Archive março 2014

High Speed Sync 30

O nome assusta, High Speed Sync,  e para piorar a explicação depende de um conceito levemente nebuloso: a velocidade de sincronismo.

No último post sobre o Domo Difusor eu levei uma chamada wolverínica de Henry Cartier-Bresson, ele mesmo, em um comentário nada sutil sobre minhas deficiências sobre iluminação.

Pensei que Nosso Pai fosse dar uma explicação à altura sobre o tema, mas contentou-se com a trolada mesmo.

O curioso é que me lembrei de uma frase lida na excelente biografia “O Olhar do Século“, escrita por Pierre Assouline, em que o pai do fotojornalismo afirma:

Não se deve  chicotear a água antes de pescar”

Uma clara crítica ao uso do flash na fotografia, mas em compensação já estive em Recife e Cuiabá ( ou em Wadi Rum na Jordânia, com os flashes fotografando a 50 graus na sombra) e pude ver como uma fornalha passando por cima de sua cabeça muda o seu ponto de vista em relação à mítica luz natural.

É fácil perceber que em um país tropical como o nosso a exposição durante a parte mais quente do dia pode chegar facilmente a 1/250s e f/16, é a regra Sunny16 adaptada para um sol muito mais forte.

O problema é que 1/250s é a velocidade de sincronismo de muitas câmeras digitais modernas, ou seja, sem o modo de Sincronização Rápida ( o High Speed Sync do título) presente nos flashes atuais, você teria que se contentar sempre com aberturas muito pequenas toda vez que fosse usar um flash.

Um forte argumento a favor dos “cães” é a capacidade de sincronizar em qualquer velocidade de obturador ( com uma grave perda de potência), mas como a percepção de movimento é controlada pelo obturador, seria possível congelar movimentos rápidos com o uso de velocidades elevadas de obturação e um flash dedicado?

O vídeo abaixo é autoexplicativo, mostra duas fotos, uma feita com f/4 e 1/250s em ISO 100, com um SB-900 (carga 1/64 e 75mm) afastado 1,5m de uma furadeira, essa aqui:

1/250s@f/4, ISO 100

1/250s@f/4, ISO 100

e a segunda foto feita com o mesmo flash em carga total ( zoom de 105mm), a mesma abertura f/4 mas agora a velocidade cravada em 1/8.000s..

1/8.000s@f/4, ISO 100

1/8.000s@f/4, ISO 100

Qual delas vence essa disputa? Uma velocidade maior com flash congela melhor o movimento?

Percebe-se claramente que a imagem com 1/250s congela mais o movimento angular do mandril que a outra, feita com 1/8.000s, mas como isso é possível? e qual a verdadeira vantagem de sincronizar com velocidades altas de obturador?

Comentários são bem vindos e não deixe de visitar a agenda do blog na I LOVE MY WALL, tem cursos excelentes boa por lá..depois não diz que eu não avisei..rs

 

Boa Luz e Boa Sorte!

O Domo Difusor 57

No último post eu mostrei como a sensibilidade do sensor afeta diretamente o alcance da iluminação do flash e como a noção de potência do flash associado ao Número-Guia não correspondia à realidade.

Um dos leitores do blog, Leandro Dias, fez uma pergunta que deu origem a esse novo post ( e obrigado a Liana e Suellen pela realização):

O Número-Guia não é uma verdade absoluta então?

A pergunta certa na hora certa, uma característica dos leitores do blog é justamente a qualidade das perguntas, alguns posts bons vieram delas e dessa vez não será diferente.

Não, Leandro, o número-guia não é fixo ou absoluto, está diretamente associado ao ISO de sua câmera e a posição do zoom da cabeça de flash ( ou ao refletor parabólico no caso de uma tocha de estúdio). Como visto no post passado, variando o ISO o alcance da iluminação também mudava, mas o que acontece quando se varia a posição do zoom?

O vídeo abaixo é um início de resposta, eu o termino com uma pergunta e quem quiser participar é só deixar a resposta nos comentários aqui do blog. Eu menciono um post antigo sobre qualidade de luz no vídeo, aqui está o link para ele, vale a leitura, ajudará na resposta.

 

Boa luz e boa sorte!!

 

 

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