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Procurando Potência? 60

Eu recebi por email duas perguntas interessantes essa semana que se transformaram em bons motivos para novos posts aqui no blog. A primeira vinha de São Paulo e foi respondida com a ajuda de um filete luminoso em um quadro antigo, mas também pudera, o pintor era um gênio.

A outra veio de longe, da Escócia, e me chamou atenção porque foi feita por um engenheiro aposentado que passara os últimos anos aperfeiçoando motores a vapor. Quando longe das caldeiras, ele relaxava brincando com seus SBs. Mandou uma foto sua (que aparece no cabeçalho do post) feita com um SB-800 com sombrinha, montado em velho tripé de ferro. Diz ele:

Renato boa tarde, tudo bem?

Bom primeiramente queria agradecer pelas informações passadas no seu blog, venho acompanhando seu trabalho e aprendendo muito, isso me motiva cada vez mais.

Ficou só uma dúvida que meus amigos da Sociedade Lunar enrolam e não respondem:
Com o SB-800 eu consigo saber que potência usar no flash. Defino como será minha foto, informo a abertura e defino a potência de acordo com distância  entre o flash e objeto estabelecida por mim. Até aí sem problemas. Mas existe algum calculo que me mostre qual potência eu usarei no flash, porque pelo cálculo, NG= F x D, eu acho o numero guia do Flash e não qual a Potência a ser usada. Então a dúvida é:  se eu não tivesse esse sistema no meu flash como eu definiria se o flash ficaria em 1/8, ou 1/16 ou 1/128??

Muito obrigado desde já e desculpa amolar.

Parabéns pelo trabalho Renato.

Cordialmente,

James Watt.

Ora Mr.Watt, eu que devo agradecer pelo seu trabalho e vou tentar mostrar que o senhor já conhece a resposta, só que ela está mascarada por uma aproximação bizarra.

Para efeito prático usarei o SB-800 como exemplo, mas todos os conceitos descritos aqui valem para qualquer tipo de flash, dos speedlights até as tochas de estúdio.

Antes de mexer com a fórmula matemática acima, vale a pena entender o significado do cabalístico “número-guia”. Uma rápida busca no Google nos leva a zilhões de sites com a mesma informação:

“O número-guia (NG) é um indicador da potência de um flash. Quanto mais alto o NG, mais potente o flash.”

A aproximação contida nessa afirmação é devastadora em dois sentidos, complicando o entendimento do flash, acaba por adiar o contato do fotógrafo com o que realmente importa na foto: o comportamento da luz.

Como bem disse Watt, o número guia é expresso como:

NG= distância do FLASH x abertura, ou simplesmente NG= d x f .

Aqui a Matemática começa a mostrar as garras: como a abertura é um número adimensional e a distância é calculada em metros, o resultado dessa multiplicação também tem que ser expresso em metros. Péra aí!!! Se o NG é uma referência da potência de alguma coisa, como ele pode ser expresso em uma unidade de distância?

O manual do flash confirma o nosso espanto, está lá: em ISO 100 e com a cabeça do flash em 35mm, o SB-800 tem um número-guia de 38 METROS, ou seja, naquelas condições, toda a intensidade luminosa que o flash oferece ilumina 38 metros a sua frente.

O número-guia expressa o alcance do flash e nos ajuda a entender sua relação direta com o ISO da câmera e a posição da cabeça de zoom do aparelho.

Atrelar esse significado a uma potência  sugere que ele é incapaz de iluminar algo distante 40 metros, o que não é verdade: feche a cabeça de zoom para 105mm, ainda em ISO 100, e o NG dispara para 56 metros.

Não importa o valor da potência, mas sim o que você é capaz de fazer com ela. Além disso, começar a conhecer um acessório carregado de antigos tabus por uma unidade tão amigável quanto o metro é bem mais agradável ( e correto) do que um “joule por segundo”.

Com o valor do número-guia é possível determinar a posição exata do seu flash para cada diafragma de sua lente, como na tabela abaixo:

NG 38 (SB-800 em 35mm/ ISO 100)
f/ 2.8 4 5.6 8 11 16 22
m 13 9.5 6,7 4.8 3.4 2.4 1.7

Esses valores em metros aparecem no painel do SB no modo Manual, com a carga em 1/1 e a cabeça em 35mm. Basta variar a abertura e o flash faz a conta para você, foi com um SB que eu preenchi a tabela.

Eles são uma referência numérica de como a luz se comportará na sua foto antes mesmo dela acontecer.

Por exemplo, se eu quisesse fazer um retrato utilizando uma abertura f/4 teria que colocar meu flash a 9,5m da pessoa para obter uma exposição correta da luz do flash. Muitos problemas podem surgir daí:  eu não tenho esse recuo todo no estúdio onde trabalho ou se preferisse fazer em um local externo, provavelmente encontraria postes, árvores, placas, pessoas, carros, paredes bloqueando parte da luz.

A distância em que se coloca o flash também altera a qualidade e o comportamento da luz:  a 9,5 metros do assunto o flash troca intensidade por abrangência luminosa, fazendo com que uma luz dura atinja tanto a pessoa quanto o fundo onde ela está (considerando-se que a pessoa esteja bem próxima do fundo).

