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O Amor é Lindo! 30

Uma semana depois de fotografar o Ricardo Blat com o abajur, tive a chance de entrar no estúdio para fazer as fotos para a divulgação de sua nova peça, “O Amor é Lindo”, um monólogo sobre casamento e as relações marido x mulher. Ricardo interpreta tanto o homem quanto a mulher e ver esses personagens, Bibiana e Albuquerque, aparecerem na frente da minha câmera foi hilário.

As fotos foram feitas no estúdio Fábrica, em Copacabana, e o clima de descontração permaneceu durante toda a sessão. Rafa, o super assistente, fez algumas imagens que podem ser vistas no filme abaixo:

O primeiro retrato foi do próprio Ricardo, necessário para completar o jogo de fotos feitas com o abajur. Usei 3 tochas Mako 2002+, uma com um beauty dish na frente como luz principal e as outras duas atrás dele, com 2 softboxes grandes, como luz de recorte. Precisava de uma foto de corpo inteiro do ator, mas os softboxes acabavam aparecendo na imagem. No início pensei em limpar depois no Photoshop, mas a simetria foi tão interessante que as tochas serviram de moldura para o retrato. Resolvi deixar assim mesmo…

O resultado está aqui:

Retrato pronto, faltava agora as fotos dos dois personagens. Enquanto Ricardo se transformava em Bibiana, eu e Rafa adicionávamos mais uma tocha “estourando o fundo” para facilitar o trabalho do designer da capa, Ronaldo. As três tochas principais funcionam na mesma exposição (se não me engano f/11) e a tocha do fundo, posicionada de forma que o corpo de “Bibiana” a escondesse, está um ponto mais potente. Como é um estúdio pequeno, o uso do fotômetro é essencial para evitar retorno e contaminação de outras áreas por luzes diferentes (aliás, o uso do fotômetro é essencial em qualquer caso dentro de um estúdio. Fuja de quem te aconselha o contrário, seus olhos e o LCD da câmera são facilmente enganáveis. Um bom vídeo explicando isso pode ser encontrado na rede social do I LOVE MY JOB – obrigado Julio Sene!)

Vavá Torres, um mago na caracterização dos personagens e a figurinista Ticiana Passos deram o toque final tanto na Bibiana quanto no Albuquerque. Eu cliquei 100 fotos em RAW para cada um e depois selecionamos 8 delas no próprio estúdio. Tudo muito rápido e tranquilo. As fotos escolhidas para o cartaz da peça foram essas aqui:

Albuquerque

e sua esposa, Bibiana:

Bibiana

Portanto, se você estiver em Juiz de Fora, MG, no dia 13 de agosto, corra para o Teatro Pró-Música e se divirta com o talento do Ricardo. O texto é hilário! O cartaz da peça está aqui:

Ah! Se é possível fazer a mesma foto usando os “cães”em vez das tochas? Sim, perfeitamente possível, só não levei os bichos porque sabia que iria encontrar luz no estúdio, era menos uma bolsa para carregar. Os cães estão meio bravos comigo ultimamente…rsrsrs

Boa luz e boa sorte!

Procurando Potência? 60

Eu recebi por email duas perguntas interessantes essa semana que se transformaram em bons motivos para novos posts aqui no blog. A primeira vinha de São Paulo e foi respondida com a ajuda de um filete luminoso em um quadro antigo, mas também pudera, o pintor era um gênio.

A outra veio de longe, da Escócia, e me chamou atenção porque foi feita por um engenheiro aposentado que passara os últimos anos aperfeiçoando motores a vapor. Quando longe das caldeiras, ele relaxava brincando com seus SBs. Mandou uma foto sua (que aparece no cabeçalho do post) feita com um SB-800 com sombrinha, montado em velho tripé de ferro. Diz ele:

Renato boa tarde, tudo bem?

Bom primeiramente queria agradecer pelas informações passadas no seu blog, venho acompanhando seu trabalho e aprendendo muito, isso me motiva cada vez mais.

Ficou só uma dúvida que meus amigos da Sociedade Lunar enrolam e não respondem:
Com o SB-800 eu consigo saber que potência usar no flash. Defino como será minha foto, informo a abertura e defino a potência de acordo com distância  entre o flash e objeto estabelecida por mim. Até aí sem problemas. Mas existe algum calculo que me mostre qual potência eu usarei no flash, porque pelo cálculo, NG= F x D, eu acho o numero guia do Flash e não qual a Potência a ser usada. Então a dúvida é:  se eu não tivesse esse sistema no meu flash como eu definiria se o flash ficaria em 1/8, ou 1/16 ou 1/128??

