Tag commander mode

Um flash, duas luzes. 11

Tinha chegado cedo ao Projac para resolver uns assuntos na internet (me mudei há pouco e estava sem conexão em casa). Toca o telefone do departamento, a ligação era para mim.

-“Oi Renato, aqui é da Arte da novela Caras e Bocas, precisamos de uma ajuda sua…temos que fazer uma foto da atriz que vai representar a personagem da Flávia Alessandra adolescente. Eu tenho uma foto de referência aqui. Você pode nos ajudar?”

-“Tô descendo, me encontra na porta do estúdio…”.

Adeus internet, adeus tempo livre.

A foto de referência era essa:

Flavia Alessandra

Uma reengenharia no processo revela o modo como a foto foi feita: sol como contraluz e um rebatedor no lado esquerdo.

Básico, tranquila de se fazer…

Encontrei a produtora de arte e a atriz, o único que resolveu não aparecer foi o Sol. A produtora sacou: “Tinha que ficar igual à foto, é para um quadro. Sem sol dá para resolver, agora?”

O SB-800 olhou para mim e sorriu. “Dá”.

Pedi um isopor no estúdio enquanto calculava a potência correta do SB, com o flash a 2 metros de distância das costas da atriz, ASA 100, f/4, o valor foi de 1/32 da carga total. Eu aumentei para 1/16 para ganhar um pouco mais da luz que rebatia no isopor.

Posicionei a atriz Thalita Ribeiro na frente de um fundo neutro, nosso estagiário Thiago segurava o flash lá atrás, na distância correta, e a produtora segurava o isopor bem próximo do rosto. O flash estava em “REMOTE”, com o zoom fechado em 105mm, para concentrar o facho de luz bem nos cabelos.

Com a D200 em commander mode, cliquei:

Thalita Ribeiro

Voilá…um sol portátil que não queima o bolso do colete!

Boa sorte!

“Be quick or be dead”… 7

Uma das vantagens do uso dos SB-800/600 é a rapidez com que eles ficam prontos para a “batalha”. Em questão de segundos consegue-se mudar da operação normal para “remote” e vice-versa.

Quando tudo no seu trabalho conspira contra você, velocidade se torna um grande trunfo.

Essa foto é um exemplo bem interessante. No início de toda novela, nós temos a obrigação de retratar todos os atores, seus pares, filhos, foto na vertical, horizontal, bastidores, cenas, viagens..resumindo: tudo que renda bons espaços de divulgação em jornais, revistas e sites. É uma verdadeira campanha de guerra! Lógico que nem sempre é possível, já que a gravação de uma novela obedece a regras típicas de uma linha de montagem, mas quando se fareja uma boa oportunidade, você tem que estar preparado.

Um espaço bem disputado é a coluna do Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”. Aos domingos ele publica o que nós chamamos de “Bonitona”: uma foto de alguma atriz ou apresentadora que esteja fazendo algo de relevante no cenário cultural. Se essa atriz/apresentadora for um belo exemplo do poder da miscigenação brasileira, as chances aumentam consideravelmente.

Era o caso da atriz Lucy Ramos, sem dúvida alguma, uma mulata de traços irretocáveis.

Enquanto fotografava nos estúdios uma cena da nova novela “Paraíso”, vi que poderia tentar a bonitona daquela semana. Esperei a gravação terminar e perguntei se poderia fazer um retrato dela. “Lógico, mas tem que ser rápido porque preciso trocar esse figurino…”. Ela tinha um sorriso desconcertante. O assistente de estúdio me trouxe de volta à Terra com um grito: “Renatão, você tem 5 minutos!!!

Aprenda uma coisa: quando um assistente de estúdio diz “5 minutos”, você dispõe de apenas 2. O tempo voava…

As luzes internas do cenário já haviam sido desligadas, as únicas funcionando eram as que ficavam do lado de fora e simulavam a luz do sol entrando pelas janelas. A parte externa dos cenários não recebe acabamento, logo, a iluminação era rebatida em gigantescas pranchas de madeira crua, resultado: uma luz suave e com um leve tom amarelado, perfeita para a pele da atriz. Pronto! Eu já tinha a minha luz principal.