Mesmo com toda a precisão matemática, esses valores são referenciais, uma tentativa daquela caixinha preta luminosa de te ajudar a entender a sua foto sem perda de tempo, bateria ou equipamento extra, eles podem (e devem) ser alterados conforme a sua necessidade e criatividade.

Para evitar todos os problemas acima, eu preciso aproximar o flash da pessoa, posso escolher uma posição onde já conheça uma informação, como por exemplo: 1,7 m.

Acompanhando a tabela, nota-se que nessa distância o flash despeja tanta luz que a tabela me indica um abertura f/22, só que eu fotografo em f/4, estou 5 f/stops além da exposição correta. Como cada abertura de diafragma permite a entrada do dobro de luz, uma quantidade 32 vezes além da ideal estoura no sensor da câmera. Como não quero mudar a abertura e muito menos a distância, a única solução é diminuir a quantidade de luz, logo, deve-se utilizar 1/32 da carga inicial.

É esse o valor que aparece no painel do SB: 1/32 da carga em f/4 e 1,7 m. Teste agora com o seu equipamento, perca o medo, é realmente simples!

Lógico que todas as variações possíveis são impossíveis de se memorizar ou anotar, mas todas elas já foram testadas, comprovadas e embutidas no flash pela fábrica, um batalhão de estagiários com olhos puxados teve um trabalho danado para que você só precise informar a abertura que deseja fotografar e variar a carga até que encontre a distância ideal de posicionamento do flash.  Simples e seguro, sem a necessidade de nenhum equipamento extra, calculadora ou uma prece…rsrsrsr.

Espero que tenha ajudado, Mr.Watt!

Boa Sorte!

Uma capa em 15 minutos. 81

Eu estava pedindo meu almoço na praça de alimentação do Projac quando, ao olhar para trás, reparei que a Adriana segurava um rádio e sorria estranhamente para mim:

“Que bom te encontrar Renato, preciso de uma foto para a capa do CD de Viver a Vida até amanhã às 14 horas…”

Adeus, almoço!  Perguntei como o Jayme queria a foto e com um clique no rádio eu ouvi a resposta dele:

Solar!”

Enquanto caminhava em direção ao estúdio A, o SB-800 arfava no meu peito, mas dessa vez iria precisar de uma ajuda do arsenal luminoso dentro dos estúdios de gravação.

Para a minha tranquilidade o cenário montado simulava uma pousada em Búzios. A associação foi imediata: pousada, Búzios, praias, sol…”SOLAR”! Tinha encontrado o ambiente certo para as fotos!

Enquanto procurava o fundo ideal, acertava com o iluminador do estúdio todos os detalhes da foto. Tudo estranhamente se encaixava: A Taís Araújo chegaria no dia seguinte às 11 h, tinha uma hora para maquiagem, cabelo,  figurino e de meio dia a uma da tarde eu clicaria a capa, liberando o estúdio para as gravações. Perfeito!

Mas para sobreviver no mundo da TV, você deve esperar pelo inesperado!

Quando entrei no estúdio na manhã seguinte, em vez de uma solar pousada em Búzios, encontro um frio hotel no Rio, tão gelado quanto a minha cara de espanto. Uma alteração de última hora havia mudado o roteiro de gravação e me colocado em maus lençóis…Procurei pela Taís e ela já estava praticamente pronta e eu ainda sem lugar para fotografar. Pensei em fazer a foto no nosso estúdio fotográfico, mas outro fotógrafo estava lá, corri para fora do prédio e dei de cara com o SB deitado embaixo de uma árvore, se protegendo do sol escaldante do verão carioca. Ele sorria descaradamente para mim, quase dizendo “eu te avisei, né?”

A árvore onde ele estava proporcionava uma grande área de sombra, bloqueando a luz dura do Sol do meio-dia e garantindo uma iluminação indireta e suave vinda de todos os lados e ainda poupava alguns litros de suor da Taís.

Embora confortável, aquele ambiente era uma sinuca de bico fotográfica: fotometre na sombra e ganhe um fundo estourado, fotometre o fundo e veja uma silhueta de Taís na capa de um CD…

Procure por uma exposição intermediária e o resultado pode ser conferido abaixo:

Taís Araújo

D200, ISO 100, f/5.6 e 1/80 s, o mundo é visto por uma 70-200 f/2.8

É a luz que excita sua vista, a leve explosão luminosa atrás da atriz ganha a guerra pela atenção dos seus olhos, mas você quer exatamente o oposto. A Taís está lá, mas perde para um arbusto em chamas.

Há 2 soluções aqui: diminuir a intensidade luminosa do fundo ou despejar mais luz na área de sombra. “Mais luz” foi a senha para o SB pular para um tripé Manfrotto.

D200, ISO 100, f/5.6 e 1/80 s, ainda com a 70-200

Câmera, lente, distância focal, abertura, obturador e a pose e enquadramento são os mesmos nas duas imagens e ainda assim, elas são completamente diferentes. É a luz fazendo seu trabalho (e como amo esse trabalho…rsrsr).