Muito obrigado desde já e desculpa amolar.

Parabéns pelo trabalho Renato.

Cordialmente,

James Watt.

Ora Mr.Watt, eu que devo agradecer pelo seu trabalho e vou tentar mostrar que o senhor já conhece a resposta, só que ela está mascarada por uma aproximação bizarra.

Para efeito prático usarei o SB-800 como exemplo, mas todos os conceitos descritos aqui valem para qualquer tipo de flash, dos speedlights até as tochas de estúdio.

Antes de mexer com a fórmula matemática acima, vale a pena entender o significado do cabalístico “número-guia”. Uma rápida busca no Google nos leva a zilhões de sites com a mesma informação:

“O número-guia (NG) é um indicador da potência de um flash. Quanto mais alto o NG, mais potente o flash.”

A aproximação contida nessa afirmação é devastadora em dois sentidos, complicando o entendimento do flash, acaba por adiar o contato do fotógrafo com o que realmente importa na foto: o comportamento da luz.

Como bem disse Watt, o número guia é expresso como:

NG= distância do FLASH x abertura, ou simplesmente NG= d x f .

Aqui a Matemática começa a mostrar as garras: como a abertura é um número adimensional e a distância é calculada em metros, o resultado dessa multiplicação também tem que ser expresso em metros. Péra aí!!! Se o NG é uma referência da potência de alguma coisa, como ele pode ser expresso em uma unidade de distância?

O manual do flash confirma o nosso espanto, está lá: em ISO 100 e com a cabeça do flash em 35mm, o SB-800 tem um número-guia de 38 METROS, ou seja, naquelas condições, toda a intensidade luminosa que o flash oferece ilumina 38 metros a sua frente.

O número-guia expressa o alcance do flash e nos ajuda a entender sua relação direta com o ISO da câmera e a posição da cabeça de zoom do aparelho.

Atrelar esse significado a uma potência  sugere que ele é incapaz de iluminar algo distante 40 metros, o que não é verdade: feche a cabeça de zoom para 105mm, ainda em ISO 100, e o NG dispara para 56 metros.

Não importa o valor da potência, mas sim o que você é capaz de fazer com ela. Além disso, começar a conhecer um acessório carregado de antigos tabus por uma unidade tão amigável quanto o metro é bem mais agradável ( e correto) do que um “joule por segundo”.

Com o valor do número-guia é possível determinar a posição exata do seu flash para cada diafragma de sua lente, como na tabela abaixo:

NG 38 (SB-800 em 35mm/ ISO 100)
f/ 2.8 4 5.6 8 11 16 22
m 13 9.5 6,7 4.8 3.4 2.4 1.7

Esses valores em metros aparecem no painel do SB no modo Manual, com a carga em 1/1 e a cabeça em 35mm. Basta variar a abertura e o flash faz a conta para você, foi com um SB que eu preenchi a tabela.

Eles são uma referência numérica de como a luz se comportará na sua foto antes mesmo dela acontecer.

Por exemplo, se eu quisesse fazer um retrato utilizando uma abertura f/4 teria que colocar meu flash a 9,5m da pessoa para obter uma exposição correta da luz do flash. Muitos problemas podem surgir daí:  eu não tenho esse recuo todo no estúdio onde trabalho ou se preferisse fazer em um local externo, provavelmente encontraria postes, árvores, placas, pessoas, carros, paredes bloqueando parte da luz.

A distância em que se coloca o flash também altera a qualidade e o comportamento da luz:  a 9,5 metros do assunto o flash troca intensidade por abrangência luminosa, fazendo com que uma luz dura atinja tanto a pessoa quanto o fundo onde ela está (considerando-se que a pessoa esteja bem próxima do fundo).

Mesmo com toda a precisão matemática, esses valores são referenciais, uma tentativa daquela caixinha preta luminosa de te ajudar a entender a sua foto sem perda de tempo, bateria ou equipamento extra, eles podem (e devem) ser alterados conforme a sua necessidade e criatividade.

Para evitar todos os problemas acima, eu preciso aproximar o flash da pessoa, posso escolher uma posição onde já conheça uma informação, como por exemplo: 1,7 m.

Acompanhando a tabela, nota-se que nessa distância o flash despeja tanta luz que a tabela me indica um abertura f/22, só que eu fotografo em f/4, estou 5 f/stops além da exposição correta. Como cada abertura de diafragma permite a entrada do dobro de luz, uma quantidade 32 vezes além da ideal estoura no sensor da câmera. Como não quero mudar a abertura e muito menos a distância, a única solução é diminuir a quantidade de luz, logo, deve-se utilizar 1/32 da carga inicial.

