando sombras duras nos olhos e nariz. Esse ajuste da face ajudou na intenção de mostrar a força física do personagem. Os mesmos SBs da foto anterior agora estão atrás do ator e as cabeças dos flashes foram fechadas ( usei um snoot de cine-foil) de tal forma que só iluminassem parte da cabeça, dando destaque à expressão facial. Veja o resultado abaixo:

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Voltamos para a mesma sala de aula da primeira foto e dessa vez um SB foi utilizado para simular a luz do Sol entrando pela janela. Ele está posicionado atrás dos atores e o segundo SB foi montado novamente no soft-box suavizando a luz que chegava no casal. Vejam o resultado:

casal

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As próximas duas fotos mostram a vantagem de se entender perfeitamente o conceito de número-guia do flash, ele guarda informações sobre como a luz se distribui em uma imagem. Eu tinha que fazer fotos de corpo inteiro de 2 atrizes e o tempo nublou de uma hora para a outra. Nos dois casos apenas um SB adaptado no softbox foi usado, mas a distância em que ele se encontrava das modelos me ajudou a ter uma luz mais abrangente em vez de uma mais potente. O vídeo de making of mostra onde o SB estava na foto da atriz Mariana Molina, na escadaria vermelha. Observem a qualidade da luz nas duas fotos:

Mariana Molina

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A chave para a compreensão dos mistérios da luz do flash está guardada de forma simples no conceito de número-guia e aprender a usá-lo a seu favor é o que eu tento explorar nos Workshops I LOVE MY JOB. No final de Novembro tive a chance de encontrar duas turmas cariocas que se empolgaram com essa descoberta, vejam o que eles tem a dizer sobre o curso:

No último post, “Reflexos no Código Da Vinci“, eu comentei sobre a propriedade que a luz especualar tem de revelar a textura do material que ela ilumina. A foto da atriz Carolinie Figueiredo mostra um exemplo disso. Um SB está montado no soft-box bem a sua frente e outro está posicionado atrás dela, de forma que o ângulo de incidência seja o mesmo de reflexão da luz, o brilho especular gerado no armário atrás dela permite que você entenda que ele é feito de metal e não de madeira, por exemplo. Veja esse comportamento da luz na foto abaixo:

Carolinie Fugueiredo

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Durante o workshop de Recife, feito no último final de semana, conseguimos trabalhar isso muito bem, os depoimentos dos participantes, com um sotaque delicioso, pode ser visto no vídeo abaixo:

A foto mais legal da sessão eu deixei por último. Dessa vez era a a hora de fotografar o Fiuk dentro de uma biblioteca e tive que usar os 3 flashes juntos pela primeira vez. Dois deles estão atrás do ator, fazendo a luz especular em seu rosto e corpo e há um terceiro flash escondido na foto. Observe  imagem e veja se consegue dizer onde o SB foi posicionado:

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Coloquei uma folha de papel dentro da cartola preta e pedi ao ator que segurasse o flash de forma que sua luz rebatesse na folha branca e voltasse em seu rosto! Mesmo longe do alcance do flash embutido da D200, os outros flashes estourando lá atrás conseguiam atingir o interior da cartola, fazendo-o disparar, dando um efeito mais dramático na foto.

Em apenas 2 horas 16 pessoas form fotografadas com os flashes funcionando em TTL o tempo todo, me dando uma liberdade e versatilidade para criar que é diícil ser reproduzida com as tochas grandonas de estúdio. Entender como os flashinhos podem ser úteis e poderosos libera a sua mente para se preocupar com o que realmente importa na foto: sua criatividade.

Até o final de Dezembro, 2 Workshops ainda vão acontecer, um em Vitória, nos dias 11/12 de Dezembro (praticamente esgotado, resta 1 vaga apenas) e outro em Brasília nos dias 18/19. Na agenda do blog você encontra todas as informações para fazer sua inscrição, e começamos 2011 já com outro WS aqui no Rio e em Cuibá, não perca as novas atualizações do I LOVE MY JOB e esperem por mais novidades boas muito em breve.

Caso queiram ver todas as fotos do calendário, é só clicar aqui

Espero que tenham gostado!

Boa Luz e Boa Sorte!!

Remote TTL: Filial do Inferno 33

É curioso, mas eu quase não publiquei o o último post escrito aqui, sobre a medição dos flashes em TTL , porque achei que estava muito “simples”, afinal usei uma parede e um pano preto para explicar conceitos um tanto quanto obscuros. Foi justamente essa simplicidade que gerou tantos comentários e elogios, os quais agradeço de coração. A repercussão foi tão grande que o acesso ao blog triplicou da noite para o dia. Obrigado a todos que leram e comentaram.

