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High Speed Sync 30

O nome assusta, High Speed Sync,  e para piorar a explicação depende de um conceito levemente nebuloso: a velocidade de sincronismo.

No último post sobre o Domo Difusor eu levei uma chamada wolverínica de Henry Cartier-Bresson, ele mesmo, em um comentário nada sutil sobre minhas deficiências sobre iluminação.

Pensei que Nosso Pai fosse dar uma explicação à altura sobre o tema, mas contentou-se com a trolada mesmo.

O curioso é que me lembrei de uma frase lida na excelente biografia “O Olhar do Século“, escrita por Pierre Assouline, em que o pai do fotojornalismo afirma:

Não se deve  chicotear a água antes de pescar”

Uma clara crítica ao uso do flash na fotografia, mas em compensação já estive em Recife e Cuiabá ( ou em Wadi Rum na Jordânia, com os flashes fotografando a 50 graus na sombra) e pude ver como uma fornalha passando por cima de sua cabeça muda o seu ponto de vista em relação à mítica luz natural.

É fácil perceber que em um país tropical como o nosso a exposição durante a parte mais quente do dia pode chegar facilmente a 1/250s e f/16, é a regra Sunny16 adaptada para um sol muito mais forte.

O problema é que 1/250s é a velocidade de sincronismo de muitas câmeras digitais modernas, ou seja, sem o modo de Sincronização Rápida ( o High Speed Sync do título) presente nos flashes atuais, você teria que se contentar sempre com aberturas muito pequenas toda vez que fosse usar um flash.

Um forte argumento a favor dos “cães” é a capacidade de sincronizar em qualquer velocidade de obturador ( com uma grave perda de potência), mas como a percepção de movimento é controlada pelo obturador, seria possível congelar movimentos rápidos com o uso de velocidades elevadas de obturação e um flash dedicado?

O vídeo abaixo é autoexplicativo, mostra duas fotos, uma feita com f/4 e 1/250s em ISO 100, com um SB-900 (carga 1/64 e 75mm) afastado 1,5m de uma furadeira, essa aqui:

1/250s@f/4, ISO 100

1/250s@f/4, ISO 100

e a segunda foto feita com o mesmo flash em carga total ( zoom de 105mm), a mesma abertura f/4 mas agora a velocidade cravada em 1/8.000s..

1/8.000s@f/4, ISO 100

1/8.000s@f/4, ISO 100

Qual delas vence essa disputa? Uma velocidade maior com flash congela melhor o movimento?

Percebe-se claramente que a imagem com 1/250s congela mais o movimento angular do mandril que a outra, feita com 1/8.000s, mas como isso é possível? e qual a verdadeira vantagem de sincronizar com velocidades altas de obturador?

Comentários são bem vindos e não deixe de visitar a agenda do blog na I LOVE MY WALL, tem cursos excelentes boa por lá..depois não diz que eu não avisei..rs

 

Boa Luz e Boa Sorte!

Não faça fotos, crie imagens! 20

Em muitos posts eu comento sobre a possibilidade de “estabelecer relações” com a luz natural como uma das várias vantagens de usar um flash, mas acho que nunca consegui ilustrar todas as etapas do processo.

Alguns comentários que recebi mostram que algumas dúvidas interessantes ainda persistem, principalmente sobre medição da luz, e tive a chance de encontrar a situação perfeita para tentar eliminá-las na semana passada, durante uma pauta de divulgação do programa “Aline” da Rede Globo.

A gravação acontecia na praia de Copacabana, perto da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que vem sendo constantemente depredada desde que ali foi instalada (humm..rimou!…rsrrs…)

O que leva um imbecil a destruir uma escultura colocada em uma das praias mais conhecidas do mundo ainda é um mistério para mim, provavelmente deve odiar o Rio de Janeiro e ser incapaz de fazer uma rima simples, mas fiquei feliz em fazer fotos que seriam usadas em uma campanha de concientização da população.

Detalhe: a gravação acontecia às 5 da manhã e mesmo detestando acordar cedo, aquele nascer do sol me fez agracer a Deus por morar em uma cidade abençoada e simplesmente magnífica. Lotada de problemas, é verdade, mas magnífica!