É esse o valor que aparece no painel do SB: 1/32 da carga em f/4 e 1,7 m. Teste agora com o seu equipamento, perca o medo, é realmente simples!

Lógico que todas as variações possíveis são impossíveis de se memorizar ou anotar, mas todas elas já foram testadas, comprovadas e embutidas no flash pela fábrica, um batalhão de estagiários com olhos puxados teve um trabalho danado para que você só precise informar a abertura que deseja fotografar e variar a carga até que encontre a distância ideal de posicionamento do flash.  Simples e seguro, sem a necessidade de nenhum equipamento extra, calculadora ou uma prece…rsrsrsr.

Espero que tenha ajudado, Mr.Watt!

Boa Sorte!

Não faça fotos, crie imagens! 20

Em muitos posts eu comento sobre a possibilidade de “estabelecer relações” com a luz natural como uma das várias vantagens de usar um flash, mas acho que nunca consegui ilustrar todas as etapas do processo.

Alguns comentários que recebi mostram que algumas dúvidas interessantes ainda persistem, principalmente sobre medição da luz, e tive a chance de encontrar a situação perfeita para tentar eliminá-las na semana passada, durante uma pauta de divulgação do programa “Aline” da Rede Globo.

A gravação acontecia na praia de Copacabana, perto da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que vem sendo constantemente depredada desde que ali foi instalada (humm..rimou!…rsrrs…)

O que leva um imbecil a destruir uma escultura colocada em uma das praias mais conhecidas do mundo ainda é um mistério para mim, provavelmente deve odiar o Rio de Janeiro e ser incapaz de fazer uma rima simples, mas fiquei feliz em fazer fotos que seriam usadas em uma campanha de concientização da população.

Detalhe: a gravação acontecia às 5 da manhã e mesmo detestando acordar cedo, aquele nascer do sol me fez agracer a Deus por morar em uma cidade abençoada e simplesmente magnífica. Lotada de problemas, é verdade, mas magnífica!

Bom, voltando ao trabalho:

Ainda faltavam fotos que mostrassem os três protagonistas juntos e como o Sol subia rapidamente no horizonte, a gravação corria em ritmo frenético, tempo era tudo o que eu não dispunha. Aproveitei uma mudança de equipamento e a presença dos três atores na cena e corri atrás do meu retrato.

Uma dica rápida: acostume-se com o fato das imagens não existirem ainda, elas serão criadas por você.

A foto que existe na sua cabeça muitas vezes não está diante dos seus olhos e como sua câmera é bem menos sensível que o seu cérebro, sozinha ela não poderá te ajudar.

Quando você entende que sua câmera não passa de uma ferramenta limitada, aprende que as infomações que ela fornece são apenas sugestões. Você está no comando.
Nascer do Sol, Copa[15]

Esse era o nascer do sol em Copacabana às 5:47 da manhã. Uma foto relativamente fácil de fazer, o único problema era que estava ali para fazer fotos de 3 atores contra esse cenário:

Bernardo, Maria e Pedro, contraluz[11]

Todo manual de fotografia comenta que o melhor da luz se encontra nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. É verdade; porém, nem sempre a melhor luz está na posição ideal.

De onde estava eu conseguia enxergar todos os detalhes da cena, desde os rostos dos atores até a explosão solar atrás deles. Nossos olhos são muito tolerantes com grandes variações de contraste, mas sua câmera não…

Ao travar a exposição no nascer do sol, ela jogou todo o restante da foto em densas sombras. Se não fosse pelo refletor à direita (fora do quadro), mal se distinguiria um ator do outro.

Faça a leitura da luz na sombra e descubra que a razão de você estar ali às 5 da matina se transformou em um fundo branco estourado e sem graça.

Você está perdido: não pode mexer a sua posição, a dos atores e muito menos a do Sol, sua câmera não acompanha a sensibilidade dos seus olhos e seu chefe não vai gostar da piadinha: “eu só fotografo com luz natural”, ao receber a sua foto tecnicamente perfeita, porém, inútil.

Usar um filtro como o densidade neutra graduada (ou até mesmo um polarizador) reduz a quantidade de luz da foto, diminuido o alto contraste da cena, mas te joga no mundo das baixas velocidade de obturador…você está sem tripé e os atores não param de se mexer.

A única solução disponível é “jogar” luz nas áreas de sombra, revelando o rosto dos atores e mantendo o obturador em velocidades tranquilas para segurar a câmera na mão.