A segunda imagem mostra o volume do corpo e cabelo, a textura da pele e do vestido, destaca a atriz do fundo e ainda confere um brilho nos olhos dela. Coitado do arbusto em chamas…

Durante o workshop de flash eu comentei que havia feito essa foto com 2 SBs, mas o hábito me levou a um erro: a luz principal é um flash Atek a bateria, um Shine 500, montado em uma sombrinha branca difusora. Ele foi posicionado logo a minha direita, bem no eixo do rosto da Taís. Nosso fotógrafo paulista Zé Paulo Cardeal está agachado abaixo do quadro segurando um rebatedor prata para diminuir as sombras no pescoço.

O SB-800 (Com um gel 1/2 CTO) está lá atrás, funcionando como uma contraluz e sendo disparado pelo Atek. Esse é outro trunfo dos SB’s: no modo SU-4, eles podem ser disparados por qualquer outro flash, desde a mais simples Cybershot da vida até o mais poderoso flash de estúdio. Qualquer flash, de qualquer marca. Os cães não te abandonam!

Nikon SU-4

o SU-4 da Nikon é, na verdade, um disparador remoto (vendido separadamente) que pode ser usado em alguns flashes e câmeras antigas da marca, mas tanto o SB-800 como o 900 têm um módulo desses embutido.

PARA PROGRAMAR O MODO SU-4 NO SB-800:

página de configuração do SB-800

1-Com o flash no modo normal de operação, mantenha apertado o botão central “SEL” por aprox. 3 seg. O SB entra na página de configuração, na esquerda do painel há 2 colunas com ícones de função, procure pelo ícone que mostra um “raio” entrando e saindo de um flash.

2-Com o ícone selecionado, pressione “SEL” por 1 seg. Use os botões “+” e “-” para navegar entre as opções a sua direita: OFF, MASTER, MASTER RPT, REMOTE E SU-4. Escolha o SU-4 e aperte novamente o “SEL” por mais 3 seg para ativar a escolha.

3-Nesse modo, use o botão “MODE” para alternar entre o modo AUTO e o MANUAL.

No modo AUTO, o flash calcula a potência correta baseado no disparo da unidade master. Funciona bem na maioria dos casos, mas eu prefiro deixar as coisas sob o meu controle, escolhendo sempre o modo MANUAL. Através das teclas “+’e “-” consegue-se mudar a potência do SB, o correto é usar um fotômetro para calcular a carga correta, mas no caso da foto acima, a pressa me fez confiar nos meus olhos e no LCD da câmera tanto para ajustar a potência do SB quanto a do Atek.

Uma dica: o que eu fiz foi uma estupidez. Use o fotômetro sempre e se afaste de quem diz que as digitais tornaram o uso desse equipamento dispensável. Confie nele, em um ambiente ensolarado como aquele é fácil ser confundido pelo LCD da câmera. Um fotômetro simples e barato é melhor que nenhum fotômetro. Compre um e mantenha-o sempre consigo.

PARA PROGRAMAR O MODO SU-4 NO SB-900:

SB-900 EM SU-4

1- Pressione o botão “OK” por 2 segundos, a página de configuração aparece.

2- Gire o “dial” até o quarto ícone, SU-4.

3- Aperte “ok” e selecione “ON” para ativar a função. Confirme com o botão “ok” novamente.

4-Aperte em “EXIT” na esquerda do painel.

Note que o flash volta a operação normal, mas ao mexer a alavanca a direita para o modo “REMOTE”, é o modo SU-4 que aparece.

Pronto, as portas da versatilidade foram abertas!

Depois de todos os ajustes necessários, cliquei o máximo que pude, gravei um DVD com as fotos em RAW e entreguei para o motoboy que já me esperava na portaria.

Depois de um tratamento básico no Photoshop (não feito por mim) e uma fusão de imagens no fundo, a capa ficou pronta:

Capa do CD Viver a Vida

Agora no trabalho temos a chance de filmar eventos interessantes graças à aquisição de um Nokia N85, um celular capaz de fazer vídeos em VGA com uma qualidade mais do que aceitável. Se você achava o trabalho fotográfico complicado depois do advento das digitais, imagine agora com a possibilidade de gravar e fotografar com o mesmo equipamento e com mídias que aceitam essa revolução. É melhor se preparar, pois nosso ofício acaba de entrar em uma nova fase: tudo ao mesmo tempo agora!!

Um pequeno vídeo da sessão fotográfica pode ser visto abaixo:

ou em caso de pane geral, clique aqui para ver o video na página da Rede Globo.

Eu estava com saudades disso aqui, desculpem pelo sumiço! A vida voltou ao normal!

Ponto para os cães! Sempre!

Boa sorte em 2010. Verdade e Coragem para todos!

abraços

Bem-vindos!! 35

Deu uma dor tremenda abandonar o blog antigo e partir para um novo, mas ao mesmo tempo uma sensação de realização impulsionava a idéia. Um pouco de preguiça minha tinha deixado o blog confuso.

