Número-Guia (NG): o mito

9 set
2012

A situação é sempre a mesma em qualquer local que eu vá: o fotógrafo com seu flash portátil reclamando de que precisa de um equipamento mais “potente” para ser usado em externas durante o dia.

“Que vença o Sol, Renato, que tenha um Número-Guia grande…”.

Quando eu pergunto qual a razão para querer um valor muito alto, invariavelmente vem a gracinha: “isso é papo de quem tem número-guia pequeno, cara”

Brincadeiras à parte, a questão é quase fálica mesmo, mais uma das ingratas consequências da associação da sensação de potência com um valor cujo significado passa longe disso, como se o fotógrafo se tornasse um super-homem quando comprasse uma “Big Light”.

Na verdade, dependendo da situação, ele pode até ficar limitado. Espero que as duas situações descritas abaixo e as quatro perguntas decorrentes ajudem a entender melhor esse conceito.

Acompanhe o raciocínio:

 

2 flashes de NG diferentes situados a mesma distância da “modelo”

Eu estou dentro de um estúdio e quero fazer um retrato usando apenas um flash, na esquerda da foto eu tenho um Zulmman Exo Power Mega Omni Ultra Higher Light Package Mini 2e, cujo Número Guia chega a inacreditáveis “200″ enquanto que na direita da foto está o seu flash portátil, um pequeno e versátil “cão”, de número-guia de apenas “40″. Trocando em miúdos: o Zulmman é 5 vezes mais “potente” que o seu flash portátil, correto?

Ambos estão posicionados a 2 metros da nossa modelo tailandesa chamada Linda. OPS!

“MOMENTO Tymothy Wilson: FOTÓGRAFO ROMÂNTICO E LEVEMENTE RETARDADO”

Oi Turminha! eu estou nesse estúdio lindo fazendo lindas fotos da nossa linda modelo chamada Linda! Que incrível! eu não entendo como ninguém teve a idéia de fazer uma sessão fofa de fotos com uma linda modelo chamada Linda! Seria uma linda concidência, não é mesmo?

A Linda me disse que está muito satisfeita de fotografar aqui no Brasil, ela acompanha inúmeros fotógrafos pelo Facebook e se impressiona como nenhum deles fotografa pessoas chatas, noivas esquizôfrênicas, crianças inquietas, grávidas inseguras. Todos são abençoados nessa terra!

Vou pegar minha camisa Abercrombie & Fitch na lavanderia e volto logo, posto uma foto no Instagram quando chegar lá, tá? Bjs grandes

“FIM DO MOMENTO Tymothy Wilson: FOTÓGRAFO ROMÂNTICO E LEVEMENTE RETARDADO

Bom, como eu ia dizendo, os flashes estão posicionados a 2 metros da modelo e a câmera está ajustada ( ISO 100) para 1/250s em f/5.6.

PERGUNTA 1:

Qual deve ser a quantidade de energia ( não a carga) que o Zulmman 200 deve disparar na cena para expor corretamente a foto para a abertura dada?

A- 5 vezes menor que o flash portátil

B- 35 vezes maior ( 200/5.6)

C- rigorosamente a mesma que o flash portátil

 

Reflita bem e vamos para a segunda situação:

Se um Número Guia alto já mexe com os brios de um fotógrafo, imagine quando ele descobre que pode “overpower the Sun” com o flash!

Para quem não sabe, o significado de “overpower” é:  subdue by force, ou em bom português: subjugar pela força.

Que super-homem que nada, você agora é um Deus!!

Graças ao flash adquire-se o poder de diminuir ou eliminar a presença da luz natural e você não fica mais surpreso ao assistir no Youtube fotógrafos americanos ou europeus com seus caríssimos flashes de estúdio subexpondo a luz natural vinda quase do Círculo Polar Ártico.

É um tanto irônico que eles chamem aquela bola amarela tênue que corre deitada no horizonte de “Sun” e colocar o flash às 6 da tarde a 50 cm do rosto das modelos de “overpower”.

Vá ao meio dia para a Linha do Equador e descubra o que é “Sun” e o trabalho que ele dá para “subdue by force”.