O problema estava lá atrás, no portão de saída do estúdio: negro como a noite…. Embora eu já namorasse essa porta como elemento de minhas fotos a um certo tempo, não queria que ela se fundisse com o cabelo da atriz. A reprodução no papel jornal iria piorar ainda mais a situação. Solução?Providenciar uma luz de separação!

Tirei o SB-800 da câmera e o coloquei no modo “remote” em menos de 5 segundos, programei a D200 para disparar o flash em TTL mesmo e pedi que o nosso estagiário de fotografia, Thiago Prado Neris, o segurasse atrás da atriz, fazendo um angulo de 45 graus.

Um fundo negro, uma atriz negra com uma blusa branca…hummm…um prato cheio para um erro do fotômetro da câmera, mas nem me preocupei com isso: no ângulo em que ele segurava, qualquer que fosse o “desacerto” do flash, se ele disparasse a +1, 0 ou -1, o resultado seria o mesmo: um brilho proporcionado pelo reflexo da fonte luminosa, uma luz especular. Era isso o que procurava…

A temperatura de cor dos refetores de estúdio é de 3.200 K, o WB da D200 estava ajustado para o mesmo valor, coloquei um gel “full CTO” (aquele “celofane” laranja que vem dentro da caixinha que acompanha o SB-800) para baixar a sua temperatura de cor, acionei o flash embutido e me lembrei de um detalhe importante: em ISO 800 e na distância em que eu me encontrava, mesmo ajustando o flashinho para “–” no commander mode da D200, o pré-flash era captado pelo sensor. Observe essa fora da atriz Luli Muller, feita na mesma lullisituação:  é possível notar uma sombra azulada na porta branca bem atrás dela,  típica de flash na câmera , resultado da falta de gel de correção no buil-in flash.

A luz frontal do flashinho embutido revelava detalhes do rosto que estariam escondidos pela sombra da luz principal, isso era bom, mas o tom azulado eu não teria como corrigir, não havia tempo de recortar um filete de CTO tão pequeno, por mais que houvesse vários rolos de CTO por todo o estúdio…o assistente já se dirigia para onde eu estava fotografando (ele tinha dito 5 minutos, não é?). O Photoshop iria resolver essa parada….

Pedi que ela se virasse para a luz principal, o Thiago levantou o flash, eu fechei o enquadramento da foto na cintura da atriz e cliquei algumas vezes. O primeiro clique ocorreu ás 15:43 h de uma quinta feira, 05/02, o último deles às 15:45 do mesmo dia….um recorde! rsrsrsrs…

O resultado final pode ser visto logo abaixo:

Lucy Ramos

Note como a luz do flashinho embutido “abriu” as sombras do rosto e como a falta de gel deu uma coloração azulada ao brilho dos olhos dela (e em toda a área de sombra do rosto).

Ok, ok, luz caretinha, mas que funciona sempre ( e vamos combinar: EU TINHA 2 MINUTOS!!!rsrsrs )

Ah! se eu emplaquei a “bonitona”?

Dá uma olhada aqui:

http://flickr.com/photos/800asas/3266815326/in/photostream/

Abraços e boa sorte!

Usando um SB-800 em um softbox. 19

Carol ABRE

Sempre que desejava uma luz mais suave ao usar os flashes da Nikon fora da câmera, optava pelas sombrinhas difusoras. Apesar de simularem o comportamento de um hazy-light, não são tão precisas no controle da iluminação quanto um soft-box tradicional.

Estava à procura de um tipo de acessório que permitisse o encaixe de um hazy de estúdio, como os da Mako ou da Atek, mas que fosse rápido de instalar, leve o suficiente para ser carregado em uma pequena bolsa e que tivesse uma aparência profissional, diferente daqueles que parecem fabricados no fundo de um quintal qualquer, com barras de metal retorcidas e porcas e parafusos se soltando a todo instante.

De vez em quando a correria diária não nos permite notar o óbvio, usava o acessório que tanto procurava no estúdio do trabalho e nunca havia percebido que ele se encaixava com perfeição no meu propósito.