Sem tags, categorias ou qualquer serviço de busca interno, o acesso à informação estava ficando cada vez mais difícil, fora que a indexação pelos mecanismos de busca era praticamente impossível. O tema “Batman em Gothan City” era estiloso, mas aos 37 anos eu já sentia certa dificuldade na leitura das letras brancas contra o fundo preto, era ótimo para as imagens, mas para a vista…Ugh! Um blog que fala sobre iluminação, fotografia e paixão, não pode viver às escuras.

Decidi, então, pegar 2 tripés Manfrotto Nano 01 e posicionar 2 flashes, um SB-800 e outro SB-900, em REMOTE, nas laterais do meu laptop. Adicionei sombrinhas difusoras para suavizar a pancada da luz. Deixei os flashes em TTl mesmo, no commander mode da minha D200, mas tomei o cuidado de diminuir um ponto na potência para compensar a leitura errada do fotometro na tela quase preta.

Em f/8 e 30 dias no obturador da câmera, disparei!

Ah! um fundo calmo, com fontes maiores e claras, torna a leitura mais agradável. Percebe-se uma barra horizontal laranja contendo várias páginas novas, que passaram a existir por conta de algumas parcerias importantes que aconteceram ao longo desse um ano e meio de blog.

A Udênio, representante da Nikon no sul do país, está estabelecendo uma união com o I LOVE MY JOB:  eles cedem equipamentos e eu os testo em situações reais de uso, muitas delas severas. Em “TESTES” (em breve), a primeira a ser colocada à prova foi a recém-lançada D5000 e acho que já posso dizer ao Zeke, Joaquim, Cris, Bruno e a Roberta o seguinte: “vai ser difícil ela voltar à Floripa”…rrsrsrsrsrs…

Os workshops de flash no Sul do Brasil também terão o apoio e divulgação da empresa e já estamos conversando sobre futuros eventos para o início do ano que vem. Sem dúvida é uma iniciativa única no país, que merece ser celebrada com muito orgulho e dedicação. Eles me receberam com um sorriso e brilho nos olhos difíceis de se encontrar por aí e a vontade de fazer algo original e inovador me deu a certeza de que teremos um belo caminho bela frente.

Sempre achei que havia espaço para um melhor relacionamento entre fotógrafo/fabricante, algo que superasse a simples venda de equipamento. Sinto que há uma carência e dificuldade grandes de se aproximar dos criadores das nossas ferramentas criativas. Com material educacional somente em língua estrangeira, preços salgados para nossa realidade, manuais que não explicam e a impressionante desunião da classe fotográfica, nosso mundo ficou bem estranho.

Eu acho que pode ser diferente, o pessoal da Udênio também, mas com a sua opinião o processo fica mais fácil. Clique aqui e deixe uma mensagem para eles!

Durante o voo de volta de Floripa vinha pensando dentro do avião: “Caramba, já tenho leitores e um empresa de porte se juntando ao blog, será que não existe alguma ONG que exerça um trabalho diferente com a fotografia que valha a pena ser divulgada?”

Chego em casa, abro meu computador e recebo um email:

Renato, acompanho seu blog há um tempo, gostaria de apresentar o meu.”

Se tem uma coisa que eu aprendi com a fotografia foi que algumas coicidências não são meras coicidências…o link me levava diretamente para o blog da Special Kids Brasil, uma ONG que usa a fotografia como instrumento de inclusão social de crianças com necessidades e talentos especias.

Respondi na hora: “Rubens, se esse email foi um pedido de ajuda, eu aceito!”

O trabalho e a missão desse fotógrafo são estimulantes e podem ser compreendidos clicando-se no logo da Special Kids aqui na coluna direita do blog. Pepare-se para mais sorrisos e brilhos especiais nos olhos. Parte do que eles se propõem a fazer estará descrito na página “EXTRAS” da barra laranja. Outros fotógrafos que tenham escrito ou queiram escrever posts relevantes aqui no blog também são muito bem-vindos. Como dizia um profeta carioca: “Gentileza gera Gentileza” . Estou tentando provar que a época da delicadeza ainda não acabou…

Bom, em “EU” e “CONTATO”, você pode conhecer um pouco mais sobre meu trabalho e entrar em contato facilmente comigo.

Os posts mais acessados do blog antigo eram os que continham vídeos sobre as sessões de fotos, mas como o número de posts aumentava, o acesso até os clipes ficava difícil. Destaquei o link para o canal do You Tube, o I LOVE MY JOB TV, para uma área de acesso universal, visível de qualquer canto do novo blog. Com as DSLRs fazendo vídeos com qualidade impressionante, vai ficar cada vez mais fácil produzir entrevistas e imagens sobre as técnicas fotográficas. É uma nova forma de se relacionar e um novo nicho a explorar, nosso trabalho está ficando cada vez mais instigante.

Para estreitar os laços entre os fotógrafos do país, criei links diretos para as comunidades I LOVE MY JOB no Orkut (+ de 200 seguidores e crescendo) e as recém criadas no Facebook e no Twitter. Sei que as deixei de lado por uns momentos, mas estava completamente sem tempo por conta da criação desse novo blog e dos cursos, se não fizesse uma coisa de cada vez, não ia conseguir fazer nada direito.