E é exatamente essa a segunda situação: com a retirada do fundo, descobre-se que o estúdio fora montado em uma praia carioca ( é uma montagem grotesca, por favor, mas a idéia vale):

2 flashes na praia, f/8 e ISO 100

os flashes estão na mesma posição, 2 metros da modelo, a camera continua ajustada em ISO 100 e f/8 só que agora toda a potência do flash será usada para controlar aquela luz do fundo, produzindo uma imagem parecida com essa:

PERGUNTA 2:

Qual deve ser a quantidade de energia ( não a carga) que o Zulmman 200 deve disparar na cena para expor corretamente a foto para a abertura dada ?

A- 5 vezes menor que o flash portátil

B- 35 vezes maior ( 200/5.6)

C- rigorosamente a mesma que o flash portátil

PERGUNTA 3:

Qual deve ser o ajuste de energia para sub ou superexpor o fundo?

A- 1 ponto a mais

B- 1 ponto a menos

C- acho que a potência do meu flash não interfere no fundo…

Essas são situações que confundem muito a cabeça dos fotógrafos iniciantes e acho que se você pensou corretamente já deve estar se fazendo a inevitável…

…PERGUNTA 4:

Qual é uma das grandes vantagens de se ter uma “Big Light”? Por que eu preciso de um flash com NG bem alto?

 

Comentários são mais do que bem-vindos, espero que possamos debater Fotografia e não equipamento ou marcas, ando um pouco farto disso tudo, acredito mesmo que:

VOC6E JÁ NASCEU COM O MELHOR DOS EQUIPAMENTOS, APRENDA A USÁ-LO A SEU FAVOR!

Só lembrando:

agora em Setembro tem Workshop I LOVE MY JOB em São Paulo (22/23), no estúdio de um dos melhores fotógrafos do país: Gal Oppido. Não perca essa oportunidade!

Deixe seu comentário e quem gostou compartilhe!

abraços!

Boa luz e Boa sorte!

47 Responses to Número-Guia (NG): o mito

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Nelson N Meira

setembro 12th, 2012 at 00:32

Me rendo! Tô curioso e não consegui chegar a uma conclusão. Chute: 1 (c), 2 =1 (c) (é a mesma pergunta), 3 (c) (se tenho controle sobre a luz, creio que posso calcular a energia sem mudar a fotometria). Desculpe se estiver errado.

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Renato Miranda

setembro 12th, 2012 at 01:34

mas e a quarta pergunta? fica sem resposta? :)
eu responderei logo, quero que mais gente participe também! parabéns por ter comentado! abraços

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Vinícius Pereira

setembro 12th, 2012 at 11:37

Acredito que as 3 sejam letra C tb, mas as duas primeiras é puro chute ahahah. A 3 acredito que seja pq a luz do flash não interfere já que o controle de luz de fundo é feita pela velocidade do obturador.

E a 4, não sei, tem a ver com o tamanho do área que se quer iluminar?

Renato, tenho ctz que não vou errar essas questões depois que eu fizer o seu WS. Então, como já te pentelhei no email, FAZ MAIS UM NO RIO AE. ahahah

Abraços!

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Fabiano musial

setembro 12th, 2012 at 12:37

bom dia Renato
pergunta 1, resposta :C- rigorosamente a mesma que o flash portátil .
se a cena foi medida por um fotometro a quantidade de energia será a mesma , o que vai mudar e a carga dos flash .

pergunta 2, C- rigorosamente a mesma que o flash portátil

pergunta 3 , C- acho que a potência do meu flash não interfere no fundo…

pergunta 4
resposta : para mostrar que tenho um flash fodalistico com numero guia de 200 , já que em todas as situações a energia para expor corretamente a cena foi a mesma .

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Renato Miranda

setembro 12th, 2012 at 12:45

O do Rio será em Outubro, Vinícius! e em breve teremos s resposta aqui, quero mais gente comentando, ajuda a divulgar! abração e parabéns!

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Marcelo

setembro 12th, 2012 at 18:50

Bem, vamos nós, acho que as respostas para as duas primeiras perguntas é a mesma, letra C, para a terceira fico com letra C também. Mesmo estando em potência máxima e com ISO e aberturas fixos, tenho como controlar a luz pela velocidade do meu obturador, o que vai fazer a diferença no resultado final da imagem. E a quarta pergunta, entendo eu que um número guia alto apenas me mostra a potência que o meu flash pode atingir a determinada distância, exemplo, se em ISO 100 o máximo de luz disparada pelo meu flash sera vista com qualidade até 20m com GN X, se eu tiver um outro com GN Y que é um pouco mais potente, a minha luz chega com qualidade até 40m. Penso eu que seria a capacidade de iluminar do flash e não somente a quantidade de luz que ele emite ser mais intensa. E ter uma BIG LIGHT, seria ter uma área maior de cobertura. Bem, esse é meu entendimento. Vou ficar no aguardo da sua resposta. Abraços e excelente post Renato.