Naquele texto, eu usava o flash no topo da câmera e havia deixado um “gancho” na esperança de que alguém fizesse a pergunta que gerou esse novo post, um complemento igualmente simples ao assunto anterior. A pergunta foi feita por um dos leitores, Jefferson Palladino:

Muito bom o texto, uma única dúvida, esse método pode ser usado também com o flash fora da câmera?!

Não só pode, Jefferson, como deve ser usado: o problema não está no posicionamento dos flashes e sim para onde se aponta a câmera ao fazermos a medição da luz.

Eu fiz mais dois testes simples, igualmente fáceis de se reproduzir para que vocês tenham a chance de treinar e compreender, já que novas e desafiadoras questões surgem quando começamos a usar os flashes em posições diferentes da usual.

O primeiro teste consiste em fotografar uma xícara de café branca em cima de uma mesa igualmente branca.

“O TESTE DA XÍCARA BRANCA ILUMINADA COM FLASH FORA DA CÂMERA”

Um SB-900 funcionava como “MASTER” no topo da D3s e outro SB-900 foi posicionado em um tripé, no modo REMOTE TTL,  à direita da foto.

Eu enchi o quadro com a mesa e a xícara e cliquei sem compensação alguma, a imagem resultante está abaixo:

f/11@ 1/250s, ISO 100

Novamente escolhi uma exposição baixa o suficiente para cancelar a iluminação fluorescente da minha cozinha e como explicado no post anterior, o padrão cinza 18% prevaleceu, fazendo com que o flash disparasse uma potência menor que a ideal. Percebe-se claramente que tanto a xícara quanto a mesa estão longe de serem brancas, mas acinzentadas.

Compensei o flash MASTER que estava na D3s em +1.7 e fiz um novo disparo mantendo o mesmo quadro. Observe o resultado:

f/11@ 1/250s, ISO 100, Flash MASTER em +1,7

Agora sim, uma xícara branca em cima de uma mesa branca!

Vamos agora ao outro extremo na escala de contraste: uma camisa (surrada) preta em cima de um tecido preto (amassado)

“O TESTE DA CAMISA SURRADA PRETA EM CIMA DE UM TECIDO PRETO AMASSADO COM O FLASH FORA DA CÂMERA”

Mantendo o flash na mesma posição e sem nehuma compensação, cliquei novamente com o quadro preenchido com os tons de preto. Olhem a foto abaixo:

f/11@ 1/250s, ISO 100, flash sem compensação

Ok, eu avisei que a camisa era velha..:).  Agora ocorreu o inverso, o flash disparou mais luz que o ideal, “estourando”os pretos para que se transformassem em cinza. Tal qual nos testes do post anterior…

Foi só compensar para -1,7 o flash MASTER que as coisas voltaram ao normal. Aqui vale um lembrete: uma vez ajustados para REMOTE, os flashes viram unidades “burras”, que respondem ao comando do flash MASTER, não há como compensar os flashes externos.

f/11@ 1/250s, ISO 100, Flash MASTER em -1,7

Não importa se você usa um flash apenas no topo da câmera para iluminar sua foto, ou se há 300 flashes em modo REMOTE na cena, uma vez apontada para o tom errado, sua máquina irá propagar esse erro adiante. Concentre-se em acertar a exposição da foto e o domínio dos “cães” vem a reboque.

É por isso que no modo COMMANDER presente em alguns modelos da Nikon, há um espaço para se compensar a exposição do flash no menu da câmera, como se pode ver na imagem abaixo:

É possível compensar a exposição do flash de +3 a -3 stops na fileira à direita onde se lê “Comp.”. A mesma possibilidade existe tanto no SB-800 quanto no SB-900 no modo MASTER. Use-as e seja feliz!!

Boa Luz e Boa Sorte!

Jogando um cão na parede! 12

Uma boa dica para ampliar as possibilidades de divulgação durante uma viagem, é tentar produzir fotos “neutras”, que não façam referência ao local onde a novela está sendo gravada. Fotos com Paris ao fundo acabam sendo usadas em reportagens sobre as gravações em Paris.É um tanto estranho, mas aos poucos você se acostuma com o fato de ter que produzir boas fotos com prazo de validade bem curto. As imagens também envelhecem…

Uma das gravações acontecia nas margens do Sena, na ponte onde o músico do último vídeo toca o seu saxofone.