Se você ainda não se cadastrou em nenhuma delas, aproveite essa chance e explore os links ao lado.

Bom, acho que por enquanto é isso…só posso agradecer ao apoio que tenho recebido de todo canto do Brasil, cada email é uma surpresa nova e tento retribuir melhorando o blog sempre.

Espero que vocês tenham gostado do que viram, foi feito com muito carinho pelas madrugadas a dentro, pensando em facilitar a vida de cada um aqui.

Obrigado, forte abraço, atualizem seus favoritos e vamos em frente!

BOA SORTE!!

O Canil 28

O segundo vídeo que mostrei aqui começava com dois animais: um tentava comentar os equipamentos que trazia na mochila, o outro arrumou um jeito muito convincente de fazê-lo desistir…rsrsrs…

Quando finalmente terminei a gravação, ela durava mais de 20 minutos e tinha o áudio péssimo por causa do vento. Seria inviável colocar aqui.

Em alguns comentários nos vídeos, eu fui perguntado sobre a marca dos tripés, sombrinhas e adaptadores que apareciam nas imagens, pensei que seria ainda mais útil se mostrasse o que eu levo em uma viagem como a da Jordânia/Paris. A idéia não é escrever sobre as características técnicas de cada item, isso você pode encontrar aqui, mas fazer um breve relato sobre o que é necessário para se fazer um trabalho como esse, tanto dentro da mochila quanto fora dela.

Câmeras

Nikon D200

Nikon D200: Sinceramente eu duvidei que ela agüentasse o tranco, mas depois de vários trabalhos realizados sem que nenhum problema ocorrese, ela cativou um espaço no meu coração.

Não importa se debaixo de neve na Áustria ou no deserto escaldante da Jordânia, é tirar da mochila, ligar e se divertir.

Com grip MBD200, ela tem melhor “pegada” e permite clicar um dia inteiro sem sinal de exaustão das baterias. Um cavalo de batalha, dos bons.

Nikon D2h

Nikon D2H: Saindo às pressas de uma final chuvosa do BBB, ela escorregou da minha mão e quicou 3 vezes em uma escada de alvenaria. Minha alma gelou…apertei o disparador e ela continuou clicando, estava intacta. Usar uma dessas é entender porque as Nikon são famosas por sua resistência. Na Paraíba, durante as gravações da minissérie “A Pedra do Reino”, 10 dos seus 11 pontos de foco não funcionavam e levou banhos de champanhe no final das gravações. Grudava na minha mão, mas continuava clicando.

Com apenas 4 Mpixels e de tecnologia “ultrapassada”, ela nos serve como câmera de back-up, como teima em substituir a D200, nunca mais foi usada, mas uma palavra me vem na cabeça quando a vejo: “indestrutível”.

Objetivas

Nikon 17-55 f/2.8

Nikkor DX 17-55 f/2.8G AF-S ED:

Essas letrinhas no nome são abreviações para: rápida, silenciosa e irritantemente nítida.

Usada para fotografar paisagens, fotos de grupo, cenas e retratos abertos, essa objetiva praticamente não sai da minha câmera.

Perfeita para retratos até a linha da cintura, mais do que isso já distorce a face do fotografado. A trava do pára-sol não funciona direito, um leve esbarrão e ele vai para o chão.

Custa um caminhão de dinheiro, mas é um investimento para a vida toda, que se paga com o tempo de uso. Minha resposta quando me perguntam se Sigmas, Tamrons e Tokinas não fazem a mesma coisa pela metade do preço: “Sem dúvida, mas não por muito tempo…”

Nikon 70-200 f/2.8

Nikkor 70-200 f/2.8 G AF-S VR ED:

Use e se apaixone, simples assim…

O bom de se usar uma grande angular como a 17-55 aí de cima é que ela te permite ficar bem próximo dos atores, fazendo desde planos mais abertos, até closes mais fechados.

A parte ruim é que ela te deixa embaixo de um “boom”, um microfone muito sensível que vai levar os “clac”, “clac”,”clac” do espelho de sua câmera até os ouvidos tensos do diretor. Um clique fora de hora é um esporro na hora certa. Afastar-se alguns metros e encontrar uma brecha que te permita fotografar em silêncio é a especialidade dessa objetiva. O “VR” do nome é a abreviação de “Vibration Reduction”, uma tecnologia que permite que, dentro de um estúdio escuro e sem tripés, você fotografe o esperado beijo dos protagonistas de uma novela em ISO 800, f/2.8, 1/10 s e tudo saia sem uma tremida sequer.