Bom, voltando ao trabalho:

Ainda faltavam fotos que mostrassem os três protagonistas juntos e como o Sol subia rapidamente no horizonte, a gravação corria em ritmo frenético, tempo era tudo o que eu não dispunha. Aproveitei uma mudança de equipamento e a presença dos três atores na cena e corri atrás do meu retrato.

Uma dica rápida: acostume-se com o fato das imagens não existirem ainda, elas serão criadas por você.

A foto que existe na sua cabeça muitas vezes não está diante dos seus olhos e como sua câmera é bem menos sensível que o seu cérebro, sozinha ela não poderá te ajudar.

Quando você entende que sua câmera não passa de uma ferramenta limitada, aprende que as infomações que ela fornece são apenas sugestões. Você está no comando.
Nascer do Sol, Copa[15]

Esse era o nascer do sol em Copacabana às 5:47 da manhã. Uma foto relativamente fácil de fazer, o único problema era que estava ali para fazer fotos de 3 atores contra esse cenário:

Bernardo, Maria e Pedro, contraluz[11]

Todo manual de fotografia comenta que o melhor da luz se encontra nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. É verdade; porém, nem sempre a melhor luz está na posição ideal.

De onde estava eu conseguia enxergar todos os detalhes da cena, desde os rostos dos atores até a explosão solar atrás deles. Nossos olhos são muito tolerantes com grandes variações de contraste, mas sua câmera não…

Ao travar a exposição no nascer do sol, ela jogou todo o restante da foto em densas sombras. Se não fosse pelo refletor à direita (fora do quadro), mal se distinguiria um ator do outro.

Faça a leitura da luz na sombra e descubra que a razão de você estar ali às 5 da matina se transformou em um fundo branco estourado e sem graça.

Você está perdido: não pode mexer a sua posição, a dos atores e muito menos a do Sol, sua câmera não acompanha a sensibilidade dos seus olhos e seu chefe não vai gostar da piadinha: “eu só fotografo com luz natural”, ao receber a sua foto tecnicamente perfeita, porém, inútil.

Usar um filtro como o densidade neutra graduada (ou até mesmo um polarizador) reduz a quantidade de luz da foto, diminuido o alto contraste da cena, mas te joga no mundo das baixas velocidade de obturador…você está sem tripé e os atores não param de se mexer.

A única solução disponível é “jogar” luz nas áreas de sombra, revelando o rosto dos atores e mantendo o obturador em velocidades tranquilas para segurar a câmera na mão.

Para vencer a Física, a Estética solta os cachorros!
Bernardo, Maria e Pedro, contraluz Flash 14

A foto acima é, na verdade, uma sobreposição de 2 “camadas”: uma com o fundo exposto corretamente e os atores na sombra, e a outra com a área iluminada somente pelo flash.

É a velocidade do obturador que junta tudo. E o flash que separa…

Sua nova exposição terá as 2 variáveis de sempre, obturador e abertura, mas controladas por equipamentos distintos.

A velocidade do obturador dirá quanto da iluminação natural aparecerá na foto, o diafragma, por sua vez, quanto de luz incidirá na área que vc quer iluminar.

Brinque com esses valores e inúmeras opções surgem, não é mais o humor de São Pedro, mas seu gosto pessoal que determina qual a melhor delas.

I Love My Job

Na foto que abre esse post, a minha única preocupação inicial foi a abertura do diafragma. Queria uma que garantisse o foco nos atores e ainda mostrasse detalhes do fundo. Escolhi f/7.1 com a D200 em ISO 800.

Com a abertura ajustada, medi a luz na área iluminada do céu, evitando incluir o sol no enquadramento.

O fotômetro zerou no 1/250s, fiz um clic de teste e achei o céu muio escuro, diminui a velocidade para 1/125 e encontrei o tom que me agradava.

Liguei o SB-800, o LCD me indicava que os atores estavam dentro do alcance do flash para a abertura escolhida, mudei para o modo REMOTE em TTL e pedi que um amigo o segurasse.

Em 1/125 com f/7.1, fiz a foto. Coloquei um gel 1/2 CTO no focinho do cão para dar uma aquecida geral na foto, como se pode ver abaixo:

BernardoMariaePedrocontraluzflash14tCTO[11]

Aquela foi apenas uma das possibilidades de imagem, uma ligeira mudança no obturador altera a luz do fundo, uma variação na abertura (ou diminuíndo a potência do flash) controla a luz do primeiro plano.