Para vencer a Física, a Estética solta os cachorros!
Bernardo, Maria e Pedro, contraluz Flash 14

A foto acima é, na verdade, uma sobreposição de 2 “camadas”: uma com o fundo exposto corretamente e os atores na sombra, e a outra com a área iluminada somente pelo flash.

É a velocidade do obturador que junta tudo. E o flash que separa…

Sua nova exposição terá as 2 variáveis de sempre, obturador e abertura, mas controladas por equipamentos distintos.

A velocidade do obturador dirá quanto da iluminação natural aparecerá na foto, o diafragma, por sua vez, quanto de luz incidirá na área que vc quer iluminar.

Brinque com esses valores e inúmeras opções surgem, não é mais o humor de São Pedro, mas seu gosto pessoal que determina qual a melhor delas.

I Love My Job

Na foto que abre esse post, a minha única preocupação inicial foi a abertura do diafragma. Queria uma que garantisse o foco nos atores e ainda mostrasse detalhes do fundo. Escolhi f/7.1 com a D200 em ISO 800.

Com a abertura ajustada, medi a luz na área iluminada do céu, evitando incluir o sol no enquadramento.

O fotômetro zerou no 1/250s, fiz um clic de teste e achei o céu muio escuro, diminui a velocidade para 1/125 e encontrei o tom que me agradava.

Liguei o SB-800, o LCD me indicava que os atores estavam dentro do alcance do flash para a abertura escolhida, mudei para o modo REMOTE em TTL e pedi que um amigo o segurasse.

Em 1/125 com f/7.1, fiz a foto. Coloquei um gel 1/2 CTO no focinho do cão para dar uma aquecida geral na foto, como se pode ver abaixo:

BernardoMariaePedrocontraluzflash14tCTO[11]

Aquela foi apenas uma das possibilidades de imagem, uma ligeira mudança no obturador altera a luz do fundo, uma variação na abertura (ou diminuíndo a potência do flash) controla a luz do primeiro plano.

Criatividade. Liberdade. Independência. Ponto para os cães. De novo.

Aproveite a comunidade aberta no Orkut para obter respostas e conhecer gente nova, coloque sua dúvida lá, já temos 75 (ops!! 77!)pessoas querendo ajudar, e o número não para de crescer.

Boa sorte!

Correndo soltos no deserto… 32

jun27

Preciso agradecer a todos que escreveram, elogiaram e comentaram o primeiro vídeo do blog, sinceramente não imaginava que teria uma repercussão tão boa. O número de visitantes mais que quadruplicou e não tive como responder a todo mundo, faltou tempo e sobrou cansaço, até o pessoal da Nikon Brasil está gostando…mas aproveito esse post para dizer do fundo do coração: obrigado!! Vocês não tem idéia de como fico empolgado, a cabeça está pirando com tantas idéias!

Depois de alguns dias em Petra, fomos gravar novas cenas da novela bem no meio de um vale desértico no sudoeste da Jordânia, o Wadi Rum, cenário de filmes como Lawrence da Arábia, Planeta Vermelho e Transformers. Não há melhor comparação a se fazer: em menos de uma hora de viagem pisávamos na superfície de Marte, mas com o Sol de Mercúrio torrando as nossas cabeças. Acho engraçado ver, no novo vídeo, guarda-chuvas andando para lá e para cá e uma bandeira preta de iluminação sendo disputada por 4 dos integrantes da equipe.

Novo cenário, novos figurinos, logo, novas fotos.

O vídeo desse post mostra 2 dias de gravação no deserto, só que desta vez, não havia a menor chance de montar os tripés Nano 001b e, muito menos, colocar as sombrinhas translúcidas na cabeça adaptadora da Manfrotto.

O motivo é simples: apesar da excelente qualidade, durabilidade e leveza do conjunto, uma simples brisa transforma as sombrinhas em grandes velas que podem espatifar um SB no chão, e ver um “cão” aos pedaços no início da viagem não era uma decisão sensata.

Carregar na mochila 3 quilos de chumbo como contrapeso também não…rsrsrs.

A solução foi pedir que uma alma caridosa segurasse os flashes para mim, tarefa que foi muito bem executada pela minha “flash holder” oficial, Val, produtora do Video Show (Obrigado, Val!).

Novamente eu me encontrava lutando contra um adversário poderoso, o Sol jordaniano, mas se em Petra eles deram conta do recado, no deserto, sem as sombrinhas, eles voltavam a ter vantagem.

A velocidade do obturador foi a mesma do post anterior, 1/250 seg, mantendo toda a potência dos flashinhos. Encontrei a abertura da lente (variou de f/10 a f/14) dando uma ligeira subexposição de 1 ponto, para que o azul do céu ficasse um pouco mais escuro que o normal e programei os SBs para funcionar em TTL no modo remote.