É a pedida certa para retratos fechados com um desfoque maravilhoso e para cenas muito longe, ou para quando se é obrigado a fotografar uma onça-de-bode raivosa dentro de um viveiro fechado e ainda ter alguns metros de vantagem para correr se tudo der errado…

Pesa mais que a D200 com grip, meia hora no teu pescoço e o seu queixo encosta no peito, mas eu abandonaria minha famíla por ela…rsrsrs

Nikon 24-85 f/2.8-4

Nikon AF 24-85 f/2.8-4:

O 2.8 engana facilmente, mas a verdade é que um leve giro no anel de zoom e ela já fecha em direção ao f/4. É lenta e ruidosa quando comparada as demais, mas igualmente nítida como elas. Como a 17-55 fica na câmera o tempo todo, acaba sujeita a quedas e problemas com maior freqüência, uso-a como back-up para a lente principal e uma chavezinha no corpo da objetiva revela uma excelente qualidade: uma função macro capaz de produzir fotos maravilhosas. De um tempo para cá, as três que temos na Globo ficaram temperamentais: focam 1 metro atrás do assunto quando usadas com aberturas maiores que f/4, mas em macro funcionam que é uma beleza.

Nikon 50mm f/1.4

AF Nikkor 50mm f1.4D:

Humm…eu poderia escrever horas a fio sobre essa objetiva. Usá-la é descobrir o significado da frase de Cartier-Bresson: “Fotografia é uma viagem a partir da realidade”.

Leve, rápida, barata (menos de 300 dólares) e nítida como nenhuma outra, acredito que a Nikon fez recentemente um “upgrade” no modelo, essa lente entra em ação quando todas as outras falham, e as supera com louvor. Na D200 ela perde um pouco da mística por conta do fator de corte de 1,5x, que a transforma em uma 75mm, mas o f/1.4 é mais do que um motivo para comprá-la, é uma ordem!

A minha é um amuleto comprado no Nepal que não me abandona jamais, se eu estiver com uma câmera, ela está junto comigo.

Dispensa tripé, flash e qualquer outro acessório e ainda te ensina muito sobre composição, enquadramento e luz. Fotografar com ela na câmera é embarcar em uma aula de fotografia com uma professora sensual e misteriosa. Sem meias palavras: um tesão de lente!

Flashes:

SB-800

Speedlight SB-800:

Sério…eu preciso comentar?:)

Revolucionou a forma como eu encaro a fotografia e é o motivo da existência desse blog. Leve, prático, potente, preciso como um bisturi e ainda sincroniza em qualquer velocidade, se não bastasse, ainda funciona com 4 pilhas AA, fáceis de se encontrar em qualquer lugar do mundo. O compartimento para a quinta pilha foi uma maneira engenhosa de se contornar um problema, pena que não existam pacotes com 5 pilhas por aí…Com o advento do SB-900, sua interface ficou confusa, mas é meu “cão” de estimação. Mesmo com o SB-900 na mochila, ainda me pego usando-o sempre que necessário.

Depois que descobri um adaptador que permite o uso de vários modificadores de luz como beauty dishes, soft-boxes, sombrinhas e panelas, os flashes pesadões de estúdio estão mofando no armário lá de casa. Acho desnecessário dizer que sou apaixonado por eles, tornaram o ato de iluminar muito mais gostoso, rápido e divertido. Não entendo o motivo de não possuírem a informação de pouca bateria no painel e os leds que indicam o modo “remote” presente até no irmão mais novo, o SB-600. Quase chorei quando descobri que a Nikon havia parado de fabricá-los…portanto, corra! Em sites como o E-bay, é possível encontrar pechinchas por menos de 200 dólares.

SB-900

Speedlight SB-900:

Para ser honesto com vocês, eu ainda não tive tempo de ler todo o manual do flash, mas uso-o como se ele não tivesse um. Tem uma interface tão amigável que deixa o 800 e o 600 no chinelo, e a chave que liga os modos “Remote” e “master” no canto do aparelho veio para facilitar a minha vida. É uma usina de força portátil que drena pilhas alcalinas em poucas horas, mas é uma delícia vê-lo em ação.

Consta com o aviso de exaustão de bateria no painel e tem leds que piscam quando o modo remote é acionado, mesmo à distância dá para perceber quando tudo está funcionando como deveria. É o “macho alfa” do canil pelo peso, tamanho e potência, mas ainda sonho com o SB-1000 que, espero, terá a chave seletora do 900 e o botão central do 800, achei meio desnecessário espalhar tantos botões com tantas funções pelo painel traseiro do flash. Resolveram um problema criando outro. Se estiver com 500 dólares sobrando nem pisque, compre-o, caso esteja com o orçamento apertado, o SB-600 é um senhor flash que foi muito mal interpretado, é uma ótima opção pelo valor gasto.

Filtros:

É uma questão de gosto, haja vista a quantidade de opções disponíveis, mas eu uso apenas 3 deles:

Filtro Polarizador Tiffen Tiffen 77mm Circular Wide Angle Polarizer Filter:

O nome impressiona, mas não é nada demais: um polarizador circular cujo diâmetro (77mm) serve para as 2 objetivas principais (a 17-55 e a 70-200) e que é fino o suficiente para não causar vinhetas na foto quando usado com a grande angular. Usado basicamente para fotos de paisagem e em conjunto com esse aí de baixo.