Criatividade. Liberdade. Independência. Ponto para os cães. De novo.

Aproveite a comunidade aberta no Orkut para obter respostas e conhecer gente nova, coloque sua dúvida lá, já temos 75 (ops!! 77!)pessoas querendo ajudar, e o número não para de crescer.

Boa sorte!

Correndo soltos no deserto… 32

jun27

Preciso agradecer a todos que escreveram, elogiaram e comentaram o primeiro vídeo do blog, sinceramente não imaginava que teria uma repercussão tão boa. O número de visitantes mais que quadruplicou e não tive como responder a todo mundo, faltou tempo e sobrou cansaço, até o pessoal da Nikon Brasil está gostando…mas aproveito esse post para dizer do fundo do coração: obrigado!! Vocês não tem idéia de como fico empolgado, a cabeça está pirando com tantas idéias!

Depois de alguns dias em Petra, fomos gravar novas cenas da novela bem no meio de um vale desértico no sudoeste da Jordânia, o Wadi Rum, cenário de filmes como Lawrence da Arábia, Planeta Vermelho e Transformers. Não há melhor comparação a se fazer: em menos de uma hora de viagem pisávamos na superfície de Marte, mas com o Sol de Mercúrio torrando as nossas cabeças. Acho engraçado ver, no novo vídeo, guarda-chuvas andando para lá e para cá e uma bandeira preta de iluminação sendo disputada por 4 dos integrantes da equipe.

Novo cenário, novos figurinos, logo, novas fotos.

O vídeo desse post mostra 2 dias de gravação no deserto, só que desta vez, não havia a menor chance de montar os tripés Nano 001b e, muito menos, colocar as sombrinhas translúcidas na cabeça adaptadora da Manfrotto.

O motivo é simples: apesar da excelente qualidade, durabilidade e leveza do conjunto, uma simples brisa transforma as sombrinhas em grandes velas que podem espatifar um SB no chão, e ver um “cão” aos pedaços no início da viagem não era uma decisão sensata.

Carregar na mochila 3 quilos de chumbo como contrapeso também não…rsrsrs.

A solução foi pedir que uma alma caridosa segurasse os flashes para mim, tarefa que foi muito bem executada pela minha “flash holder” oficial, Val, produtora do Video Show (Obrigado, Val!).

Novamente eu me encontrava lutando contra um adversário poderoso, o Sol jordaniano, mas se em Petra eles deram conta do recado, no deserto, sem as sombrinhas, eles voltavam a ter vantagem.

A velocidade do obturador foi a mesma do post anterior, 1/250 seg, mantendo toda a potência dos flashinhos. Encontrei a abertura da lente (variou de f/10 a f/14) dando uma ligeira subexposição de 1 ponto, para que o azul do céu ficasse um pouco mais escuro que o normal e programei os SBs para funcionar em TTL no modo remote.

Mesmo sob o sol intenso e, como no caso da foto da Taís Araújo no topo do monte, a uma distância razoável do assunto fotografado, o flash embutido da D200 disparou os remotes sem falha alguma.

A cada dia que passa eu me espanto com o que esse sistema pode fazer: simples de usar e confiável ao extremo.

Nas fotos do post anterior, em Petra, o sol foi colocado como contraluz e os flashes eram a luz principal. Agora, nesse novo vídeo, eles também funcionam como uma luz lateral, ajudando a recortar os atores do fundo e preencher as sombras provocadas pelo sol.

Espero que vocês curtam e qualquer dúvida é só escrever, a viagem está próxima do fim, a rotina voltará ao normal, mas ainda tem uma nova parada e um outro vídeo, desta vez em Paris!

Boa sorte e muito obrigado!

Os cães estão latindo em árabe… 31

jun15

Caso seja recém-chegado aqui, não se assute: o assunto não é adestramento canino. “Cachorros eletrônicos”, ou simplesmente “cães”, foi a forma carinhosa que eu encontrei para me referir a um acessório tão criticado e desconhecido: os flashes portáteis.

Eu penso que usar números e letras para descrevê-los, como em SB-800 ou 580 EXII, só aumenta a distância entre o conhecimento e a prática, como se tivéssemos que programar um R2D2 ou o C3PO a cada tentativa de uso.

Eles são poderosos, confiáveis e topam qualquer parada e, assim como nossos amigos de nariz frio e quatro patas, devem ser compreendidos para que toda a graça que há neles seja liberada.

