Eu só agora descobri que posso anexar os vídeos das entrevistas que venho fazendo aqui no blog. A última que fiz foi com o diretor de Fotografia Affonso Beato, durante uma hora conversamos sobre cinema, equipamento, pinturas rupestres e a vida de diretor. Uma aula de vida!
Beato tem mais de 50 filmes, 300 comercias e 20 documentários na carreira, já filmou com diretores como Almodóvar, Walter Salles, Stephen Frears e Glauber Rocha, sabe muito, já tive a chance de trabalhar próximo a ele e ver como faz muito com pouco equipamento.
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“Tá me achando com cara de Sandy?”
Foi assim que Cotta, Johnny Cotta, respondeu quando perguntei se poderia usá-lo como modelo para um novo post. “Mas a luz é dura ou suave?”
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Responda rapidamente e sem a ajuda do Google:
O que é cor? O que é temperatura? O que é luz?
Se a sua mente travou com essas perguntas, imagine há dois séculos atrás. A forma como os físicos amarraram esses três conceitos foi revolucionária, criou os alicerces para o surgimento da Mecânica Quântica e permitiu que um pequeno botão com as letras W e B fosse colocado no corpo de sua câmera fotográfica. Toda vez que é pressionado, ele abre as portas de um laboratório alemão em 1860.
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Havia uma forma fácil de “colar” na resposta da comparação no post anterior: quando se passava o mouse pelas imagens elas mostravam o link com a letra (D ou G) da lente que eu havia usado, mas dessa forma o teste não teria a menor graça.
A nova Nikkor AF-S 50mm f/1.4 G é a “LENTE B” e ela se mostra melhor mesmo em vários aspectos, embora a antiga ainda tenha uma qualidade excelente e um preço convidativo se considerarmos que novos filtros terão que ser adquiridos no “up-grade”. Eu normalmente uso 4 deles junto com essa objetiva (não ao mesmo tempo, lógico): um polarizador, um 81B, um UV e um anel adaptador para o sistema Cokin quando tenho que usar um filtro de densidade neutra graduado. Somando todos esses elementos, o salto representa um investimento considerável.
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Leve, prática, com uma ótica já excelente, clara e rápida o suficiente para ser usada em qualquer tipo de luz sem o uso de tripés ou flashes e, como se não bastasse, uma mestra na arte de compor e fotografar.
Todas essas qualidades transformaram a objetiva 50mm em um mito. Ao contrário das objetivas com zoom, uma lente fixa com essa distância focal exige que o fotógrafo se mexa para encontrar o quadro certo e conversar intimamente com o retratado, forçando-o a sair da zona de conforto e a abertura máxima de f/1.4 transforma um pequeno bocado de luz em energia suficiente para a sua criatividade pirar.
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