Tag cor

O White Balance 79

Responda rapidamente e sem a ajuda do Google:

O que é cor? O que é temperatura? O que é luz?

Se a sua mente travou com essas perguntas, imagine há dois séculos atrás. A forma como os físicos amarraram esses três conceitos foi revolucionária, criou os alicerces para o surgimento da Mecânica Quântica e permitiu que um pequeno botão com as letras W e B fosse colocado no corpo de sua câmera fotográfica. Toda vez que é pressionado, ele abre as portas de um laboratório alemão em 1860.

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A Arte Suave. 14

Semana passada eu ouvi o pedido de um amigo:

“Eu queria usar os ensinamentos e as técnicas do Jiu-Jitsu para ajudar pessoas na sua vida pessoal e profissional. Acho que a luta tem muito a ensinar sobre superação de problemas, valorização da auto estima, concentração, alimentação e respeito. Vou fazer um blog onde mostrarei tudo o que eu aprendi até hoje, mostrando também que um lutador não é um irresponsável, muito pelo contrário, é alguém que conhece seus limites e a forma de superá-los. Me ajuda com as fotos?”

Eu conheço o Mauro Verry, ou Maurinho para os íntimos, desde que eu era criança, sua história dá crédito ao seu propósito e chegar aos 50 anos com a disposição de um garoto não é para qualquer um. Ponto para o Jiu-Jitsu.

Quando escutaram a palavra fotos, os cachorros eletrônicos começaram a latir dentro da bolsa e, para ser sincero, não costumo dizer “não” para alguém que amarra seu quimono com uma faixa marrom…rsrsrs.

Coloquei 2 SB-800, 1 SB-600 e 1 SB-80dx no carro e rumei até a academia Pontal Fitness, no Recreio, onde ele treina aqui no Rio de Janeiro.

Encontrei exatamente o que esperava:

ACADEMIA

Atrás de mim e na minha direita, espelhos…na minha esquerda, uma parede branca repleta de acessórios de ginástica, logo acima, luz fluorescente, sobrou o janelão que aparece na foto. Fechei as cortinas para que a luz natural não contaminasse o ambiente e tratei de encontrar uma exposição que eliminasse a presença da luz fluorescente, essa sim, um horror em qualquer caso.

Uma das grandes vantagens de usar uma luz artificial e controlável na sua foto é a possibilidade de estabelecer relações com as outras fontes luminosas. Variando a velocidade do obturador, controla-se a quantidade de luz ambiente e a abertura do diafragma segura a potência do flash. Todo o controle na sua mão, não é mais São Pedro ou a OSRAM que ditam o caminho a seguir, são seus neurônios.

Bem, além de controle, conforto total: quando você imaginou fotografar em ISO 100, f/8 e 1/250 s dentro de uma sala, sem tripé, a qualquer hora do dia? Ponto para os flashes.

Hora se soltar a matilha:

Eu concentrei as fotos no janelão da esquerda (com 3 painéis), era o fundo mais “neutro” que eu poderia usar. Um dos SB-800 ficou na frente, apoiado em um tripé Manfrotto Nano01 com uma sombrinha translúcida, o outro 800 foi para trás, fazendo par com o SB-600, recortando quem fosse fotografado. Sobrou o 80DX, que por não fazer parte do sistema CLS da Nikon, só é usado em uma emergência. Como ele também tem uma fotocélula, pode ser disparado remotamente, mas não pode ser controlado diretamente na câmera.

A idéia era fazer retratos do Mauro, de 2 de seus alunos e de todos juntos. Montei uma disposição que criava uma luz com boa dramaticidade e versátil para qualquer situação.

O esquema pode ser mostrado aqui:

esquema principal

Repare que os dois flashes de trás garantem uma luz de recorte qualquer que seja a posição do “modelo” (na foto, o flash da esquerda não disparou, tinha entrado em stand by), a luz principal, na sombrinha, me dá uma luz suave que pode ser movida conforme o retratado varia a posição do corpo. Com pouco mais de 1 Kg, é fácil e rápido mudar o tripé de lugar. Se tivesse apenas que fotografar o Mauro, teria chegado esse tripé para muito mais perto dele, assim evitava que o fundo fosse iluminado, mas como iria fotografar também um grupo de 3 pessoas, deixei o conjunto pronto para todas as situações. Como o fundo será recortado no PS, não me preocupei muito (mentira, como verão mais abaixo..rsrsr…e só por curiosidade, o fundo da foto que abre esse post é o original, sem tratamento).

