Archive fevereiro 2012

Tripés Compactos 50

Todo mês eu recebo inúmeros emails com dúvidas sobre qual modelo de flash portátil se deve comprar, são leitores que ou estão para viajar ou conseguiram importar o equipamento da forma tradicional: pagando 25% a mais pelo teletransporte do produto.

Minha resposta é sempre a mesma: aquele que seu orçamento permitir, mas qualquer que seja o modelo, prepare-se para gastar, pelo menos, cem dólares além do que planejou.

-”Ah não, o cara é meu amigo, sempre compro com ele, a taxa fica menos que isso!”

-”Você quer usar o flash fora da câmera, não é?”, eu pergunto.

-”Sim, estilo Strobist”

Sempre que falam “Estilo Strobist” a conexão cai, é impressionante!

INÍCIO DO MOMENTO:

“QUANTO DO TEU SAL SÃO LÁGRIMAS DE PORTUGAL?

David Hobby é um excelente fotógrafo norte-americano que criou um site chamado Strobist para difundir técnicas de uso do flash fora da câmera. Em inglês fica bem legal também: “off camera flash“. Mas antes mesmo de cunhar o nome do blog, fotógrafos no mundo todo faziam “strobismo” sem nem imaginar que faziam “strobismo“, pois strobist não é uma técnica nova, é apenas o nome de um site, usar o flash fora da câmera é tão antigo quanto o próprio flash.

Não sei se estou ficando velho ou se há uma esquizofrenia generalizada entre fotógrafos tentando usar estrangeirismos inúteis para se destacar da multidão, criando pseudo especializações que sugerem um conhecimento secreto que outros profissionais não tem, como se apenas um nome diferente fosse garantia de fotos melhores e orçamentos maiores.

Aquilo que se vê como resultado é o oposto disso, pois quanto mais nomes criam, mais suas fotos se assemelham: vestidos de noiva e cachoeiras, alianças e casais desfocados, espelhos e noivas se maquiando, pradarias ensolaradas e casais minúsculos e felizes em grande angular, papais beijando barrigões, por-do-sol, praia e namorados olhando para o infinito, grávidas em PB com o nome do rebento em vermelho, crianças à moda Anne Guedes sem a Anne Guedes, HDRs inexplicáveis.

Eu leio o Strobist e tenho certeza que nem o David Hobby deseja que alguém faça “strobismo”..ugh!..a idéia de compartilhar conhecimento não é se fixar em uma técnica, estética ou equipamento, mas fornecer novas ferramentas para melhorar sua criatividade, jamais de repetir clichês fotográficos à exaustão.

Imagine o quanto seria estranho (e limitante) dizer que se quer fazer “Sartorialist” em vez de fotografia de moda (ou de costumes)?

Ao mesmo tempo, na outra ponta do processo, vejo um acirramento de ânimos contra os recém-chegados, a frieza do contato nas redes socias permite questionamentos levianos sobre o motivo de alguém querer ser fotógrafo, sobre qual razão o levou a comprar uma câmera.

Em um “protesto” no Facebook pode se ver uma câmera fotográfica amadora seguida dos dizeres: “Mas porque as pessoas compram uma maquina profissional e saem por aí achando que são fotógrafas?”

Um bom motivo é que elas podem comprar a câmera que desejam, não há nada que as impeça, outra excelente razão é que talvez queiram ser fotógrafas, novamente nada no mundo pode impedí-las e talvez porque não haja outra palavra além de “fotógrafo” para chamar alguém com uma camera fotográfica nas mãos fazendo fotos por aí…

Se as fotos são boas ou não, é uma questão que passa longe do equipamento, mas quanto a ser fotógrafo, qualquer um de nós tem o direito de ser. E qual a eficácia de se ficar sentado na frente do computador compartilhando quadradinho colorido em rede social? Isso vai mudar alguma coisa?

Quer ser valorizado? Faça fotos valiosas.

São campanhas que se dizem à favor da “valorização da Fotografia”, mas com um leve ranço de “eliminação da concorrência”. Como se aqueles que criticam não tiveram, algum dia, as mesmas dúvidas sobre enquadramento, ISO, e fotometria ou os mesmos equipamentos dos criticados.

Como se houvesse uma razão ou motivo para ser fotógrafo, aliás, como se fosse possível definir com exatidão o que é ser FOTÓGRAFO nos dias atuais.

Aos que tentam, meus pêsames: é nessa indefinição que reside toda a nossa glória e força, são nesses “buracos” que a Fotografia se reinventa. Fica a sensação de que cem anos se passaram e não aprendemos nada.

P.S: eu sei, eu sou vidraça também: falar de estrangeirismo é mole com o nome I LOVE MY JOB, né seu Renato?

FIM DO MOMENTO

Uma vez fora da câmera, seu flash vai precisar se apoiar em algo para iluminar corretamente, daí a menção aos cem dólares a mais no orçamento: cada flash novo vai pedir um bom conjunto de tripé + cabeça adaptadora. Conforme seu arsenal for crescendo,  você vai ver que o número de tripés tende a passar o dos flashes, eles acabam servindo também para segurar bandeiras, modificadores, rebatedores, etc..