Essa é a idéia do blog, e do vídeo aí de cima…

Comentei no último post que estou na Jordânia fazendo as imagens de divulgação da nova novela das 20h da Rede Globo, Viver a Vida, e antes do embarque, comprei uma Sony Cybershot W110, capaz de gravar vídeos em Full HD e pequena o suficiente para caber em qualquer espaço, para tentar filmar algumas sessões de foto. Uma imagem vale mais que mil palavras…

Uma viagem como essa gera uma pressão descomunal muito antes dela começar, são vários os pedidos de fotos para todos os jornais, sites e revistas do país, além do tradicional aviso: “Na sua folga, tente fazer ensaios dos atores conhecendo e visitando locais típicos da região para tentarmos emplacar na Caras, Contigo, Quem, etc…”.

Na minha “folga”? rsrsrsrs…

Assim que cheguei em Petra, tratei de produzir as fotos mais desejadas de todas: retratos dos personagens, mostrando quem são os atores, seus figurinos e o local onde estão gravando. O vídeo mostra os dois primeiros dias de gravação na trilha que leva até um monumento de pedra chamado Monastério, são apenas 854 degraus da base até o topo, com um calor que ultrapassava os 40 graus e que abriu uma ferida no topo da minha cabeça logo nas primeiras horas.

Era o Sol de Petra dando as boas vindas, mas uns latidos vindos de dentro da mochila me diziam que os “cães” queriam ir à forra…

A luz em Petra é dura boa parte do tempo, e com montanhas claras e um piso branco ao seu redor, chega a ser difícil manter os olhos abertos sem um bom óculos escuros, acho que o vídeo mostra bem toda a intensidade luminosa do local. Não havia dúvidas se deveria ou não usar um flash, a pergunta agora era: como ele iria ser usado.

Embora os SBs sejam capazes de sincronizar em qualquer velocidade de obturador, eles perdem muita potência acima do 1/250 s (vel. de sincronismo de flash da D200) e com um sol de meio dia a ser domado, potência era tudo o que eu não podia perder, portanto, a velocidade já estava escolhida: 1/250 s.

Com um valor como esse no obturador e uma luz intensa lá fora, eu já esperava aberturas pequenas e grande profundidade de campo. Todas as fotos mostradas no vídeo foram feitas com a 17-55 f/2.8 fechada em f/8. Não havia sentido em viajar para Petra e produzir retratos com o fundo todo desfocado, a idéia era justamente o oposto disso: mostrar o ambiente onde nos encontrávamos.

A parte numérica estava resolvida, restava trabalhar a luz:

A sessão com a Taís Araújo, a protagonista Helena da novela, dá uma boa dica para melhorar o controle do Sol quando se usa um flash: procure uma sombra…

Fácil de falar e difícil de encontrar, sombras eram disputadas a tapa por beduínos, camelos, burros, turistas ensopados e parte da produção da novela. Eu não acreditei quando vi um banco de pedra ao lado de um arbusto com flores rosadas sem ninguém por perto e longe o bastante de uma muralha rochosa.

Coloquei o SB-800 em um tripé e usei uma sombrinha difusora para gerar uma luz suave, contrastando com a iluminação dura do fundo. Contraste entre as luzes era uma forma de destacar a atriz do plano de fundo, e ao colocar o tripé na lateral, revelei volumes do corpo e texturas do figurino.

Conforme íamos subindo os degraus da trilha, as sombras desapareciam e o sol se tornava cada vez mais presente. Em vez de brigar com ele, transformei-o em um contra-luz, procurando fotografar os atores em algum local onde pudesse ter uma noção de profundidade, relativamente fácil de encontrar no meio daquela paisagem. Como iniciei com o flash na sombrinha, mantive-o assim até o final para ter um estilo de luz constante em todas as fotos.

O SB-800 estava em “REMOTE”, programado para funcionar em TTL mesmo, como os intervalos para fotografar eram curtos, não tinha nem tempo de calcular a exposição do flash em Manual, era soltar os “cães” da mochila e clicar.

Bom, ainda tem material a ser mostrado aqui, mas com um Movie Maker que travava a cada 5 minutos, eu demorei mais do que o desejado para terminar o vídeo, espero que vocês gostem e que tenha ajudado bastante.

