Category Entrevistas

Papo de Fotógrafo: entrevista comigo! 0

Esse post é rapidinho, ainda mais depois de uma carta nada ególatra como a do último post do Sergio Larrain ( vale a pena ler mil vezes..rs), mas  o pessoal do Papo de Fotógrafo fez uma entrevista muito legal comigo há um tempinho.

Três horas de conversa ( editadas para uma..rs) sobre viagens, sonhos, fotografia, minha história, flashes e muito mais. Eu já tinha que ter colocado aqui no blog há muito tempo, mas confesso que me enrolei ( para variar), estou me concentrando em colocar no I LOVE MY JOB os textos e pensamentos e no canal do youtube, as vídeos aulas e sets de iluminação de fotos feitas no Criadouro. (inscreva-se!)

Segundo Rafael e Ana, os administradores do site, a entrevista bateu recordes de download e muita gente comentou, juro que não achei que iam me ouvir, mas se você quiser curtir um pouco do que eu falo, basta clicar  na imagem e curtir:

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Boa luz e boa Sorte!

 

Sergio Larrain: o que é Fotografia? 14

Fotógrafo da Magnum falecido em 2012, o chileno Sergio Larrain escreveu uma carta quando seu sobrinho começou a se interessar por fotografia. Deparei-me com esse texto no (muito bom) blog da Rafaela, que me redirecionou para o original chileno.

Nesses últimos três anos de viagens, eu consegui separar bem o que fazia para o trabalho e o que reservava para mim.

Minha relação com equipamento, lentes e a própria fotografia mudou bastante, acredito que para melhor. Leia mais »

Nascer do Sol: no inverno ou no verão? 2

Recentemente um amigo me questionou sobre as cores lindíssimas do amanhecer e entardecer de inverno. E isso trouxe a discussão um papo já antigo, quase uma brincadeira que tenho com um outro amigo. Na opinião dele, o inverno nos possibilita fazer fotos mais bonitas, de colorido mais impressionante, por causa do céu mais limpo e até de certa forma do tempo mais firme.

Isso tudo é verdade e o colorido tem muito a ver com a inclinação dos raios de sol e consequentemente com a espessura maior de atmosfera que eles tem que atravessar.

Apesar de concordar com a maior parte das afirmações, discordo da parte que nos possibilita fazer melhores fotos. E sustento minha opinião no fato de que acredito ser muito mais importante o planejamento de onde o sol estará e, consequentemente, aonde o colorido irá se posicionar, do que as cores e efeitos que a estação possa trazer.

Lembrando que a discussão passa especificamente sobre amanhecer e entardecer. Não adianta termos um super arrebol, com cores surreais, cheios de nuvens salpicadas e ele estar no lugar errado, ele não fazer parte da composição que você considera boa.

Veja que isso nada mais é do que, em sua essência, planejamento.

Pensar na foto, ver de que forma ela será bem feita (e nesse caso isso passa pelo posicionamento do sol) e planejar a época para fazê-la. Se cair no inverno e suas cores fantásticas, ótimo. Se não cair, ótimo também.

Uma boa foto planejada para ser executada no verão, dificilmente será uma foto melhor se feita no inverno.

Alguns exemplos práticos do que falei até agora:

Copacabana, Flavio veloso

O mapa abaixo da foto é do dia exato que ela foi feita. Repare que o sol (raio amarelo) nasce exatamente na região atrás da estátua e no centro da foto, possibilitando que aquele colorido esteja ali e apareça uniforme na foto.

Agora, repare como seria a imagem feita seis meses depois, do mesmo local.

Veja a localização do sol (raio amarelo) e, consequentemente, a localização do colorido. Aquele famoso lusco fusco que aparece 40 minutos antes do sol nascer estaria completamente fora do quadro. A dinâmica da luz seria outra, talvez desse uma ótima primeira luz com os primeiros raios dourados varrendo a cidade, a estátua e o Pão (olha o planejamento aí…), mas em termos de amanhecer, de lusco fusco, foco da nossa discussão, seria impraticável fazer a foto da estátua-pão-céu colorido atrás.

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Agora, sabe qual é a ironia? Esta foto foi feita no inverno…rs. Mas como mencionado, isso não importa. Ela foi feita no inverno porque era a época certa de fazê-la e não porque era inverno.

Vamos ao exemplo contrário:

Essa primeira foto foi feita em meados de Novembro. Repare que o colorido se concentra nas montanhas, foco do meu interesse nesse local. Repare pela sombra do Cristo projetada e pelo mapa abaixo da imagem que o sol está à esquerda da estátua. Se fosse dezembro, ele teria se deslocado ainda mais para a esquerda e todo o colorido estaria concentrado alí nas montanhas.

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Três meses antes, data da foto abaixo, repare que o sol e, consequentemente o colorido, está completamente desconectado das montanhas. E o horizonte alí nas montanhas é bem chocho.

Sim, sim, esse fim de tarde não foi dos melhores mas deu para entender, certo? Ainda assim deu para voltar com uma boa foto explorando a composição.

Mérito total dessa cidade caótica que é a mais bonita do mundo.

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Agora, repare no mapa abaixo que se eu tivesse ido lá em julho, no auge do inverno, talvez encontrasse um fim de tarde espetacular, altamente colorido, mas para quem está indo atrás das fotos das montanhas, repare no mapa, repare que pela posição do sol poente (linha abóbora), não valeria a ida.