Ao longo dos WS de Flash Criativo sempre encontrava fotógrafos usando tripés de câmera ou de estúdio como suporte para os flashes. Nada contra os de estúdio, eles foram feitos para isso, porém são maiores e mais pesados, limitando a versatilidade dos flashinhos. Os de câmera é que não são a opção mais sensata, pois como o próprio nome diz, são feitos para segurar câmeras, não flashes: são pesados demais, lentos na montagem e não chegam muito alto.

Eu fiz um pequeno vídeo mostrando os modelos que uso, logo depois eu coloquei uma lista com as características de cada um, espero que curtam:

e aqui vai a lista:

Extensão Tubular 58 da Mako

EXTENSÃO TUBULAR

A extensão tubular ( extension arm) nada mais é do que uma pequena vara de alumínio com tamanhos variados como 25, 35, 55 cm (R$ 22,00 / R$ 25,00 / R$ 28,00) e com conectores nas pontas, permitindo que se monte um tubo maior com o tamanho que quiser. Eu uso muito como se fosse uma girafa pequena com o auxílio de uma cabeça de efeito, ou então em locais onde a montagem de um tripé não é vantajosa, como em casamentos, formaturas e eventos (claro que a cabeça adaptadora está na ponta com um flash). Solte um ou mais assistentes com esses acessórios pelo salão e as possibilidades de iluminação são infinitas. Encontrada na Mako.

 

Manfrotto 5001B

MANFROTTO 5001B

O antigo Manfrotto Nano 001B

o tripé escolhido quando o assunto é viagem. Na verdade não é um tripe, mas uma benção de Deus: pesa 930 g, fechado fica com apenas 49 cm e aguenta 1,5 kg de peso, suficientes para um flash/sombrinha/ haze. Leve como uma pluma e indestrutível como o alumínio, vai cair diversas vezes depois de montado mas fica como novo na sequência. Eu nunca acreditei que ele aguentasse o tranco, hoje ele ri da minha cara todo vez que o uso.

A Manfrotto diz que ele chega só a 1,90 m do chão, mas com uma extensão tubular como a de cima, ele passa fácil dos 2,50 m. Na BH custa cerca de US$ 50, mas aqui beira os R$ 250, quando é encontrado, um bom local para compra é na Lumatek.

Prenda na lateral da mochila e vá para um deserto na Jordãnia e os locais vão achar que estão diante do Boba Fett de Guerra nas Estrelas, o que não deixa de ser charmoso.

Manfrotto 051NB

 

MANFROTTO 051NB

Procurei para ver as especificações aqui para o post mas não encontrei à venda na BH, embora algumas lojas brasileiras ainda o tenham. É uma versão ligeiramente maior e mais pesada que o anterior. Fechado fica com pouco mais de 67 cm e chega aos 2,30m de altura, pesa 1,1 kg e suporta 4 vezes esse valor. É a minha escolha para os trabalhos diários, onde não tenho que me preocupar tanto com um possível tombo do tripé. O preço não varia muito do modelo mais leve, é questão de uso mesmo. Esses modelos já ficam dentro da mochila de iluminação, os anteriores já estão amarrados na mochila de viagem.

Manfrotto 1051BAC / 1052BAC

 

MANFROTTO 1051BAC

Esses são os novos modelos de tripés compactos da Manfrotto, as pernas se fecham no mesmo plano do restante do corpo, o que facilita muito a armazenagem, vários deles podem ser empilhados de uma vez só, pode parecer frescura mas guardar um monte de tripés em uma mochila pode ser sacal no final de um trabalho.

tripés empilhados

Outro detalhe interessante é que eles são amortecidos por uma coluna de ar, como vocês podem ver no vídeo acima. O funcionamento é idêntico ao de um êmbolo, uma coluna de ar segura o deslocamento da coluna central, o que evita a pancada característica quando de esquece de travar as etapas do tripé. Pequenos luxos que não alteraram  signifivativamente o preço final do produto, custa U$ 60,00 na B&H e R$ 250,00 na Lumatek (em 12x nos cartões).

Chegam a 2,0 m (2,30m no mod 1052), pesam 1,0 kg e fechados ficam com 67cm. Os tubos são mais robustos que os dois modelos anteriores, ainda não testei em campo, mas parecem bem resistentes.

Manfrotto Lite Tite

 

É feia como o cão chupando manga, poderia ser mais leve, poderia ter menos alavancas, mas é a peça que vai segurar o seu flash carregado a dois metros do chão, é bom que seja confiável e isso ela é. Você simplesmente rosqueia a sapata do flash  na parte dourada superior e esquece que ela existe. De quebra ainda vem com um encaixe para sombrinha. Não enferruja e foi feita com paquímetros e não no olhômetro, ou seja, as partes se encaixam com perfeição, nada fica se mexendo como em outras cabeças por aí. Sinceramente, não vejo motivos para se economizar nessa compra, essa Lite Tite impressiona.

Comentários são bem vindos!

 

Boa Luz e Boa Sorte!

 

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As modificações foram feitas por Carlos Alberto Ferreira