Ah! para os amantes da batida eletrônica: meu berço foi o rock´n roll, portanto, aumentem o som…é Rage Against The Machine mandando um cover do Pink Floyd.

Boa Sorte!

Isso não é um fundo branco! 37

Sandy abre

A semi-final do quadro “Soletrando”, do Caldeirão do Huck, aconteceu nessa semana no Projac. Além do ótimo professor Sergio Nogueira, a cantora Sandy participou como jurada. Quando as assessoras souberam que ela estaria presente, eu escutei:

“Ah! Renato, aproveita essa chance e faz uma foto bonita dela, para a gente tentar emplacar em alguma coluna…Ela está no estúdio F…”

Como o estúdio fica próximo da nossa sala de imprensa, passei por lá e peguei uma sombrinha rebatedora grande e tratei de fazer a foto. Minha idéia era usar uma superfície metálica e aproveitar o brilho gerado pelo flash para criar um halo brilhante de luz atrás da cabeça da cantora. 2 efeitos diferentes com uma luz só, vinda do SB que eu trazia comigo.

A única porta grande o suficiente que encontrei ficava fora do estúdio, longe do camarim onde ela estava. Restava o pior dos trabalhos: convencê-la a ir até lá, fora do ar condicionado e próximo do público…Eu fui até o camarim e comecei a pensar em um plano B…

Encontrei a assessora da Sandy, Rogéria, e comentei sobre a minha idéia, ela rebateu de imediato: “não dá para fazer por aqui? Ela já está toda maquiada, pronta”. Olhou para os lados e me perguntou: “Não dá para fazer perto daquela parede de tijolos de vidro?”. O plano B apareceu como um estalo e eu brinquei: “qual parede, aquela branca?…”que parede branca? É aquela de tijolos”

“Pois é, para mim, ela é uma parede branca”. Olhei para o SB e ele piscou para mim, tinha entendido a brincadeira. Sabia que mais uma vez, iríamos tirar leite de pedra.

Aqui está o que a Rogéria, assessora, viu:

Sandy1

Ela está a minha esquerda, segurando o SB colado na sombrinha, sem tripé, sem nada.

A D200, com uma 17-55 f/2.8, funciona com ISO 400, abertura 3.5 e 1/100 s. O SB está em REMOTE, em TTL mesmo. O retrato tinha que ser feito em segundos, deixei o trabalho pesado para os japonesinhos dentro do flash…

A luz que ilumina os tijolinhos do fundo vem do Sol.

Resultado?

Uma foto sem a menor graça, contra um fundo que eu já devo ter fotografado umas duzentas vezes seguidas, que nunca me disse nada…

Acho que já escrevi aqui que se pode usar as sombras para esconder detalhes indesejáveis, ou usar a luz para lavá-los da foto e já disse, também, que a vantagem de usar um flash é a possibilidade de estabelecer relações com a luz natural.

Com a exposição do rosto garantida pela abertura correta e o flash, bastava variar a velocidade de obturador para “brincar” com aquela parede insossa.

Se eu fizesse uma subexposição, usando uma velocidade mais alta, sumiria com a luz natural nos tijolos, mas manteria a textura deles. Mas, e se eu GRADUALMENTE diminuísse a velocidade do obturador até que nenhuma textura aparecesse?

Os resultados estão aqui:

FUNDO

FUNDO meio

FUNDO BRANCO

Tudo o que fiz foi selecionar alguns valores mais lentos do que o 1/100 s iniciais e encontrar aquele que me desse o branco sem textura que eu procurava. Acho desnecessário indicar os valores corretos, por que dificilmente vocês vão encontrar a mesma condição de luz, o importante é o conceito por trás da técnica, até porque como os valores foram ficando baixos demais, subi a sensibilidade da câmera para ISO 800 no meio do processo.

Logo, em ISO 800, com f/3.2 (garantindo o foco apenas no rosto) e com 1/30 s, iluminei com o flash o rosto da Sandy e lavei com o sol a parede de tijolos irritantes. Lá estava a parede branca que a Rogéria não conseguia enxergar.

“A luz do sol é o melhor dos detergentes”

Sandy

Sem photoshop para recortar o fundo, apenas uma leve alteração de contraste no rosto

Simples, rápido e eficiente!

Fico por aqui…

Boa sorte!

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