Isso É um fundo branco! 52
“Tá me achando com cara de Sandy?”
Foi assim que Cotta, Johnny Cotta, respondeu quando perguntei se poderia usá-lo como modelo para um novo post. “Mas a luz é dura ou suave?”
“Tá me achando com cara de Sandy?”
Foi assim que Cotta, Johnny Cotta, respondeu quando perguntei se poderia usá-lo como modelo para um novo post. “Mas a luz é dura ou suave?”
Eu andei afastado do blog por uns tempos por causa das viagens com o WS I LOVE MY JOB, mas já estava acumulando idéias para novos posts quando uma mexida na minha caixa de correspondência revelou uma surpresa e tanto.
Misturado entre contas a pagar, propagandas inúteis e imãs de geladeira, um envelope branco chamava a minha atenção, pensei se tratar de um convite para um encontro de Fotografia, mas o selo de postagem indicava uma procedência um tanto quanto longe: França.
Havia uma forma fácil de “colar” na resposta da comparação no post anterior: quando se passava o mouse pelas imagens elas mostravam o link com a letra (D ou G) da lente que eu havia usado, mas dessa forma o teste não teria a menor graça.
A nova Nikkor AF-S 50mm f/1.4 G é a “LENTE B” e ela se mostra melhor mesmo em vários aspectos, embora a antiga ainda tenha uma qualidade excelente e um preço convidativo se considerarmos que novos filtros terão que ser adquiridos no “up-grade”. Eu normalmente uso 4 deles junto com essa objetiva (não ao mesmo tempo, lógico): um polarizador, um 81B, um UV e um anel adaptador para o sistema Cokin quando tenho que usar um filtro de densidade neutra graduado. Somando todos esses elementos, o salto representa um investimento considerável.
Leve, prática, com uma ótica já excelente, clara e rápida o suficiente para ser usada em qualquer tipo de luz sem o uso de tripés ou flashes e, como se não bastasse, uma mestra na arte de compor e fotografar.
Todas essas qualidades transformaram a objetiva 50mm em um mito. Ao contrário das objetivas com zoom, uma lente fixa com essa distância focal exige que o fotógrafo se mexa para encontrar o quadro certo e conversar intimamente com o retratado, forçando-o a sair da zona de conforto e a abertura máxima de f/1.4 transforma um pequeno bocado de luz em energia suficiente para a sua criatividade pirar.
Era uma noturna de sexta-feira e eu me encontrava dentro da boate da cidade cenográfica da novela Insensato Coração, em uma das cenas os personagens de Lázaro Ramos e Guilherme Leme se encontram com a modelo Raica Oliveira e lá estava na minha pauta: “fazer uma bonitona da Raica”.
Não há muito o que se falar sobre o termo “bonitona”: fazer a foto mais bonita possível para posterior divulgação nos jornais. Eu curto fazer “bonitonas”, elas normalmente aparecem na coluna do Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo” de Domingo, é uma forma gostosa de começar bem o dia.
I LOVE MY JOB utiliza WordPress com FREEmium Theme.
As modificações foram feitas por Carlos Alberto Ferreira