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Renato Miranda

setembro 12th, 2012 at 22:12

aí não vale, vc teve um bom professor..rsrrs…

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Renato Miranda

setembro 12th, 2012 at 22:14

@Marcelo, vou responder para cada um de vcs em particular ok? obrigado pela participação, sucesso!

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Nereu JR

setembro 12th, 2012 at 22:55

1:c
2:c
3:c
4: Deve servir para aquele retrato de familia em f45 onde o fundo é o que menos interessa (afinal não vai aparecer mesmo), ou quem sabe para fotografar uma multidão com os flashs posicionados estratégicamente em gruas para atingir toda área.
A propósito, o NG não tem a ver com a velocidade de reciclagem do flash?

Adoro esses posts educativos com a participação dos leitores!

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Antonio

setembro 12th, 2012 at 23:04

Eu poderia querer subexpor ainda mais o fundo diminuindo a abertura, mantendo a mesma distancia do flash a potencia do meu portatil não seria suficiente para expor corretamente a Linda.

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Alexandre

setembro 12th, 2012 at 23:15

Respostas:
1=c Os flashes tem que expor corretamente tanto o portátil quanto a tocha!
2=c Os flashes tbm tem que expor corretamente tanto o portátil quanto a tocha
3=c o que vai depender de entrar luz do fundo será ou velocidade do obturador ou abertura de diafragma pelo que entendi o diafragma está setado em F8.0 então a velocidade será determinante!
4= Nesse caso a tocha com um NG maior pode ser afastada e cobrir uma area maior.. é o que penso! O portátil é interessante ter um NG maior pelo mesmo motivo acima! Creio que seja isso!

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Marcelo Fernandes

setembro 12th, 2012 at 23:18

Renato, realmente estou curioso, mas fico com a galera, tbm acho que as respostas são C.

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Marcelo Souza

setembro 12th, 2012 at 23:53

Grande Renato,
Aqui vai minha participação:
Para a pergunta 1, sem dúvida a resposta é a C. Para aquele ajuste de exposição da câmera, ambos tem potência suficiente para iluminar a modelo corretamente. Logo a mesma energia deve ser disparada para a mesma exposição.
Pergunta 2, a resposta continua a “C”.
Pergunta 3, um comentário: Você diz que a câmera foi mantida na mesma configuração, mas além da abertura ter mudado de f/5.6 para f/8, não menciona o valor para a velocidade do obturador. Nesta situação imagino que tenha o controle da velocidade.
Por este motivo, minha resposta é também a letra “C” para a 3. Deixando o flash controlar a exposição do primeiro plano, no caso a modelo, e controlando a velocidade do obturador para alterar a exposição do fundo.
Para a pergunta 4, minha explicação é que o NG me dá uma medida de potência máxima que o flash consegue jogar para fora. Um NG maior, me permite maior gama de possibilidades ao tentar iluminar um objeto mais distante ou efetuar um “overpower” quando a outra fonte for muito forte. Não estamos lidando com valores absolutos mas sim diferenças de quantidade de luz entre fontes distintas.
Abraços,

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Antonio

setembro 13th, 2012 at 00:18

Na dùvida eu ia pedir pra ela tirar o biquíni.

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Renato Miranda

setembro 13th, 2012 at 01:11

Muito bom, em breve a resposta aqui no blog!

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Renato Miranda

setembro 13th, 2012 at 01:12

valeu Nereu! obrigado pelas respostas, em breve a continuação do post!

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Alexandre

setembro 13th, 2012 at 14:07

@Alexandre,

É isso Renato?

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Renato Miranda

setembro 14th, 2012 at 02:04

@Antonio, verdade, boa resposta!

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Alegria

setembro 18th, 2012 at 15:00

tudo C, a quarta pergunta, vc precisaria de um NG maior caso tivesse uma área maior para ilumina-la ou quizesse posicionar a fonte de luz mais distante !

Parabéns pelo Blog ! A propósito Porto Alegre não ta incluido no roteiro dos WS ??