Já tinha a exposição que eu queria,  f/8 com 1/250s, bastava encontrar a potência correta dos flashes, distantes 2 metros de onde as pessoas ficariam, o próprio SB-800 é capaz de fazer isso sem sustos: 1/8 da potência total, longa vida para as baterias!

Todos os três flashes estão no canal 1 e no grupo A…eu sei…tem um SB-600 lá atrás que tem um número guia quase 30% menor que seu irmão mais velho, o 800, como ele pode estar no mesmo grupo dos demais?

Bom, NAQUELA posição, ele funciona como uma luz especular, que nada mais é do que um reflexo da fonte luminosa, mesmo em uma potência menor (ou maior), ele gera o mesmo brilho que o flash ao lado. A luz tem seus mistérios…

Tudo pronto, é só fazer a fila:

grupo 1

Nessa foto do grupo, tive que juntar o Mauro, os lutadores Athos Guimarães e Lívia Huber (que saiu da Áustria para treinar no Brasil) bem próximos um do outro para evitar o espaço entre as cortinas, usei um dos painéis como fundo e coloquei uma pequena tira de gel CTO para dar uma aquecida, era só um teste…

A disposição do grupo evitou que a luz da direita chegasse nas costas do Mauro, mas pelo menos ganhei um fundo limpo que não precisava ser recortado no PS.

grupo 2

Não há uma posição mágica que garanta a melhor luz, o que existe é o correto posicionamento dos retratados em relação à luz utilizada, como se pode ver na foto ao lado. Com o esquema de luz definido, só tive que ajustar a posição de cada um na foto para que cada flash fizesse seu trabalho de recorte e preenchimento

Espero que vocês lembrem que um dos flashes ainda estava descansando na bolsa, um SB-80 DX, junto com algumas gelatinas coloridas.

Um fundo cor “branco blargh” é mais do que uma razão para utilizá-lo, é uma ordem!

Iluminando o fundo, garanto contraste de luz e de cor ao mesmo tempo, como mostra o retrato da Lívia, abaixo:

Livia Huber

Você tem todo o direito de não gostar do fundo vermelho e eu tenho o dever de ter possibilidades na minha manga, com apenas outro pedaço de gelatina, eu posso dar o tom que quiser no fundo, como elas são pequenas, muito leves e dobráveis, cabem em qualquer lugar da bolsa. Adicionei um gel azul, em vez do vermelho, no retrato do Mauro, logo abaixo, desta vez com o quimono em vez do terno:

MAURO VERRY2

Eu encontrei um obstáculo pela frente: uma locação onde tinha todas as desculpas para não produzir nenhuma imagem interessante, mas com a ajuda de amigos eletrônicos e outros de carne e osso, muita concentração e gosto pelo que eu faço, consegui reverter a situação em meu favor, exatamente o propósito inicial do Mauro: as técnicas certas podem mudar um mundo…

Fico por aqui, boa sorte!

Selvagens cães de guerra. 8

Murilo abre2

Quinta feira, 8 da noite e eu tinha acabado com todas as minhas pautas do dia. Subi para descarregar o material e encontrei o computador sem ninguém…era um bom sinal, dali a meia hora já estaria em casa.

Nosso editor de fotografia, Paulo Marcos, se vira para mim e manda:

“Renato, acho que tem uma foto aqui que você vai adorar fazer, é um retrato do Murilo Benício para a capa do caderno de TV do Jornal Extra.”

“Que bom! Para que dia ela foi marcada?” respondi na inocência.

“Agora! Ele chega em 15 minutos para a noturna…”

Adeus cama quentinha e horas de sono!!

As gravações aconteciam no novo prédio, ainda em obras, do Centro de Pós-Produção do Projac. Enquanto subia as escadas até o set de gravação, vi que um refletor HMI de 20.000 watts despejava toneladas de potência pelas janelas laterais. Normalmente, quando se encontra um bicho grande desses, ele ilumina o fundo de suas fotos.