A Mako produz um adaptador para octo/soft boxes grandes que funciona como se tivesse sido projetado exclusivamente para os SBs (testei também com um 580 EX II da Canon). A precisão do encaixe é milimétrica e a perda de luz não é tão grande quanto eu pensava. Basta adaptar a sapata que acompanha o SB-800 (AS-19) de um lado e o anel de encaixe do soft-box do outro e o sistema fica pronto para uso em segundos. Veja as fotos abaixo:

mako 1 mako 2

mako 3 mako 4

Utilizei um hazy de 0,80 m X 0,60 m que andava abandonado lá em casa para fotografar a pequena “Menina Maravilha” que ilustra o início desse artigo (não é por que é minha filha,  mas existe algo mais lindo no mundo?rsrsrs). Tive que abrir o diafragma em 1,5 ponto para compensar a perda de luz, mas o resultado é mais do que satisfatório e só aumenta as possibilidades de uso do sistema wireless de flash da Nikon.

O adaptador custa R$ 126,00 (+ 15% de IPI) na fábrica e o anel para o soft box em alumínio sai por R$ 44,00 (sem o IPI, existe também um modelo em plástico reforçado custando R$ 33,00, mas acho o de alumínio mais resistente e durável).

Ainda tive a chance de brincar mais um pouquinho com o sistema, aproveitando a paciência da minha modelo favorita. Veja o resultado abaixo:

Carol

Um SB-800 com um gel full CTO à esquerda da câmera, logo atrás da Carolzinha, fazendo um ângulo de 45 graus com seu lindo rostinho, montado no adaptador com o haze de 80 cm x 60 cm já instalado. Tarde da noite, quase madrugada adentro ( o que ela estava fazendo acordada até essa hora…), e a D200 em “commander mode”  em ISO 100 e f/14!!

Fantásticas as possibilidades, não?

Abraços e boa sorte!

Uma dúvida interessante… 9

Direitos iguais Abre

O último artigo que escrevi aqui ( sobre a calculadora dentro do SB-800) gerou uma dúvida interessante em uma grande amiga e leitora do blog. Como muita gente acha o flash um grande tabu, um assunto esotérico só para iniciados, pedi sua permissão para transcrever seus pensamentos e assim tentar ajudar aqueles que têm as mesmas dificuldades que ela. Espero que gostem e qualquer dúvida é só escrever.

A troca de emails está copiada abaixo ( a dúvida mesmo está em laranja), troquei seu nome para manter o anonimato.

“Oi, Renato,

Eu achei o seu blog MUITO simpático, adorei o título (I love my job…) e o texto com a explicação está bastante claro e bem escrito. Gostei mesmo!

Estou pretendendo testar amanhã, e aí terei mais feedback para te dar, mas a parte da “calculadora” do SB ficou bem clara sim.

No entanto, eu fiquei com algumas dúvidas que antecedem a  isso e talvez sejam bem bobinhas, mas vou falar assim mesmo:

1- Como você chegou aos valores f/5 com 1/40s (para o ISO escolhido de  400)? Usou o fotômetro da câmera como se não fosse usar flash? Ou apenas pensou nesses valores com base em sua experiência própria? Aliás, essa sempre foi uma dúvida minha: usando a D200 com tudo em manual, como estabelecer os valores de abertura e velocidade no caso de uso do flash – como fazer com que o fotômetro dela considere que eu vou usar flash? Esse é o motivo pelo qual sempre optei pelo TTL, e mesmo assim eu ajustava abertura e velocidade no chute…

2- E, se ia usar flash, porque se preocupou em uma velocidade que permitisse segurar a câmera sem uso do tripé??

Desculpe se estou fazendo perguntas pouco inteligentes, mas fiquei empacada aí; acho que seu tiver resposta para como saber a velocidade e abertura que vou usar, consigo seguir a orientação que você deu relacionada à distancia do objeto ao flash para chegar à potência correta. Mas se não souber como chegar a isso, continuo com o problema de ter que experimentar várias aberturas/tempos antes de me decidir…

Será que me fiz entender???

Bjs!

Gertrudes” (nome fictício, rsrsr)



direitos iguaisGertrudes,

Esqueça por alguns instantes que eu irei usar flashes na foto, ok?

Eu estipulei o valor f/5 e usei o fotômetro da câmera para calcular a velocidade correta. Eu usava uma grande angular, sabia que mesmo com aberturas maiores eu ainda teria uma boa profundidade de campo. Era isso que eu desejava, não queria que nenhum integrante da banda saísse fora de foco, ajudei colocando-os em uma linha, quase no mesmo plano.