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Renato Miranda

setembro 19th, 2012 at 22:13

Boa Alegria! obrigado pela participação, em breve coloco a resposta aqui também! abração

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André Souza

setembro 21st, 2012 at 00:23

Renato acho que é C na cabeça, o plano de fundo eu controlo a luz com a velocidade do obturador, e não com a potencia do flash… correto?
Abração e como sempre as atualizações são ótimas!

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Renato Miranda

setembro 21st, 2012 at 02:03

@André Souza, Obrigado Andre! em breve eu coloco a resposta aqui! abração

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Marcello Pereira

setembro 22nd, 2012 at 17:40

Renatão, acho que você vai ficar louco pra responder a tantos comentários… Mas vamos lá! Primeiramente gostaria de dizer que virei seu fã após aquele diálogo que você inventou entre flash e camera. Matou a pau na didatica daquela explicação, depois daquilo além de eu entender passei a ter argumentos pra explicar aquilo pra outras pessoas… Sobre esse post acredito que as respostas sejam a “c” e ainda sobre o subexpor o fundo se faz pela velocidade do obturador mesmo. A propósito pra aumentar o alcance do flash deve-se aumentar o iso não é, mas isso creio que não seria necessário pra clarear o horizonte kkk… E o NG alto acho que é necessário pra se usar com aberturas menores e assim conseguir aumentar a profundidade de campo da foto ainda iluminando a modelo perfeitamente. Sei lá creio que é mais ou menos isso… Abraço, e no próximo WS em São Paulo farei de tudo pra conseguir participar. A propósito faz um no interior de SP pô!!!

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Renato Rocha Miranda

setembro 24th, 2012 at 01:13

@Marcello Pereira, obrigado Marcello! essa semana eu coloco a resposta aqui, o WS em Sampa foi nesse fim de semana, nos dias 22/23, foi show! Vou tentar fazer um no interior mesmo!
abração

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Saulo Neiman

setembro 30th, 2012 at 23:39

Belo post!!

1: c
2: c
3: c : tenho CERTEZA que a potência do meu flash não interfere no fundo do exemplo (céu). A luminosidade deste fundo (céu) será controlado através do tripé de fotometria (ISO/velocidade/abertura), e a luminosidade do objeto próximo (no caso a Linda modelo) será controlada pelo flash.
4: Entendo que a vantagem de se ter uma “big light” neste caso é, ao utilizar pequenas aberturas tendo um céu claro como fundo, poder iluminar o assunto próximo com apenas um flash, pois acho que a energia de um flash “menos potente” pode não ser suficiente para iluminar devidamente com o assunto próximo e equilibrá-lo com o fundo.

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Ricardo Marins

outubro 2nd, 2012 at 19:41

Boas perguntas e como peguei o post já totalmente comentado nem vale falar nada além de que a quantidade de luz para expor corretamente uma cena é dada em função da distância e do diafragma, a velocidade nesse caso não conta. Certo ? .. quando vai ser o wks do Rio ?

abs
Ricardo Marins

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Jose Roberto

outubro 4th, 2012 at 13:31

Renato, vamos lá, deixa eu ver se consigo estragar sua brincadeira e reponder corretamente. Para as perguntas 1, 2 e 3 as respostas são todas “C”. Para a quarta pergunta vou responder tentando matar a charada.
Por definição NG = distancia x Numero f (em ISO100), portanto, seja no estudio ou fora dele, se quero iluminar algo a 2 metros do flash, a quantidade de energia não muda. Como fora do estudio tenho a luz do sol, consigo fazer com o fundo o que bem entender ajustando para tanto o tempo de exposição, ou seja, posso deixar o fundo corretamente exposto, sub ou super exposto apenas pelo tempo de exposição, porém (sei que não quer discutir equipamento, mas devo citar) algumas maquinas de entrada não conseguem sincronizar o flash para altas velocidades, neste caso pode acontecer uma sombra preta na borda da foto decorrente da falta de sincronismo quando ajustamos a maquina acima de 1/200 ou até velocidade menor, sendo assim, somente necessito de um numero guia maior se quiser iluminar algo a uma distancia extremamente grande entre flash e assunto, pois além da abertura posso também aumetar o iso. Ou seja com um flash por exemplo de NG 22 (relativamente baixo), em iso 100 com abertura f5.6, tenho energia suficiente para iluminar assunto a 4m, somente aumentando o iso para 800, ilumino o assunto a 10 metros e assim por diante. O que é mais interessante é termos mais de um flash para podermos expor corretamente assuntos em diferentes distancias dentro do mesmo frame. Aguardo comentários e sua resposta oficial.
Abraço

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Gui Coelho

outubro 5th, 2012 at 12:40

Acredito que uma das principais qualidades de uma luz de estúdio é a gama de opções para modificadores de luz (softbox, octabox, striplight, beautydish etc), que “comem” luz, necessitando de uma potência maior. Ou quando precisa de um tempo de reciclagem rápido, ou uma distância maior do assunto, por exemplo: rebater a luz em um teto para iluminar uma área grande.