HMI

Eu alcancei o segundo andar preocupado: salas vazias, cobertas por folhas de fórmica cor de creme, nenhum móvel, paredes nuas e um set de gravação que simulava um hospital…perfeito para eles, terrível para mim. Corri para o corredor e minha observação do parágrafo anterior se confirmou: o refletor produzia um padrão interessante de listras nas paredes e no teto e as fórmicas brancas rebatiam suavemente a luz.

Se não tem solução, solucionado está: a foto seria ali, qualquer luz adicional seria um trabalho fácil para os cachorros eletrônicos que eu trazia no colete: dois SB-800. E eu estava disposto a soltá-los naquele corredor.

Meu amigo fotógrafo Isac Luz já estava fotografando as cenas, usei-o como “stand in” para as fotos, tentando encontrar a melhor posição no corredor.

Isac Luz, posição.

Isac Luz, contra luz.O grafismo das listras podia atrapalhar a visualização da foto, resolvi, então, usar uma luz de separação, para “soltar” o ator do fundo e atrair a atenção para seu rosto. Posicionei um tripé Manfrotto Nano 01 logo atrás da posição correta e calculei a exposição usando um dos SBs: 1/32 da carga total. As baterias agradeciam…

Já tinha quase tudo pronto: uma luz potente o suficiente para me permitir ajustar a sensibilidade da câmera para ISO 400 iluminando o fundo, produzindo um padrão de listras tanto no fundo como no teto e na lateral do corpo do ator. Essa mesma luz era rebatida e produzia uma luz suave que iria iluminar a lateral esquerda do rosto. Outra luz vinha de trás, do SB no tripé, dando um recorte na altura da cabeça do ator. Faltava uma outra luz, “abrindo” as sombras do lado direito do rosto.

Eu não queria que essa luz se espalhasse por todo o canto, contaminando o padrão listrado, usei, então, uma folha de cine-foil para estrangular o facho de luz do flash, concentrando toda a potência apenas no rosto do Murilo.

Com o Isac na mesma posição e a ajuda de um figurante como tripé humano segurando o segundo SB, fiz umas fotos de teste:

Isac, 2 flashes

Perfeito!

O White Balance da câmera está ajustado para 3.200 K, a temperatura de cor padrão dentro dos estúdios, por isso o tom azulado na foto e não era esse o enquadramento final, isso é só um teste.

Um corte mais fechado iria eliminar o reflexo do flash nas laterais e um posicionamento mais baixo daria à foto a dramaticidade que eu procurava. Se eu tenho listras, que sejam mostradas as listras, não há necessidade de mostrar piso, cabos e toda a perna do ator, o padrão que me chamou atenção está lá em cima.

Um detalhe: se eu usasse uma velocidade de obturador muito alta, perderia o padrão tanto no teto como no corpo do fotografado, como mostra a foto acima. A melhor velocidade que eu encontrei foi de 1/80s. Segura o suficiente para segurar a D200 na mão sem tremer.

Era  a vez, agora, do Isac servir de tripé humano enquanto eu fotografava o Murilo, como se pode ver na foto abaixo..rsrsr:

Isac e Murilo

Tudo ajustado, testado, só me restava aproveitar a folga de 15 minutos antes de ele voltar à gravação e clicar de todas as formas possíveis, respeitando o espaço para o título do suplemento na parte de cima das fotos e dos textos na lateral.

Quinta feira, meia noite e eu tinha terminado todas as minhas pautas…graças ao comportamento exemplar de dois cães eletrônicos que topam qualquer parada!!

Boa sorte!

Snoot: porque menos é mais! 8

Uma das boas coisas na Fotografia é que palavras como “sempre”, “nunca” e “não”, perdem o sentido…

Bem diferente da Engenharia…

Bem, você tem um flash na bolsa e sabe que ele é suficientemente potente para iluminar toda a sua foto, isso não significa que tenha que despejar luz em toda sua imagem o tempo todo.

Jonas, o fantasma.

A nova programação da Rede Globo estreia em Abril. Entre as atrações está uma série policial, “Força Tarefa”, que mostra um equipe de agentes que investiga a própria polícia. Trabalho não vai faltar…rsrsrs

Eu tinha que fazer os retratos dos atores durante uma gravação externa noturna. Sempre comento que essa não é a melhor hora para se fazer retratos, mas a impressão que eu tenho é que as assessoras acham que nós, fotógrafos, somos mágicos.

