Archive abril 2009

A Arte Suave. 14

Semana passada eu ouvi o pedido de um amigo:

“Eu queria usar os ensinamentos e as técnicas do Jiu-Jitsu para ajudar pessoas na sua vida pessoal e profissional. Acho que a luta tem muito a ensinar sobre superação de problemas, valorização da auto estima, concentração, alimentação e respeito. Vou fazer um blog onde mostrarei tudo o que eu aprendi até hoje, mostrando também que um lutador não é um irresponsável, muito pelo contrário, é alguém que conhece seus limites e a forma de superá-los. Me ajuda com as fotos?”

Eu conheço o Mauro Verry, ou Maurinho para os íntimos, desde que eu era criança, sua história dá crédito ao seu propósito e chegar aos 50 anos com a disposição de um garoto não é para qualquer um. Ponto para o Jiu-Jitsu.

Quando escutaram a palavra fotos, os cachorros eletrônicos começaram a latir dentro da bolsa e, para ser sincero, não costumo dizer “não” para alguém que amarra seu quimono com uma faixa marrom…rsrsrs.

Coloquei 2 SB-800, 1 SB-600 e 1 SB-80dx no carro e rumei até a academia Pontal Fitness, no Recreio, onde ele treina aqui no Rio de Janeiro.

Encontrei exatamente o que esperava:

ACADEMIA

Atrás de mim e na minha direita, espelhos…na minha esquerda, uma parede branca repleta de acessórios de ginástica, logo acima, luz fluorescente, sobrou o janelão que aparece na foto. Fechei as cortinas para que a luz natural não contaminasse o ambiente e tratei de encontrar uma exposição que eliminasse a presença da luz fluorescente, essa sim, um horror em qualquer caso.

Uma das grandes vantagens de usar uma luz artificial e controlável na sua foto é a possibilidade de estabelecer relações com as outras fontes luminosas. Variando a velocidade do obturador, controla-se a quantidade de luz ambiente e a abertura do diafragma segura a potência do flash. Todo o controle na sua mão, não é mais São Pedro ou a OSRAM que ditam o caminho a seguir, são seus neurônios.

Bem, além de controle, conforto total: quando você imaginou fotografar em ISO 100, f/8 e 1/250 s dentro de uma sala, sem tripé, a qualquer hora do dia? Ponto para os flashes.

Hora se soltar a matilha:

Eu concentrei as fotos no janelão da esquerda (com 3 painéis), era o fundo mais “neutro” que eu poderia usar. Um dos SB-800 ficou na frente, apoiado em um tripé Manfrotto Nano01 com uma sombrinha translúcida, o outro 800 foi para trás, fazendo par com o SB-600, recortando quem fosse fotografado. Sobrou o 80DX, que por não fazer parte do sistema CLS da Nikon, só é usado em uma emergência. Como ele também tem uma fotocélula, pode ser disparado remotamente, mas não pode ser controlado diretamente na câmera.

A idéia era fazer retratos do Mauro, de 2 de seus alunos e de todos juntos. Montei uma disposição que criava uma luz com boa dramaticidade e versátil para qualquer situação.

O esquema pode ser mostrado aqui:

esquema principal

Repare que os dois flashes de trás garantem uma luz de recorte qualquer que seja a posição do “modelo” (na foto, o flash da esquerda não disparou, tinha entrado em stand by), a luz principal, na sombrinha, me dá uma luz suave que pode ser movida conforme o retratado varia a posição do corpo. Com pouco mais de 1 Kg, é fácil e rápido mudar o tripé de lugar. Se tivesse apenas que fotografar o Mauro, teria chegado esse tripé para muito mais perto dele, assim evitava que o fundo fosse iluminado, mas como iria fotografar também um grupo de 3 pessoas, deixei o conjunto pronto para todas as situações. Como o fundo será recortado no PS, não me preocupei muito (mentira, como verão mais abaixo..rsrsr…e só por curiosidade, o fundo da foto que abre esse post é o original, sem tratamento).

Já tinha a exposição que eu queria,  f/8 com 1/250s, bastava encontrar a potência correta dos flashes, distantes 2 metros de onde as pessoas ficariam, o próprio SB-800 é capaz de fazer isso sem sustos: 1/8 da potência total, longa vida para as baterias!

Todos os três flashes estão no canal 1 e no grupo A…eu sei…tem um SB-600 lá atrás que tem um número guia quase 30% menor que seu irmão mais velho, o 800, como ele pode estar no mesmo grupo dos demais?

