Isso É um fundo branco! 52
“Tá me achando com cara de Sandy?”
Foi assim que Cotta, Johnny Cotta, respondeu quando perguntei se poderia usá-lo como modelo para um novo post. “Mas a luz é dura ou suave?”
“Tá me achando com cara de Sandy?”
Foi assim que Cotta, Johnny Cotta, respondeu quando perguntei se poderia usá-lo como modelo para um novo post. “Mas a luz é dura ou suave?”
Eu andei afastado do blog por uns tempos por causa das viagens com o WS I LOVE MY JOB, mas já estava acumulando idéias para novos posts quando uma mexida na minha caixa de correspondência revelou uma surpresa e tanto.
Misturado entre contas a pagar, propagandas inúteis e imãs de geladeira, um envelope branco chamava a minha atenção, pensei se tratar de um convite para um encontro de Fotografia, mas o selo de postagem indicava uma procedência um tanto quanto longe: França.
Era para vocês lerem esse post logo após um bate papo com o fotógrafo André Arruda, mas o Rio de Janeiro costuma “travar” quando pingos de água caem do céu e bastou uma gota para que uma agradável TWITCAM (que ficou remarcada para quarta-feira, dia 23, às 22 horas) fosse por água abaixo (ugh! trocadilho infame).
Tem sido uma aventura viajar pelo Brasil ministrando o Workshop de Flash e Iluminação Criativa I LOVE MY JOB, estive no início do ano em Cuiabá, depois em Brasília e agora chegou a vez de São Paulo, em todo bate papo que faço os paulistas me cobravam isso.
Era uma noturna de sexta-feira e eu me encontrava dentro da boate da cidade cenográfica da novela Insensato Coração, em uma das cenas os personagens de Lázaro Ramos e Guilherme Leme se encontram com a modelo Raica Oliveira e lá estava na minha pauta: “fazer uma bonitona da Raica”.
Não há muito o que se falar sobre o termo “bonitona”: fazer a foto mais bonita possível para posterior divulgação nos jornais. Eu curto fazer “bonitonas”, elas normalmente aparecem na coluna do Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo” de Domingo, é uma forma gostosa de começar bem o dia.
Semana passada estava na cidade cenográfica de Araguaia com a incumbência de fazer um retrato dos atores Julia Lemmertz e Thiago Fragoso para um suplemento de TV do jornal Estado de São Paulo. O tempo estava nublado, não havia uma nesga de Sol e uma luz difusa e densa cobria a locação. Como a gravação estava chegando ao fim e os atores teriam que dar uma entrevista, resolvi buscar um fundo que servisse para a imagem. Encontrei uma casa cenográfica bem ao lado da gravação, com paredes de madeira na cor neutra e bem próximo dos refletores usados na cena. Um deles estava bem posicionado e era só virá-lo para a casa que eu teria uma luz boa iluminando o casal.
Conversei com os iluminadores e pedi que quando a gravação acabasse o refletor fosse mexido, eles prontamente concordaram. Fiquei tranquilo durante um tempo, parte da cena foi gravada e o casal de atores veio em nossa direção, atrás deles ecoou a voz do diretor de fotografia; “Leva esse refletor aí para fazer o close dentro do carro”. Fiquei tranquilo por pouco tempo, lá estava indo embora a minha luz querida…
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As modificações foram feitas por Carlos Alberto Ferreira