Tiffen 81B

Tiffen 81b:

Tecnicamente falando é um filtro de conversão que reduz a temperatura de cor de 3.500K para 3.200k. É graduado em 5 versões, de A até F, sendo o F o mais potente. Esteticamente falando, elimina o “azulado” das fotos, dando uma aparência mais quente para a pele e paisagens. Uso de vez em quando junto com os flashes, para dar uma aquecida geral na foto. Quando usado com o polarizador, vira um buraco negro na frente da lente, sugando toda a luz que entra e te obrigando a usar um tripé. Sei que dá para fazer o mesmo efeito no Photoshop, mas quando você sai de um hotel às 5 da matina e só volta às 8 da noite, a última coisa que quer fazer é perder horas na frente de um laptop ajustando fotos que poderiam ter sido corrigidas em 5 segundos com o uso de filtros certos. Poupa tempo e te faz acordar melhor no dia seguinte.

Filtro Cokin de Densidade Neutra Graduada( 2)

Filtro de Densidade Neutra Graduada (Cokin):

É uma forma pomposa de chamar um pedaço quadrado de acrílico com um degradê de cinza que vai até a metade do filtro. Esse degradê reduz a entrada de luz na lente e permite fotos mais equilibradas de cenas com grande diferença de luz. Uso muito em paisagens quando o sol está se pondo e preciso mostrar algo de interessante no solo. Para usar o filtro com precisão, um adaptador para o diâmetro de sua lente e um porta filtros da Cokin são necessários. Quebra um galho absurdo, a superfície de acrílico risca com facilidade, mas evita que você tenha que fazer coisas bizarras como um HDR.

Tripé de Câmera:

Manfrotto 055PROb

Manfrotto 055PROb:

Eu sei…eles são pesados e difíceis de carregar, depois de 1 hora caminhando com um nas costas, dá vontade de jogar longe, mas quando surge a oportunidade de usá-lo você agradece a Deus por ter levado um.

Mais do que um simples acessório, eu considero um bom tripé um equipamento vital para a fotografia.

Feito de alumínio e com qualidade italiana, o 055 PROB é um tripé versátil e tem ótima relação custoXbenefício. Sua coluna central pode ser reduzida, deixando o tripé no nível do chão ou colocada de cabeça para baixo e lateralmente, ampliando as possibilidades de foto e melhorando a sua vida em fotos macro.

Eu uso com 2 cabeças: uma com manetes que controlam o movimento em 3 direções (não me lembro o código agora) e uma ballhead também Manfrotto, a 486RC2. Prefiro a cabeça com manetes pela precisão de uso, mas como despacho o tripé dentro da mala de roupas em viagens, a ballhead acaba sendo mais leve e ocupando menos espaço.

Tripé de iluminação e cabeça adaptadora:

Manfrotto Nano01

Manfrotto Nano 01b:

É para cá que os “cães” saltam quando saem da mochila. Pequenos, leves e resistentes, os Nano da Manfrotto são a companhia perfeita para os flashinhos. Fechados ficam com menos de 70cm e abertos alcançam quase 2 metros de altura com a cabeça adaptadora. Não incomodam muito quando amarrados no fundo da mochila, mas seu maior trunfo é também seu pior defeito: pesando menos de 1 quilo, ficam instáveis com a menor brisa, adicione uma sombrinha grande e veja seu flash se espatifar no chão.

Para cada flash dentro da mochila, vai um tripé fora dela. Em viagem fazem companhia ao 055PRO dentro da mala de roupa, junto com as sombrinhas.

Manfrotto Swivel Umbrella Adapter

Manfrotto 026 Swivel Umbrella Adapter (Lite-Tite):

Você trabalha muito, poupa uma grana suada para comprar um novo flash e economiza justamente na peça que irá segurá-lo, carregado, a 2 metros do chão?

Para montar qualquer SB no adaptador da Manfrotto, basta enroscar a sapata que acompanha o flash no parafuso da parte de cima da figura. Retire o parafuso da parte de baixo e encaixe o adaptador na cabeça do tripé.

As bolsas pretas que acompanham os flashes tem um compartimento específico para guardar as sapatas. No SB-900 fica do lado de fora, no 800 e 600 na parte de dentro.

Manfrotto bag Uma bolsa como a Manfrotto minibag mantém 2 tripés com adaptadores e 2 sombrinhas médias bem amararrados e protegidos embaixo da mochila.

A Mochila:

Lowe Pro PhotoTrekker Classic2

LowePro PhotoTrekker Classic:

Tudo que está aí em cima e mais: canivete, um Gretag color checker, caneta, bloco de anotações, cabos USB e de vídeo, carregadores de baterias de câmera, pilhas sobressalentes, manuais de câmera e flash, filtro solar, caderneta de vacinação, fita crepe, tesoura, adaptador universal de tomadas, lanterna Maglite pequena, cabe confortavelmente dentro dessa mochila.

É impressionante a quantidade de coisas que ela é capaz de carregar. Foi comprada a 10 anos atrás e está precisando de um banho, mas não tem um fiapo fora do lugar. Já pegou neve, areia, frio, calor escaldante, água, vento, é arrastada no chão, prensada em caçambas de barcos e carros e se comporta como se nada a afetasse.