Provavelmente, daria uma bela foto de Niterói em primeiro plano, com a ponte Rio-Niterói em contraste com a Baía de Guanabara, com o Rio de Janeiro ao fundo emoldurado pelo maciço da Tijuca envolto pelo colorido do fim de tarde espetacular… de inverno!

Mas aí, meu camarada, voltamos ao início: o planejamento é outro e ser no inverno vira detalhe.

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Fui questionado que a luz é diferente em diversos locais do mundo. Por exemplo: “em Paris a luz é outra, quase lilás, portanto…”. Portanto, vale a mesma ressalva: se o seu objetivo é fotográfico, se pretende voltar com fotos acima da média, dê uma atenção maior ao seu posicionamento.

Em outras palavras, planeje uma boa foto!

Se o lilás parisiense estiver atrás de você e a Torre Eiffel à sua frente, você nunca terá as luzes da cidade acesas, com a torre e o lilás ao fundo. Não importa que seja um fim de tarde pourpre parisienne.

Indico para os meus alunos que estão prestes a viajar que, sem grandes neuras pois nem todo mundo viaja com o objetivo estritamente fotográfico como um fotógrafo profissional, percam 20 minutos no seu planejamento de viagem para estudar onde o sol morre, onde o sol nasce, onde ele estará posicionado naquele super passeio que você está programando. Às vezes, é mais interessante ir bem cedo e não no fim do dia, como você pretendia.

Às vezes, vale a pena pedir ao guia para dar uma esticada e ficar até o sol se pôr.

Olhe a foto abaixo e me responda se não valeu planejar e acordar cedo sabendo que o sol nasceria e jogaria os primeiros raios bem laterais na cidade sagrada de Machu Picchu? Eu poderia descansar e ir de tarde ou poderia acordar muito cedo e entrar na cidade antes do sol nascer para fazer essa foto.

Eu optei pela segunda opção. Mas veja a expressão: eu optei! Não foi acaso, não foi sorte. Foi saber onde e quando se posicionar para que a luz daquele momento específico me fosse a mais favorável possível. De novo: sem neuras. Não estava a trabalho.

Estava passeando e curtindo o nascer do sol em um local mágico.

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Até a próxima! Boa viagem e boas fotos.

Flavio Veloso

Quem quiser conhecer um pouco mais do meu trabalho, abaixo vão alguns links:

Falamos em detalhes sobre planejamento fotográfico no meu Workshop de Fotografia “Paisagens Cariocas”. Para acessar as informações detalhadas, clique aqui.

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Olhavê: O livro 2

Há uma pequena pérola fotográfica esperando por você na livraria mais próxima.

Alexandre Belém conseguiu reunir as 27 entrevistas que fez para o blog Olhavê em um livro delicioso de ler. Eu tive o prazer de estar em São Paulo para o lançamento do livro, durante a inauguração do Madalena Centro de Estudos da Imagem, uma casa pequena para os gigantes que trabalham lá.

Metade do livro foi lido logo depois do evento, num restaurante próximo do hotel, o restante antes de dormir naquela mesma noite. Cheguei no Rio, reli deitado na rede. Há frases, pensamentos e colocações poderosas, que te dão orgulho de exercer a profissão, quando acaba fica aquele gosto de “cade? quero mais”.

Também pudera, olha quem está lá:

Olhavê, o livro

O livro de entrevistas do blog Olhavê

OS ENTREVISTADOS

Adelaide Ivánova, Adriana Zehbrauskas, Alan Marques, Anderson Schneider, Armando Prado, Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Claudi Carreras, Claudio Edinger, Claudio Versiani, Clicio Barroso, Daniel Klajmic, Eder Chiodetto, Geyson Magno, Iatã Cannabrava, Isabel Amado, João Roberto Ripper, João Castilho, Juan Esteves, Milton Guran, Renato Rocha Miranda, Ricardo Corrêa, Rodrigo Braga, Rogério Reis, Rosely Nakagawa, Rui Mendes e Simonetta Persichetti.

Quem curte fotografia, vai visitar São Paulo ou mora na cidade, que tenha o prazer de visitar o CEI e trocar uma idéia ou frequentar os workshops com as feras de lá. Se não curte fotografia, faça a mesma visita e passe a gostar.

Parabéns aos entrevistados, ao Alexandre e Georgia pela coragem da empreitada e a você que se dará um presente mais do que especial nesse Natal: o livro se encontra à venda nas melhores livrarias, físicas ou virtuais, custa R$ 45,00 (+frete) e vale muito mais que isso, só clicar aqui!.

Boa leitura, Boa luz e Boa Sorte!

Entrevista: Ayrton Camargo 7

Eu pedi uma foto para colocar no cabeçalho do post e ele me manda uma em 3D..rsr..esse é o Ayrton Camargo, o maior especialista em fotos em 360 graus do Brasil.

Nessa entrevista ele fala um pouco sobre seu trabalho, das experiências com Jacques Costeau, da fotografia atual, de Iphone, Nikon, panografia e muito mais!

Com o calor que tá fazendo hoje, vale ligar o ar condicionado, aumentar o som e curtir com calma. Em breve mais entrevistas aqui no I LOVE MY JOB, com novos convidados!

 

Boa Luz e Boa Sorte!

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