Elas estão certas: nós somos mágicos!

Embora trabalhe perto de uma equipe de iluminação que dispõe de caminhões abarrotados de equipamentos de luz, raramente consigo usar algum deles, tenho que me virar com o que consigo carregar: uma câmera, 2 objetivas e um flash. Qualquer coisa além disso já é lucro para mim, no caso da foto acima, o lucro foi um poste de rua.

Rogério Trindade interpreta o fantasma de Jonas, um oficial da aeronáutica que vai perturbar a consciência de Murilo Benício.

Atrás de mim a gravação corria solta, aproveitei que ele não participava da cena e pedi que possasse para um retrato. O flash em cima da câmera definitivamente não era a melhor opção, programei o SB para o modo remote (em TTL mesmo, ajustado para -1 ponto), pedi que um dos moradores locais o segurasse bem na altura da cabeça do ator e ajustei a posição para que o poste iluminasse parte da cabeça e das costas dele. Era o contraluz que eu procurava para separar sua figura do fundo negro logo atrás. Deixei o WB da D200 em “AUTO” e gostei do tom avermelhado que apareceu no fundo. Para um fantasma perturbador, nada melhor do que um vermelho “infernal”.

Infernais também eram as condições da cena: ISO 800, f/2.8 e 1/30 s de obturador. Extremos, extremos…

Hora de fazer alguns truques:

Algumas vezes eu gosto de pensar que o flash pode ser usado como uma lanterna, iluminando somente o que é necessário e deixando espaço para que a imaginação de quem vê a foto corra solta.

A maioria dos flashes atuais permite que se controle o tamanho do facho de luz, mas daquela distância mesmo se colocasse a cabeça do flash em 105 mm eu iria iluminar mais do eu precisava. Hora de “estrangular” o SB.

No post passado comentei sobre como um cinefoil pode ser usado para limitar o alcance da iluminação. Por ser dobrável, resistente e leve, cabe facilmente em qualquer canto do colete ou da bolsa.flash cinefoil

Basta envolver a cabeça do flash com o cinefoil e travar com um elástico. O tamanho da folha vai determinar o tamanho do snoot e pode se ajustar o diâmetro da “boca” com as mãos, variando o tamanho da área iluminada. Não tem um cinefoil por perto? Sem problemas: uma cartolina, um papelão fazem o mesmo efeito.

Um dos retratos tinha sido feito, faltava mais alguns, mas o “clima” para a sequência de fotos estava determinado.

Hermilla Guedes interpreta Selma, uma das agentes da força tarefa.  Enquanto o equipamento era transferido para outro ponto da gravação, ela esperava perto de um carro cenográfico da polícia. Ambiente ideal para a foto.

Hermilla Guedes

Ainda com o flash envolto no cinefoil, pedi que ela ficasse perto do carro, aproveitando a luz que vinha do farol para iluminar parte da calça e jogando luz apenas sobre seu rosto, evitando que sombras ou parte da luz refletissem no carro e no vidro.

A luz da polícia em cima do carro atrapalha alguma coisa? Eu acho que não, mas tem sempre alguém que te pede aquilo que você achou que não precisava fazer.Hermilla Guedes, sem luz

Na dúvida, faça uma segunda opção…

Um tripé com um refletor ajudava a fazer o contraluz na cabeça da atriz.

Quando fazemos retratos para divulgação, é importante garantir enquadramentos verticais e horizontais, não sabemos como será a diagramação da matéria. O horizontal eu já tinha, faltava o vertical.

Não tinha outro contraluz para aproveitar, só pedi que ela andasse um pouco para trás e tirei o carro do quadro. O resultado está aqui:

Hermilla vertical

O tom verde vindo do refletor combinava com o figurino em tons cinzas que ela usava. Pronto, era só disparar!!

A função mais básica do flash é diminuir o contraste de uma foto. Em alguns casos, criar contraste pode ajudar a chamar atenção para pontos interessantes na sua imagem.

“Não”, “Nunca” e “Sempre” não precisam andar na sua bolsa…o importante é se divertir.

Fico por aqui…boa sorte!

Um gel, dois géis… 12


No meio da tarde de uma quinta-feira lotada de pautas, recebo um email de uma de nossas assessoras:

“Renato, preciso de uma foto que mostre os atores Daniel Dalcin e Mariana Rios mexendo no computador como se estivessem atualizando seus blogs. Dentro do estúdio H existe uma sala com computador, tenta fazer lá. Preciso para hoje, matéria no Extra.