Outra qualidade que vejo é na questão da bateria. Acho que foi com você que aprendi que o SB900 não esquenta por que desliga, mas desliga por que esquenta. hehe Mas confesso que detesto trabalhar com pilhas e se você estiver trabalhando em carga máxima com um speedlight, sua sessão não vai durar muito…

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Felipe Milagres

outubro 8th, 2012 at 15:25

Fala Renatão!
Fico algumas semanas sem acessar o blog e quando retorno encontro esta boa surpresa!! Tua imaginação é foda! Depois me conta pra quem foi a “Tymothy Wilson FOTÓGRAFO ROMÂNTICO E LEVEMENTE RETARDADO”…tenho vários nomes em mente…Bem, as respostas 1,2 e 3 são C e a 4, bem, na situação descrita, não faz a menor diferença o NG do speedlight ser 5x menor q o de estúdio. A energia será a mesma. É como andar de ferrari em uma via repleta de pardais com limite de 60km…inútil. Não consigo pensar em vantagens tão espetaculares q sobreponham a praticidade e portabilidade dos pequenos “cães”. Há anos não carrego mais estes trambolhos pesados e caros…de qualquer forma, responde logo e mata nossa curiosidade! Grande abraço!

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Mike

outubro 10th, 2012 at 01:56

Ola Renato!
Parabens pelo post!
Tenho uma duvida:
Tudo bem q com o flash portatil (um ou mais de um)
Eu posso subspor o sol, a questao eh pra qual situacao…
Penso que tudo sao ferramentas!adoro meus sbs!mas me pergunto se eles aguentariam um ensaio de 3-4 horas numa praia trabalhado em full power. Sei que ate aguentariam, mas o ritmo do trabalho nao seria o mesmo tendo que esperar pela recarga. Nao seria mais pratico numa situacao dessas utilizar um 400w portatil com um bom battery pack?sendo ate mesmo o custo igual ao de um sb900(ebay)..Obrigado!abraco.

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Arnaldo

outubro 12th, 2012 at 13:51

1=c 2=c 3=c
4= acho q tem a ver com a “Lei do Inverso do Quadrado da Distancia”; com uma “Big Light” você pode de uma distancia maior colocar uma mesma quantidade de energia, iluminando de maneira mais uniforme uma área mais ampla e com um maior controle.

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Renato Miranda

outubro 25th, 2012 at 23:00

Se vc já tiver o battery pack, sem problemas, mas muita gente só possui o flash e não sabe que pode fazer isso com ele. Já viu quanto pesa um 400W com um bom battery pack? é realmente necessário carregar tanto peso extra assim? Clicando com parcimonia eles seguram a onda, mas lógico, dá para fazer com os dois. abração

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Renato Miranda

outubro 25th, 2012 at 23:05

nem durará muito se vc estiver numa praia sem tomadas..rs. Em estúdio, use as tochas de estúdio. abração

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Renato Miranda

outubro 25th, 2012 at 23:09

mas e se eu tiver um flash de NG alto, o que posso fazer com ele? era essa a pergunta 4..vc não respondeu..rs
abraços

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Renato Miranda

outubro 25th, 2012 at 23:16

Certo! Teremos 2 WS de Flash aqui no Rio no início de Dezembro, dias 1/2 (sab/dom) e 3/4 (seg/ter). Coloco na loja virtual ainda hj!
abraços

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Mario Alexandre

outubro 30th, 2012 at 10:05

Todas C (1,2 e 3), pois a ‘energia’ é sempre a mesma, e quando se muda a carga se altera o tempo de incidência da luz, não sua potência, certo ? Quanto a 4, acho que já responderam, mas gostaria que elucidasse o que foi dito num outro post, que acho que tem a ver com essa pergunta : pq a 9,5m de distância a luz fica mais dura que a 1,7m ?