José Mayer e TaísPara alcançá-la era necessário passar por uma passagem subterrânea baixa e estreita, toda feita de blocos bem claros de concreto. Eu não sabia, mas eles seriam os rebatedores mais pesados que já utilizei.

Eu fotografava o ensaio de dentro da passagem, em cima de uma caixa de madeira, com uma teleobjetiva fechada nos atores. Virei-me para trocar a lente e me deparei com a imagem abaixo:

escada

Da forma como estava iluminada, a escada que dava acesso à passagem formava um padrão de listras muito interessante. Olhei para o figurino do José Mayer e pensei: “Hummm, que tal juntar tudo isso?”

Problema: o interior daquele pequeno túnel era completamente escuro…

Solução: ouvir os latidos dos cães…rsrsrs

Os atores teriam que passar por onde eu estava, então, pedi que nossa assessora Roberta segurasse um SB-800 para mim, já programado no modo REMOTE.

Como a foto teria que ser rápida, não poderia usar tripé nem a sombrinha, mas não queria uma luz dura iluminando o rosto de ninguém.

Enquanto o José Mayer caminhava de volta em direção à escada, ajustei o flash embutido da D200 para commander mode, programei o SB para funcionar em TTL mesmo, com um aumento de potência de +1 ponto.

-“Zé, posso fazer um retrato seu aqui mesmo? Coisa rápida!”

-“Claro!”

Eu não tinha total certeza de que aqulo iria funcionar, mas não custava tentar. Pedi que a Roberta girasse a cabeça do flash na diração da quina entre o teto e a parede da passagem e disparei, rezando para que ninguém descesse a escada naquele momento e que o aumento da carga fosse suficiente para compensar a perda de luz rebatida.

Uma olhada no monitor da câmera mostrou que Alguém Lá em Cima me atendeu:

José Mayer

Ponto para os cães!

Fico por aqui, boa sorte!!

FAQ sobre o Workshop de Flash 37

FAQ – PERGUNTAS MAIS FREQUENTES.

.Eu não tenho flash, posso participar?

Não acha melhor comprar o flash primeiro e depois tentar participar?

.Eu acabei de sair de um curso de fotografia, posso me inscrever?

Porque não? Se você compreende abertura, velocidade de obturador e exposição básica, já sabe usar um flash…é só praticar!

.Quais os modelos de câmera da Nikon podem ser usados?

Com um SB-800/900 no topo da câmera, qualquer modelo serve. Eles funcionam como master, controlando os flashes externos. Para os modelos digitais com flash incorporado, o sistema CLS funciona a partir da D70 em diante, onde o flash incorporado controla os externos. As novas D3000/5000 não contam com esse sistema, precisam de um flash master no topo da câmera.

.Quais os modelos de flash da Nikon podem ser usados?

Os modelos SB-900 e SB-800 podem funcionar como MASTER e REMOTE, fora da câmera. O SB-600 só serve como REMOTE.

.Eu só tenho o SB-600, o que fazer?

Se sua câmera tem um flash incorporado e for da D70 para cima, ele pode controlar o SB-600, caso contrário, eu te empresto um dos meus SB-800, mas lembre-se de que eu só tenho 3 que funcionam como MASTER…e são 15 participantes…

.Eu tenho um SB-26, que tem fotocélula, dá para participar?

Sim, embora ele não participe do sistema CLS da Nikon, dá para dispará-lo fora da câmera sem problemas. Aliás, qualquer flash antigo da marca com fotocélula incorporada ou externa (avulsa ou um módulo SU-4), podem ser disparados fora da câmera.

.Se tem uma modelo, vamos fazer um ensaio de moda?

Não, ela está lá para nos ajudar, nós vamos fazer fotos com flash.

.Eu posso usar as fotos para o meu portfolio?

Depende da autorização da modelo, mas nunca deu problema. Muitas vezes elas pedem algumas fotos para uso no portfolio delas.

.Os flashes ficarão no TTL o tempo todo?

Não, o TTL é um dos temas abordados, começamos em Manual e depois partimos para o TTL.

. Se chover? Como fazemos?

Nos molhamos um pouco, até procurar uma área coberta, mas normalmente faço o WS em áreas com coberturas próximas.

.Não, eu digo que se chover não teremos Sol…

Isso não é problema para os flashinhos…é aí que eles mostram toda a sua versatilidade.

.Eu não gosto de usar flash, prefiro a luz natural…

Não é questão de gosto, mas de necessidade, não é sempre que tempos a melhor luz a nossa disposição. E conhecimento nunca é demais…aprenda a simular a luz natural ou até mesmo a eliminá-la. Ter um flash e não usá-lo e questão de estilo, não saber usá-lo é limitação e tudo o que sua fotografia não precisa é de limites.