Eu penso que antes de fazer a foto vc já deve ter uma certeza sobre o que quer mostrar na imagem : foco ou movimento. Nessa, em particular, eu queria foco nos rostos todos contra um fundo ainda com detalhes, mas não muito nítido. Estipulei uma abertura média, poderia ser 5.6, 4, 6.3, mas fixei no f/5.

Congelar o movimento deles era a minha segunda preocupação. Com a abertura já fixada, eu usei o fotômetro para medir a velocidade correta e encontrei o 1/40s, suficiente para congelar leves movimentos. Ajudei pedindo que não se mexessem durante os cliques.

Perfeito, vc tem os dados para a sua foto. Eu cliquei, e o resultado foi uma foto com a exposiçõa perfeita, mas sem nehuma dramaticidade, eram só 4 homens vestidos de preto contra uma parede cinza toda pichada. Fotografávamos às 17 horas de um dia muito nublado, a luz vinha de um gigantesco soft-box no céu, não havia nenhuma sombra nos rostos, nenhuma cor atrativa, nenhum volume, uma certa monotonia…a iluminação natural poderia ser perfeita para um nú, mas não para um retrato de integrantes de uma banda de rock.

Eu poderia ter parado ali e pedido para que eles voltassem em outro dia, quando o sol estivesse presente, fazendo uma luz mais diferenciada…mas eu tinha comigo um par de luzes articiais, relativamente potentes e movidas a bateria, então, por que não usá-las e acabar com aquela foto ali mesmo?

Posicionei uma delas atrás dos caras, para que eles “saltassem” do fundo, era uma luz de separação, e outra na minha lateral esquerda, mais acima da altura da cabeça deles, dando volumes aos rostos graças às sombras agora presentes.

Eu precisava saber em qual intensidade essas luzes deveriam funcionar para não alterar a minha exposição escolhida, f/5 com 1/40 s. A sua câmera não tem idéia que vc está “usando um flash”, mesmo em TTL. Tudo que vc faz quando conecta um à câmera é informá-la que vc deseja alterar o contraste da foto, mas não a sua exposição.

Acho que agora vc já sabe como calcular essa intensidade, o próprio acessório de iluminação informa o valor correto para vc.

Eu cliquei algumas vezes e o resultado foi muito melhor: mais dramaticidade, mais volume nos rostos e mais atenção ao primeiro plano, só que em alguns momentos, as luzes falharam: lá estava a mesma foto corretamente exposta, mas totalmente xoxa….

Use a câmera como se não houvesse flash, faça a exposição que estiver na sua cabeça e depois ilumine artifcialmente as áreas que vc deseja alterar. Os flashes são apenas uma luz a mais que vc joga na foto, elas só precisam ser medidas para se encaixarem na exposição.

Vc poderia colocar mais uma luz direcionada para o fundo, dando um efeito qualquer, ou outra iluminando a parte esquerda da nuca deles, outra em qualquer lugar que te desse vontade, desde que elas estivessem com as intensidades corretas para o seu f/5 inicial. As únicas variáveis que interessam ao seu flash são: a distância que ele está do objeto fotografado e a abertura que vc está utilizando (NG (potência)= abertura x distância).

Só que naquela foto havia uma outra variável que me preocupava: o fundo estava sendo iluminado pela luz natural, que vinha caindo rapidamente. Eu tinha que ser ágil e ir diminuindo a velocidade para conseguir ainda mostrar o fundo, mas em pouco tempo ela alcançaria valores ( 1/4, 1/2, 1s) que não congelariam os leves movimentos dos retratados, o resultado seria uma foto sobreposta com a imagem congelada pelo flash e outra mostrando os borrões de movimento de seus corpos.

Chegaria uma hora em que nem com um tripé eu conseguiria segurar o movimento deles…e tb não queria ficar imobilizado por um tripé em caso de fuga rápida (eu estava com medo de ladrões…rsrsr)

Eu usava flash, mas ainda dependia da luz natural para iluminar grande parte do fundo da minha foto, por isso a preocupação com o tripé. O barato de ter vários flashes é que eu poderia colocar mais um iluminando o fundo e não me preocupar mais com a luz ambiente, já que todas as áreas da foto seriam iluminadas artficialmente, poderia continuar com a câmera na mão até mesmo de noite. Velocidade de obturador não era mais preocupação, poderia colocar 1/250 e mexer à vontade….