Mesmo sob o sol intenso e, como no caso da foto da Taís Araújo no topo do monte, a uma distância razoável do assunto fotografado, o flash embutido da D200 disparou os remotes sem falha alguma.

A cada dia que passa eu me espanto com o que esse sistema pode fazer: simples de usar e confiável ao extremo.

Nas fotos do post anterior, em Petra, o sol foi colocado como contraluz e os flashes eram a luz principal. Agora, nesse novo vídeo, eles também funcionam como uma luz lateral, ajudando a recortar os atores do fundo e preencher as sombras provocadas pelo sol.

Espero que vocês curtam e qualquer dúvida é só escrever, a viagem está próxima do fim, a rotina voltará ao normal, mas ainda tem uma nova parada e um outro vídeo, desta vez em Paris!

Boa sorte e muito obrigado!

Estúdios pequenos e flashes potentes. 11

A nova grade de programas da Rede Globo estreia dia 13 de Abril. Além das atrações inéditas, algumas mudanças nos programas antigos estão previstas.

No caso do Video Show, o apresentador André Marques vai ter boa companhia: Luigi Baricelli, Ana Furtado, Fiorella Matheis e Geovanna Tominaga vão dividir o espaço como apresentadores/repórteres do programa.

Na semana passada, eu tive a oportunidade de fotografá-los para divulgação na imprensa.

Nosso estúdio no Projac é bem apertado e funciona ao mesmo tempo como uma sala de imprensa, ou seja, temos que dividir o pequeno espaço, cerca de 5m x 4m, com poltronas, mesas, armários, computadores, copiadora e jornalistas à espera.

Em uma das paredes, 4 fundos de TNT estão a nossa disposição: um branco, outro cinza médio, um preto e um vermelho escuro. Os fundos de TNT são uma opção barata porque são laváveis e resistentes, mas apresentam uma textura um pouco irritante: milhares de pequenos círculos em baixo relevo se espalham pela superfície do tecido. Dentro do armário, um bom jogo de luzes: 4 flashes Variolite 804 da Mako, cujo número-guia é 112.

Fiorella Matheis

É uma potência considerável, ainda mais quando usada dentro de um ambiente baixo, pequeno e cercado de paredes claras por todos os lados, é luz para todo canto.

Um dos flashes está posicionado a minha direita, bem próximo do rosto dos atores, a luz é rebatida em uma grande sombrinha branca. Daquela posição, é difícil não encontrar aberturas pequenas no fotômetro, mesmo na menor potência do flash.

Luigi Baricelli

Grande profundidade de campo (a consequência de usar pequenas aberturas) pode ser um problema quando se tem um fundo como o de TNT, cheio de textura e dobras, mesmo quando totalmente esticado. Ter um fundo que distrái a sua atenção é tudo o que você não quer em um retrato.

Todos os atores estão afastados 1,5 m do tecido cinza, distância que permite que a luz do flash ainda contamine o fundo, revelando detalhes que eu queria esconder.

André Marques O meu assistente fez uma pergunta interessante:

- ”Por que não afastamos o flash? Assim teríamos que usar aberturas maiores, desfocando o fundo?”

A resposta é simples: com o fotografado fixo na posição, ao se afastar a fonte luminosa, troca-se potência por abrangência. Eu teria menor profundidade de campo, mas iluminaria ainda mais o fundo…

Esse é um dos desdobramentos da fórmula matemática que diz que a intensidade luminosa varia com o inverso do quadrado da distância (I= 1/d*2), outra consequência é o fato de você estar vivo lendo esse artigo, mas isso é um bom assunto para outro post…

Ana FurtadoBom, se o problema está na luz revelando detalhes irritantes de um tecido, porque não deixar que a própria luz resolva a situação?

Eu adicionei mais uma flash voltado para o fundo, desta vez com uma colméia adaptada em uma panela pequena, concentrando o facho luminoso bem atrás dos atores, ele está ajustado para uma superexposição de 1 ponto em relação à luz principal.

Essa configuração me trazia várias vantagens: limpava os “furinhos” incomodos do TNT com a superexposição, aproveitava as dobras do tecido criando uma dispersão não uniforme da luz e ainda gerava uma separação clara entre retratado e fundo.Geovanna Tominaga

Geralmente, o que torna uma foto interessante é a forma como você resolveu vencer os problemas que ela te apresenta: você pode esconder nas sombras ou lavar com luz.

Meu assistente fez outra pergunta:

-“Por que não usamos o fundo preto?”….rsrsrsrs

Abraços. Boa sorte

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