Bom acho que é isso, qualquer duvida é só escrever: renatorochamiranda@gmail.com

twitter: @i_lovemyjob

BOA LUZ E BOA SORTE!

Colocando tudo para funcionar… 24

Nos últimos artigos eu falei sobre a vantagem do uso do flash, da possibilidade de usá-los fora da câmera e havia prometido mostrar como programar tanto o flash quanto a câmera para operar no modo “remote”.

Semana passada estive em Cuiabá para fazer as fotos de divulgação da nova novela das 6 da Rede Globo, “Paraíso”, e tive boas oportunidades para usar o sistema.

Eu saí do Rio com a incumbência de fazer uma foto de todos os peões reunidos. Já em Cuibá, aproveitei um intervalo nas gravações e reuni os atores para uma rápida sessão fotográfica.

Eu posicionei o grupo no limite da sombra de uma árvore a minha direita, fazendo com que o Sol funcionasse como uma contra-luz e jogando os atores em uma área mais escura. Embora os SBs consigam sincronizar em qualquer velocidade, começam a perder potência quando operam acima de 1/250s e potência era tudo o que eu queria para vencer a pequena fornalha logo acima de nossas cabeças. Ao posicionar todos na sombra, dei uma folga e uma leve vantagem para os flashinhos. Sim, foram 2 flashes usados: um SB-800 a minha direita acoplado a uma sombrinha difusora e um SB-600 atrás dos atores, a minha esquerda, sem qualquer acessório modificador de luz. Ambos estavam apoiados em tripés Manfrottos Nano 001, funcionando no Grupo A e no canal 1

O esquema está (mal) ilustrado abaixo:

esquema de luz

Com a D200 em ISO 100 e a velocidade travada em 1/250s, bastava encontrar a abertura correta para o valor do obturador: f/8. Confortável, não?

Uma olhada rápida no monitor da câmera e a foto estava quase lá: o fundo corretamente exposto e os atores subexpostos pela sombra, os flashinhos iriam resolver o problema e melhorar o contraste da cena.

Para ajustar o sistema, você deve programar uma função no flash e outra na câmera. Vamos a elas:

Ajustando o SB-800:

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1-Mantenha o botão “SEL” pressionado por uns 3 segundos aproximadamente. Isso fará com que o LCD mude para o menu de ajustes . Atenção: as opções do menu podem variar dependendo da câmera e se o flash está conectado a ela ou não.

22- Usando as setas do botão principal (em vermelho), navegue pelas funções até que a opção, assinalada em vermelho na foto (2 raiozinhos entrando e saindo do flash), esteja marcada. Aperte novamente o botão “SEL” e as opções à direita se tornam selecionáveis.

53- Depois de apertar o “SEL”no passo anterior, use o “+” e “-” para escolher a opção “REMOTE”. Mantenha pressionado o botão “SEL” novamente por uns 3 segundos e ….

…Voilá! Seu flash está pronto! Vale mencionar que nessa etapa, o botão da direita e da esquerda (com o desenho das arvorezinhas) controlam o tamanho do facho de luz (com o domo difusor instalado, a cabeça fica fixa em 14mm) e apertando-se o botão “SEL” novamente, junto com o “+” e o “-”, altera-se o grupo e o canal utilizado. Como disse acima, meus 2 flashes estão operando no canal 1 e no grupo A, não preciso mexer em mais nada. Toda e qualquer operação agora será controlada pela câmera e enviada ao flash a cada novo disparo!

Nesse modo, o flash remoto só funciona quando o sensor percebe o disparo do “built-in flash” ou de outro SB-800 instalado no topo da câmera, funcionando como “MASTER”.

Para voltar à operação normal, refaça os passos acima de trás para frente…

Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia…mas caso você nunca tenha programado o flash antes, eu o aconselharia a treinar esses passos até que o processo fique bem entendido, deixar para testar tudo na hora da foto só vai te trazer problemas…Pratique!

Bom, o flash está ajustado, basta agora programar uma função da câmera. Eu estava usando uma D200, já tive a chance de usar uma D300 e a mesma função é que deve ser escolhida: “e3-Built in flash”. Acredito que na D700 seja a mesma coisa. Correções são bemvindas!