Bjs, JU”

Ok…traduzindo em imagem o que está escrito no texto, aqui está a “sala com computador”:

sala

Uma luminária fluorescente (o tom verde da foto vem de lá) que teimava em aparecer no monitor, paredes brancas e nuas por todos os lados, mesa sem graça no canto e algo que já foi um computador sobre ela. Não é de se estranhar que a sala vivia trancada…

O método “tradicional” sugere que se rebata a luz do flash no teto ou nas paredes, mas isso só iria iluminar algo que eu queria, a todo custo, esconder.

Eu tinha 2 trunfos no colete e estava disposto a usá-los….

Primeiro passo: desligar a luz fluorescente, eliminando o reflexo na tela do monitor e o tom esverdeado. Fácil!

Segundo passo: encontrar a velocidade de obturador que congelava o movimento do canhão de elétrons que varre a tela dos monitores CRT, geralmente algo abaixo dos 1/30s já resolve.

A situação agora era essa:

sala escura

Terceiro passo: Usar os meus trunfos: 2 SB-800, e dois pedaços de gelatinas coloridas, uma laranja e outra vermelha.

Quarto passo: aproveitar a escuridão!

Um dos SB-800 foi parar atrás do monitor, para “soltá-lo” do fundo branco insosso. Estava no modo REMOTE, em manual e a 1/128 da carga total, me garantindo vida longa para as baterias e um tempo rápido de regarga.

O resultado já ficou mais interessante:

com um SB atrás do monitor

Com apenas um flash eu já garanti um contraste melhor na foto, adicionei o gel laranja para diferenciar uma imagem da outra, mantendo a mesma iluminação.

O resultado, com o gel laranja, foi esse:

gel laranja

Note que ao adicionar o gel, houve uma redução na intensidade da luz, isso deve ser levado em consideração em casos específicos, mas nessa situação a perda não fazia tanta diferença para mim.

Hora de preparar a luz dos atores:

O flash atrás do computador estava ajustado para o grupo A e no canal 1, como era bem provável que a potência do segundo SB-800 seria diferente, programei-o para o canal B, assim tinha liberdade para  controlar todos os flashes separadamente.

Pedi ao nosso estagiário Thiago Prado Neris que se sentasse na cadeira no canto esquerdo da foto e deixei o segundo SB na moldura de madeira que apoiava a mesa. Eu queria ver como a sombra gerada iria se comportar.

Thiago

Nossa, que cara de malvado, hein, Thiago? rsrsrs

Esse segundo flash deveria iluminar apenas o rosto dos atores, evitando assim, uma confusão de luzes dentro da foto.

Sempre carrego no meu colete um pedaço de Cine-Foil, um papel alumínio preto fosco que controla rápida e facilmente vazamentos de luz. Envolvi na cabeça do flash e criei, em segundos, um snoot para o SB (que disparava a 1/32 da carga total).

Tudo pronto, era só chamar os atores! A primeira com tempo livre era a Mariana Rios, a Yasmim de “Malhação”.

Thiago agora segurava o flash à direita da câmera, espremido entre a mesa e eu. A foto agora estava assim:

yasmim

A sombra gerada pelo flash caía quase totalmente fora do quadro e o único inconveniente agora era o reflexo do flash embutido da D200 que aparecia no monitor. Poderia facilmente eliminá-lo se pudesse me mexer à vontade pela sala, mas com um tripé humano ao meu lado me impedindo os movimentos, deixei para fazer isso no photoshop.

Uma das fotos já estava feita, agora era esperar pelo outro ator. Enquanto Thiago o chamava, troquei o gel laranja pelo vermelho no flash atrás do monitor.

Ele se sentou e eu cliquei:daniel

Perdi mais tempo preparando as fotos do que clicando, mas a cada dia me surpreendo com as possibilidades que os flashes e um pouco de imaginação são capazes de criar.

Para quem se interessar: a Rosco tem uma amostra de filtros de iluminação que parecem aqueles mostruários de tintas, é gratuito e os pedaços se encaixam com perfeição na cabeça dos flashes, é pedir e se divertir!

Fico por aqui! Boa sorte!

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