Archive dezembro 2012

Olhavê: O livro 2

Há uma pequena pérola fotográfica esperando por você na livraria mais próxima.

Alexandre Belém conseguiu reunir as 27 entrevistas que fez para o blog Olhavê em um livro delicioso de ler. Eu tive o prazer de estar em São Paulo para o lançamento do livro, durante a inauguração do Madalena Centro de Estudos da Imagem, uma casa pequena para os gigantes que trabalham lá.

Metade do livro foi lido logo depois do evento, num restaurante próximo do hotel, o restante antes de dormir naquela mesma noite. Cheguei no Rio, reli deitado na rede. Há frases, pensamentos e colocações poderosas, que te dão orgulho de exercer a profissão, quando acaba fica aquele gosto de “cade? quero mais”.

Também pudera, olha quem está lá:

Olhavê, o livro

O livro de entrevistas do blog Olhavê

OS ENTREVISTADOS

Adelaide Ivánova, Adriana Zehbrauskas, Alan Marques, Anderson Schneider, Armando Prado, Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Claudi Carreras, Claudio Edinger, Claudio Versiani, Clicio Barroso, Daniel Klajmic, Eder Chiodetto, Geyson Magno, Iatã Cannabrava, Isabel Amado, João Roberto Ripper, João Castilho, Juan Esteves, Milton Guran, Renato Rocha Miranda, Ricardo Corrêa, Rodrigo Braga, Rogério Reis, Rosely Nakagawa, Rui Mendes e Simonetta Persichetti.

Quem curte fotografia, vai visitar São Paulo ou mora na cidade, que tenha o prazer de visitar o CEI e trocar uma idéia ou frequentar os workshops com as feras de lá. Se não curte fotografia, faça a mesma visita e passe a gostar.

Parabéns aos entrevistados, ao Alexandre e Georgia pela coragem da empreitada e a você que se dará um presente mais do que especial nesse Natal: o livro se encontra à venda nas melhores livrarias, físicas ou virtuais, custa R$ 45,00 (+frete) e vale muito mais que isso, só clicar aqui!.

Boa leitura, Boa luz e Boa Sorte!

Luz Dura e Luz Suave 34

Eu sei:

to devendo uma resposta para o último post sobre Numero-Guia, mas um dos leitores deixou uma pergunta excelente nos comentários que rende um novo artigo:

 por que a 9m de distância a luz fica mais dura que a 1m ?”

A resposta pode ser uma pancada em quem gosta de dizer que “não curte a luz do flash” e novamente, mostra que é melhor entender de uma vez como a luz se comporta do que ficar decorando dicas e regras que não respondem nada, apenas descrevem a pergunta com outras palavras.

Dicas como: “Luz dura é aquela que produz sombras bem definidas” ou “Grandes fontes luminosas produzem luz suave, mas a distância em que ela se encontra deve ser levada em consideração, haja vista o Sol, que é a maior fonte luminosa que conhecemos, mas está tão distante de nós que relativamente vira uma fonte pequena, produzindo luz dura como o flash”.

Mesmo que eu colocasse essa definição em uma caixa de texto rosa clarinho com letrinhas brancas bem tenues e borboletinhas e coraçõezinhos amarelos verdejantes, a pergunta do Mario seguiria sem resposta.

São 2 horas da manhã e como não há Sol vou tentar criar um universo particular aqui no estúdio usando como estrela de quinta grandeza um abajur Vagabond feito na China, alimentado por uma poderosa lâmpada eletrônica (igualmente chinesa) de 20W. O corpo celeste que a orbita é um indestrutível SB-600 de 13 bilhões de anos. A fronteira desse mundo singular é um fundo branco de papel.

Como bem mostra a imagem, meu Infinito Universo é bem pequeno:

Luz dura e Luz suave

Meu Sistema Solar de baixo consumo

A distância do objeto ao fundo é de menos de 20 cm e o abajur tem 2,5 vezes o tamanho do flash. Observe o que acontece com a sombra no fundo quando eu aproximo o “Sol” do objeto:

Luz dura e Luz suave

Fonte próxima do objeto

A sombra não está tão definida assim, tem uma área “difusa” nas laterias do flash, vamos dar uma olhada de perto:

Luz dura e Luz suave

Umbra e Penumbra

A sombra do flash está claramente (ops!) dividida em 2 partes, uma delas é a parte mais interna e totalmente escura da sombra, um observador situado nesse trecho vê a fonte luminosa completamente bloqueda pelo objeto, como em um eclipse total.

Essa área recebe o nome de UMBRA ( “sombra” em latim).

Conforme o observador se desloca para os extremos do objeto, passa a ver partes da fonte luminosa que produzirão uma “quase sombra” no fundo, essas áreas de quase sombra recebem o nome de PENUMBRA ( como em “penúltimo” e “península”: quase último e quase ilha).

Lembra daquela definição: “Luz suave é aquela que produz uma transição lenta da área iluminada para a área escura”?

Pois é, essa é a forma longa de se falar “na luz suave, há penumbra“.

Veja o diagrama abaixo, vai ajudar a entender:

diagrama de Umbra e penumbra

Diagrama de umbra, penumbra e antumbra

Consegue imaginar que conforme eu afasto a minha fonte luminosa do objeto, os dois cones de penumbra ( as linhas azuis vindas do Sol no diagrama) vão se fechando? quanto mais distante a fonte estiver, as linhas azuis e vermelhas do gráfico ficarão cada vez mais próximas?

A foto abaixo mostra o que acontece com a sombra no fundo quando eu distancio o abajur dos 10 cm inicias para 8 metros do objeto:

Luz dura e Luz suave

Fonte luminosa distante 8 metros do objeto

A fonte luminosa ficou tão distante ( e relativamente tão pequena) que o objeto bloqueia por completo sua visão.  A área de penumbra sumiu, deixando o fundo marcado somente com a parte interna e mais escura da sombra.

Lembra daquela dica valiosa repetida à exaustão: “Na luz dura a velocidade de transição entre a área iluminada para a de sombra é bem rápida, produzindo contornos bem definidos”?

Luz dura e Luz suave

Luz distante e a umbra resultante

Pois é, é a forma longa de se falar: “na luz dura, não há penumbra”

E repare também como a afastamento da fonte luminosa alterou a distribuição de luz  na foto, na primeira a luz não atinge o todo o fundo como na última imagem…por que será mesmo? :)

Luz dura e Luz suave

distribuição de luz

Deus foi carinhoso ao colocar o último planeta rochoso a 150 milhões de quilômetros do Sol, trocou qualidade de luz pela existência de olhos que pudessem admirá-la.

A luz tem um comportamento envolvente, sedutor e realmente fácil de entender, sei que às vezes umas fórmulas estranhas aparecem para assombrar, mas quanto mais firula se coloca na frente, pior é o resultado. Não existem atalhos.

Boa Luz e Boa Sorte!

 

P.S: Minha vida deu uma mudada boa nesses últimos meses, consegui encontrar o espaço ideal para ministrar workshops, receber outros fotógrafos e manter meu estúdio. Isso é papo para outro post, mas peço que vocês curtam a página que abri no facebook para enviar as atualizações, basta clicar aqui

abraços!

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