Ajustando a D200:

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1- Aperte o botão “Menu” na parte de trás da câmera e selecione a terceira aba à esquerda: “Custom Setting Menu”. Navegue até a opção

e Bracketing/Flash

2 2- Uma vez escolhida, vá até a sub-opção “e3 Built-in flash“. Aqui você pode optar por 4 possibilidades de operação do flash embutido da D200: “TTL” (default), “M”, onde a carga é escolhida

manualmente, “Repeating Flash”, quando o flash dispara de forma estroboscópica e aquela que nos interessa “C- Commander Mode”

Como o próprio nome indica, o flash embutido se torna o controlador de até 2 grupos de flash (A,B), cada grupo podendo conter até 10 flashes em “remote”, e dos canais de operação do sistema como um todo.

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3- Entre na opção “commander mode” e 4 ajustes podem ser feitos: os modos de operação do flash embutido, do grupo A, do grupo B e os canais de uso.

4 Eu sempre deixo o flash embutido funcionando  em “–”. Isso garante que ele não participe da exposição da cena, apenas dispare o pré-flash que irá acionar os flashes remotos. Na correria dos estúdios, muitas vezes os grupos A e B ficam em TTL, me concentro apenas em medir corretamente a luz, como o sistema nesse caso depende da avaliação do fotômetro, qualquer erro de leitura será passado ao flash, arruinando suas fotos.

No caso da foto dos peões, o grupo A foi colocado em “M” (manual), me garantindo controle total da foto e precisão na exposição. É impossível o uso de fotômetro de mão nesses casos, mas o próprio SB-800 te dá a carga a ser usada, veja como fazer isso aqui.

Bom, o valor encontrado para a foto dos peões foi de 1/8 da carga total, sendo que o tripé com o SB-800 estava a uns 2 metros do assunto ( e o zoom da cabeça posicionado em 50 mm). Todos as variáveis necessárias estão calculadas: abertura, distância do flash ao assunto e carga de operação do flash. Como o SB-600 também estava agrupado no A, bastava colocá-lo a uns 2 metros atrás dos peões e pronto! É só “largar o dedo!”.

Sei que parece uma bobeira, mas não esqueça de dois detalhes básicos: levante o flash embutido e aperte o “enter” depois de ajustar os valores para o “commander mode”.

Ficou faltando o “como ajustar o SB-600″, não? Ok, vamos a ele..Devo adiantar que se você acha a interface do SB-800 complicada, vai detestar a do SB-600! Como falei antes, a prática leva à perfeição!

Ajustando o SB-600:

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1-Esse é o painel traseiro do SB-600 quando ele está desconectado da câmera. Há uma dica para acessar o menu de funções escrita no próprio aparelho: uma seta branca com as iniciais CSM (de custom) ligando o botão “zoom” e o “-”, na parte esquerda inferior do painel. Pressione esse 2 botões simultâneamente por uns 3 segundos e o painel de funções aparecerá.

Diferentemente do 800, aqui as funções não são tão óbvias assim, mas apertando os botões “+”  e “-”, pode-se navegar pelas diversas funções, como por exemplo: iluminação do painel, zoom automático da cabeça, tempo do “stand by”,  luz auxiliar de foco e um “raiozinho” solto no LCD. É essa que nos interessa, como na foto abaixo:

22- O “OFF” no painel indica que a função remote está desligada. Aperte o botão “mode” e a função muda para “ON”, mostrando que a opção foi selecionada. (foto abaixo)

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3-Clique novamente por 3 segundos no “ZOOM” e no “-” e o painel muda de volta para a função de modo REMOTE, como na foto que segue:

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Pronto, o SB está programado! uma dica para perceber se tudo deu certo é olhar a parte dianteira do aparelho: 2 luzes vermelhas ficam piscando quando o modo remote é acionado. Uma boa função que falta no SB-800…assim como a indicação de bateria fraca que só o 600 tem (ok, o SB-900 também possui).

Uma vez ajustado o flash, novamente todos os comandos passam a ser feitos pela câmera, as únicas alterações possíveis são o ajuste do facho de luz da cabeça, apertando-se o botão “ZOOM” e a mudança de grupo e canal, bastando apertar o botão “mode” seguido do “+” ou do “-”.

Escrito assim, parece mais confuso do que realmente é, depois que se pega o “jeito”, tudo se ajusta em questão de segundos e o melhor de tudo é que uma vez estipuladas a abertura e a distância flash-assunto, dá para se fotografar o que quiser, basta não se alterar nenhuma das variáveis, como nas fotos abaixo:

Eriberto Leão

Eriberto Leão e Alexandre Nero

Eriberto Leão

Alexandre NeroThomy Da Fiori

Bom, eu vou ficando por aqui…espero que tenha ajudado!

Boa sorte!

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