Percebe a liberdade que essa possibilidade te dá?

Compliquei demais? tentei ir seguindo uns passos para vc entender que não está colocando um painel de Jumbo 747 no topo da sua câmera, por mais que os fabricantes insistam em afirmar o contrário. Eles são apenas lanternas poderosas, mas controláveis.

Espero ter ajudado…qualquer coisa escreva!

Bjs

Renato


Abraços e boa sorte!

SB-800: um fotômetro interno. 13

sb800 ABRE

Com o sistema CLS (Creative Lighting Sistem) da Nikon, ficou muito mais fácil fazer uma iluminação diferenciada nas fotos. Contar com a possibilidade de posicionar o meu flash fora do topo da câmera tem feito muito pelas minhas imagens.

Eu costumo usar o sistema todo em TTL, devido à correria do trabalho nos estúdios, mas confesso que, quando tenho um pouco mais de tempo, mantenho os flashes no modo manual. Acho mais preciso e fujo de possíveis erros de interpretação do fotômetro da câmera.

Em Manual (M), uma das maiores dificuldades é calcular a carga correta do flash para a abertura e a distância escolhidas. O uso de um fotômetro é inviável porque como todo o sistema é disparado por um pulso de luz inicial, esse pré-flash acaba gerando uma leitura incorreta do aparelho (quando gera leitura).

A solução inicial é fazer uns cliques de teste, ver o resultado no monitor da câmera e ajustar a potência do flash até que se alcance a exposição desejada. Há 3 problemas nisso: perda de tempo, gasto desnecessário de baterias e uma possibilidade nada remota do fotografado pensar que você não tem a menor idéia do que está fazendo.

Há uma forma mais precisa e segura de se fazer esse cálculo sem perder tempo e baterias: usando o próprio SB-800 para informar a carga correta!

Veja a foto abaixo:

Direitos Iguais

Os integrantes da banda de rock Direitos Iguais me chamaram para fazer uma foto para divulgação do trabalho deles. A locação foi a estação da Leopoldina, no centro do Rio, um local lindo, porém, não muito seguro e sem tomadas por perto, logo, uma ótima oportunidade para testar os SBs.

Há um SB-600 como contra-luz, atrás dos integrantes, à minha direita, e outro SB-800 como luz principal, à esquerda.

Como era um final de tarde e o local estava meio deserto, não queria demorar a fotografar. Estipulei a sensibilidade da câmera em ISO 400, para aproveitar melhor a pouca luz natural e dar versatilidade ao flash, e escolhi uma abertura grande o suficiente para garantir uma velocidade de obturador que me permitisse segurar a câmera na mão, sem uso do tripé. No caso desse exemplo, os valores foram f/5 com 1/40s, em ISO 400.

_R2M2908Estipulei que a luz principal estaria a apenas 1,5 m dos integrantes e coloquei um tripé de iluminação nesse ponto. Mudei o SB-800 (ainda na câmera) para o modo manual com carga total e vi que ele me dava uma distância de 6.3m para f/5. Longe demais do que eu planejava.

Bastava, então, ir reduzindo o valor da carga inicial (1/1), (apertando o “-” no botão principal “SEL”) até que o valor da distância chegasse perto do que eu estipulara, 1,5 m.

_R2M2907 Em 1/16 da carga total, a distância de uso do flash é de 1,6 m em f/5. Praticamente na mosca!

Com esse valor em mente, só me restava ajustar os parâmetros do sistema CLS: coloquei os SBs em “remote” nos tripés e programei a função “commander mode” da D200 (e3-> Buil-in Flash-> commander mode) para disparar o SB-800 em manual, em 1/16 da carga. O Sb-600 ficou em TTL mesmo. Pronto! Era só disparar e curtir!

Caso tenha chegado até aqui e não tenha entendido nada, espere só um pouco….Prometo que o próximo artigo será sobre as vantagens e como programar todo o conjunto câmera+flashes para operar no commander mode.

Um abraço e boa sorte!

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