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Tomaz

outubro 30th, 2012 at 18:11

Renato,

È verdade que o bom entendimento permite utilizar da melhor forma a ferramenta que temos em mãos, porem avaliando a situação hipotética ela seria sim possível, mas somente em um horário de sol menos intenso. Digo isso porque neste cenário temos dois flash e um deles não é capaz de trabalhar com o Hi-sinc portanto fica limitado a velocidades de sincronização da câmera com cortina de 1/250 a não ser que a câmera utilize obturador de folha entre lentes, sincronizando em qualquer velocidade.
A questão é; existirão situações onde a briga com o sol vai ser brava e a sombra não será um recurso e as soluções possíveis serão (a) uma unidade de numero guia elevadíssimo. (b) varias unidades desses portáteis tipo SB que quebram um galhão. Ou (c) unidades de flash dedicado tipo SB mesmo ou afim a depender da câmera mas que possam operar em grande velocidade de sincronismo.
É importante também perceber que o brilho, (a intensidade do brilho) e uma das qualidades da luz, ele confere determinadas características quanto a fidelidade das cores e é essencialmente ele que a câmera capta. Uma boa quantidade e qualidade disso me permite usar uma sensibilidade isso menor uma velocidade mais segura mesmo para uma foto sem tripé isso tudo em conjuntura com uma abertura de diafragma pequena garantindo uma boa extensão de campo focal. Já me deparei com algumas situações onde um assistente acompanhado de equipamento portátil de numero guia elevado seria a salvação da lavoura. Já passei também pela situação de precisar de equipamento com o menor numero guia possível para colocar um pontinho de luz naquela joia ou em um prato.

Enfim Renato, quem não tem cão as vezes tem que caçar com gato. O é a grande ferramenta, mas ter a ferramenta certa para o trabalho certo é um grande reforço para o conhecimento e acaba economizando grande tempo e energia, não tem pra onde correr teremos situações que vai estar melhor quem tiver o NG maior.

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zulk

novembro 5th, 2012 at 16:06

bem é o seguinte, nao gostei muito da situacao proposta pelo auto pois ficou um pouco confuso ate pra quem ja entende do assunto, imagina pra quem n entende. nao gostei das alternativas que temos pra escolher. RESOLVENDO O CASO: se eu tiver nun estudio com velocidade 250 iso 100 e abertura 5.6 como é o caso citado primeiramente, bastaria um flash com numero guia de mais ou menos 11 pra iluminar o assunto, pois NG=metro x abertura, ou seja, NG= 2m x 5.6, NG=11 ! os dois flash precisaria disparar apenas com um NG=11 pra expor o assunto, entao nao importa quem é mais forte dos dois flash, pois os dois precisam da mesma potencia. No segundo caso na luz do sol, o autor sugeriu iso 100 250 f8, ai me pergunto, esse seria um valor aleatorio ou a medicao ta certa pra fotometrar a cena? ficou faltando essa informacao. independente disso, um flash com numero guia 16 ja seria suficiente pra expor a cena. Se por acaso eu quiser controlar a luz de fundo, primeiro tenho q ta numa situacao de contra luz e usa a abertura ou velocidade pra reduzir a luz ambiente, consequentemente do fundo e iluminar a cena com o flash. varias pessoas falaram que a velocidade do obturador serve p diminuir a luz do fundo, mais isso é uma meia verdade, pois com o flash so podemos usar a velocidade a 250 o q durante o dia, é insuficiente p escurecer o fundo. ai a alternativa é usar sincronismo alto o que perder muita pontencia no flash ou entao diminuir a abertura o que tb perde muito potencia, E nesses casos entram em acao os flash com grande potencia com elevados numeros guias. Imaginem que eu estou ao meio dia no sol quente e quero subexpor o fundo em um ponto pra criar um ceu bem azul e dramatico, seguindo a regra do sunny 16 eu precisaria de iso 100, velocidade 125 e abertura 16 pra expor corretamente, entao se quero subexpor basta coloca em 250 para 1 ponto, ou em 250 f22 para dois pontos, ai com um flash a 2m eu precisaria de um flash com NG=44 pra expor corretamente, ou seja ainda assim um flash dedicado funcionaria, mais esse seria praticamente o limite dele. entao pra que serve um flash de NG200? bom, se eu quiser usar um haze grande pra gerar uma luz mais suave ai ja perco no minimo dois pontos de luz, e vou precisar de um flash com algo proximo a NG 88 e por ai vai. sendo assim a unica vantagem real dos flash com grande numero guia é pra situacoes mais extremas como a citada acima.