Guarda todo o seu material em áreas separadas que você mesmo pode montar de acordo com a necessidade e cabe sem problemas no compartimento de bagagem dos aviões. Está sempre contigo e preparada para ação, foi, sem dúvida, o melhor investimento que eu fiz, protege meu equipamento todo sem chamar a atenção dos “amigos do alheio”. Essa merece uma condecoração pelos serviços prestados…

Algumas coisas que facilitam sua vida e não dá para carregar na mochila:

Botas Salomon

Para fazer fotos diferentes, você vai pisar em locais diferentes. Mantenha seus pés protegidos…

óculos Rayban

…assim como seus olhos.

sapos

Passe a gostar de anfíbios, porque será inevitável: você vai engolir alguns sapos…

tolerãncia…na viagem para a Jordânia, havia na equipe beduínos e gente de Israel, Síria, Líbano, Egito, Nova Zelândia, França, Transilvânia (!!), Estados Unidos, Colombia, Venezuela, Kwait, Palestina e brasileiros de todos os cantos e classes socias. Desenvolver a tolerância e paciência com hábitos e culturas diferentes dos seus não só o fará um melhor fotógrafo, como irá te transformar como pessoa, para melhor, bem melhor. A cada viagem que faço minha paixão pelo meu país aumenta consideravelmente, assim como o encanto com tudo e todos que estão fora dele.

Comporte-se bem e seja educado, lembre-se de que és um embaixador de sua cidade e país, as notícias sobre o Brasil não são as melhores lá fora, ajude a mudar alguns conceitos e veja a maravilha que é se relacionar de verdade, sem a ajuda de um computador.

orelha

Você nasceu com 2 ouvidos e uma boca: escute o que os outros irão falar e guarde tudo com você. Deixe as fofocas de lado, concentre-se no seu trabalho.

fé

Tenha fé e pense positivamente. Tudo vai dar certo, mas não seja estúpido: se você falha ao se preparar, prepare-se para falhar.

A Aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem que ser lúcido. Organize-se e planeje bem o que vai fazer durante o dia. Tenha sempre um plano B e C na cabeça, muitas vezes eles é que dão certo, e finalmente:

sorriso

SORRIA, SEMPRE!

O AMOR É A ÚNICA RESPOSTA

.

Boa sorte!

FAQ sobre o Workshop de Flash 37

FAQ – PERGUNTAS MAIS FREQUENTES.

.Eu não tenho flash, posso participar?

Não acha melhor comprar o flash primeiro e depois tentar participar?

.Eu acabei de sair de um curso de fotografia, posso me inscrever?

Porque não? Se você compreende abertura, velocidade de obturador e exposição básica, já sabe usar um flash…é só praticar!

.Quais os modelos de câmera da Nikon podem ser usados?

Com um SB-800/900 no topo da câmera, qualquer modelo serve. Eles funcionam como master, controlando os flashes externos. Para os modelos digitais com flash incorporado, o sistema CLS funciona a partir da D70 em diante, onde o flash incorporado controla os externos. As novas D3000/5000 não contam com esse sistema, precisam de um flash master no topo da câmera.

.Quais os modelos de flash da Nikon podem ser usados?

Os modelos SB-900 e SB-800 podem funcionar como MASTER e REMOTE, fora da câmera. O SB-600 só serve como REMOTE.

.Eu só tenho o SB-600, o que fazer?

Se sua câmera tem um flash incorporado e for da D70 para cima, ele pode controlar o SB-600, caso contrário, eu te empresto um dos meus SB-800, mas lembre-se de que eu só tenho 3 que funcionam como MASTER…e são 15 participantes…

.Eu tenho um SB-26, que tem fotocélula, dá para participar?

Sim, embora ele não participe do sistema CLS da Nikon, dá para dispará-lo fora da câmera sem problemas. Aliás, qualquer flash antigo da marca com fotocélula incorporada ou externa (avulsa ou um módulo SU-4), podem ser disparados fora da câmera.

.Se tem uma modelo, vamos fazer um ensaio de moda?

Não, ela está lá para nos ajudar, nós vamos fazer fotos com flash.

.Eu posso usar as fotos para o meu portfolio?

Depende da autorização da modelo, mas nunca deu problema. Muitas vezes elas pedem algumas fotos para uso no portfolio delas.

.Os flashes ficarão no TTL o tempo todo?

Não, o TTL é um dos temas abordados, começamos em Manual e depois partimos para o TTL.

. Se chover? Como fazemos?

Nos molhamos um pouco, até procurar uma área coberta, mas normalmente faço o WS em áreas com coberturas próximas.

.Não, eu digo que se chover não teremos Sol…

Isso não é problema para os flashinhos…é aí que eles mostram toda a sua versatilidade.

.Eu não gosto de usar flash, prefiro a luz natural…

Não é questão de gosto, mas de necessidade, não é sempre que tempos a melhor luz a nossa disposição. E conhecimento nunca é demais…aprenda a simular a luz natural ou até mesmo a eliminá-la. Ter um flash e não usá-lo e questão de estilo, não saber usá-lo é limitação e tudo o que sua fotografia não precisa é de limites.

Bom acho que é isso, qualquer duvida é só escrever: renatorochamiranda@gmail.com

twitter: @i_lovemyjob

BOA LUZ E BOA SORTE!

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