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Mike

novembro 13th, 2012 at 09:23

Obrigado por responder Renato!!
By the way…conhece o impact litetrek?
Tudo bem q n eh “o” batery pack mas eh show de bola!rs
Abraco

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Fernanda

novembro 13th, 2012 at 14:22

Embaralhou tudo! rs
Preciso de um workshop!! Faz aqui em SC, Renato.

Até mais,
Fernanda :)

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Renato Miranda

dezembro 17th, 2012 at 00:30

Vou fazer em 2013! aguarde, ainda no 1 semestre!
abração

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Renato Miranda

dezembro 17th, 2012 at 00:40

Mario, obrigado por comentar, vou usar sua pergunta para iniciar outro post com sua explicação, ok? se incomoda? começo a escrever ainda hj ( de noite, lá vamos nó spara uma madrugada adentro..rs)
abraços

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Renato Miranda

dezembro 17th, 2012 at 12:03

@Mario Alexandre, fiz um post com a sua pergunta, espero que não se incomode! obrigado pelo contato, torçopara que curta:
http://www.ilovemyjob.com.br/blog/2012/12/17/luz-dura-x-luz-suave/

abração

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Mario Alexandre

dezembro 17th, 2012 at 14:18

Me incomodar ? muito pelo contrário. Quando se lê um livro, perguntas ficam sem respostas e pq não se usar um dos maiores ganhos da internet : a interação/reciprocidade ? Abraço e obrigado por responder e compartilhar conhecimento.

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Gustavo Carneiro de Oliveira

fevereiro 5th, 2013 at 16:01

Olá, Renato! Acho que estou meio atrasado, mas como procurei no blog o texto com as respostas às questões e não localizei, então creio que ainda seja tempo de eu dar meu palpite e minhas respostas às suas perguntas… (e assim, quem sabe conseguir dirimir minhas próprias dúvidas quanto ao uso do “cão” – de quem também tenho me tornado um fã!) Então, vamos ver se ainda me lembro das aulas de física. Pô, aí é covardia… você é engenheiro e eu, advogado! Vou discutir física com você?!
Primeiro, é hora de definir os conceitos: tem energia que entra (energia elétrica) e energia que sai (energia luminosa). Para iluminar um objeto “X”, a quantidade luz emitida por qualquer flash deverá ser a mesma (medida em lúmen). Então, sei que preciso de “Y” lumens para que “X” seja bem iluminado.
O que diferencia neste caso é a energia que entra. Ou seja, quanto cada flash gasta de energia elétrica/bateria para iluminar o mesmo objeto “X”. Mas, isso é irrelevante para o problema proposto. Assim, a resposta da primeira questão é “C”. E como a questão de número 2 é a mesma, a resposta também será “C”, já que quem devera ser iluminado pelo flash é a modelo, não o céu.
Quanto à pergunta 3, a potência do flash não interfere no fundo. Quem deve ser ajustado neste caso é o ISO ou a abertura. Isso porque o fundo é o céu, e o flash pode ter a potência que tiver, que não irá alcançá-lo.
Por fim, respondendo à quarta questão, a real vantagem de se ter um flash bem intenso é para quando precisarmos fotografar algum objeto que esteja muito longe e a luz ambiente seja insuficiente para iluminá-lo. Neste caso, faz sentido ter um flash muito potente, cuja luz possa alcançar essa distância. Para estúdio, para retrato ou para uma foto que não seja tirada com uma teleobjetiva, não faz realmente tanto sentido em ter um número guia tão exagerado. Mais importante que um número guia elevado, é um flash com potências graduadas em terços de pontos ou menos, em vez de graduações de pontos inteiros, pois permitem ajustes mais precisos de luz, caso seja necessário apenas uma pequena redução ou um pequeno acréscimo na iluminação.
Espero ter compreendido o tema e que venha logo o texto com as respostas corretas!
Grande abraço.

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Paulo K.

maio 18th, 2013 at 12:29

Acho que um flash mais forte é valido quando se quer usar modificadores de luz como o softbox,.

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Renato Miranda

junho 24th, 2013 at 00:36

uma boa, compensa a perda de luz pela difusão! abração

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