Bom, NAQUELA posição, ele funciona como uma luz especular, que nada mais é do que um reflexo da fonte luminosa, mesmo em uma potência menor (ou maior), ele gera o mesmo brilho que o flash ao lado. A luz tem seus mistérios…

Tudo pronto, é só fazer a fila:

grupo 1

Nessa foto do grupo, tive que juntar o Mauro, os lutadores Athos Guimarães e Lívia Huber (que saiu da Áustria para treinar no Brasil) bem próximos um do outro para evitar o espaço entre as cortinas, usei um dos painéis como fundo e coloquei uma pequena tira de gel CTO para dar uma aquecida, era só um teste…

A disposição do grupo evitou que a luz da direita chegasse nas costas do Mauro, mas pelo menos ganhei um fundo limpo que não precisava ser recortado no PS.

grupo 2

Não há uma posição mágica que garanta a melhor luz, o que existe é o correto posicionamento dos retratados em relação à luz utilizada, como se pode ver na foto ao lado. Com o esquema de luz definido, só tive que ajustar a posição de cada um na foto para que cada flash fizesse seu trabalho de recorte e preenchimento

Espero que vocês lembrem que um dos flashes ainda estava descansando na bolsa, um SB-80 DX, junto com algumas gelatinas coloridas.

Um fundo cor “branco blargh” é mais do que uma razão para utilizá-lo, é uma ordem!

Iluminando o fundo, garanto contraste de luz e de cor ao mesmo tempo, como mostra o retrato da Lívia, abaixo:

Livia Huber

Você tem todo o direito de não gostar do fundo vermelho e eu tenho o dever de ter possibilidades na minha manga, com apenas outro pedaço de gelatina, eu posso dar o tom que quiser no fundo, como elas são pequenas, muito leves e dobráveis, cabem em qualquer lugar da bolsa. Adicionei um gel azul, em vez do vermelho, no retrato do Mauro, logo abaixo, desta vez com o quimono em vez do terno:

MAURO VERRY2

Eu encontrei um obstáculo pela frente: uma locação onde tinha todas as desculpas para não produzir nenhuma imagem interessante, mas com a ajuda de amigos eletrônicos e outros de carne e osso, muita concentração e gosto pelo que eu faço, consegui reverter a situação em meu favor, exatamente o propósito inicial do Mauro: as técnicas certas podem mudar um mundo…

Fico por aqui, boa sorte!

FAQ sobre o Workshop de Flash 37

FAQ – PERGUNTAS MAIS FREQUENTES.

.Eu não tenho flash, posso participar?

Não acha melhor comprar o flash primeiro e depois tentar participar?

.Eu acabei de sair de um curso de fotografia, posso me inscrever?

Porque não? Se você compreende abertura, velocidade de obturador e exposição básica, já sabe usar um flash…é só praticar!

.Quais os modelos de câmera da Nikon podem ser usados?

Com um SB-800/900 no topo da câmera, qualquer modelo serve. Eles funcionam como master, controlando os flashes externos. Para os modelos digitais com flash incorporado, o sistema CLS funciona a partir da D70 em diante, onde o flash incorporado controla os externos. As novas D3000/5000 não contam com esse sistema, precisam de um flash master no topo da câmera.

.Quais os modelos de flash da Nikon podem ser usados?

Os modelos SB-900 e SB-800 podem funcionar como MASTER e REMOTE, fora da câmera. O SB-600 só serve como REMOTE.

.Eu só tenho o SB-600, o que fazer?

Se sua câmera tem um flash incorporado e for da D70 para cima, ele pode controlar o SB-600, caso contrário, eu te empresto um dos meus SB-800, mas lembre-se de que eu só tenho 3 que funcionam como MASTER…e são 15 participantes…

.Eu tenho um SB-26, que tem fotocélula, dá para participar?

Sim, embora ele não participe do sistema CLS da Nikon, dá para dispará-lo fora da câmera sem problemas. Aliás, qualquer flash antigo da marca com fotocélula incorporada ou externa (avulsa ou um módulo SU-4), podem ser disparados fora da câmera.

.Se tem uma modelo, vamos fazer um ensaio de moda?

Não, ela está lá para nos ajudar, nós vamos fazer fotos com flash.

.Eu posso usar as fotos para o meu portfolio?

Depende da autorização da modelo, mas nunca deu problema. Muitas vezes elas pedem algumas fotos para uso no portfolio delas.

.Os flashes ficarão no TTL o tempo todo?

Não, o TTL é um dos temas abordados, começamos em Manual e depois partimos para o TTL.

. Se chover? Como fazemos?

Nos molhamos um pouco, até procurar uma área coberta, mas normalmente faço o WS em áreas com coberturas próximas.

.Não, eu digo que se chover não teremos Sol…

Isso não é problema para os flashinhos…é aí que eles mostram toda a sua versatilidade.

.Eu não gosto de usar flash, prefiro a luz natural…

Não é questão de gosto, mas de necessidade, não é sempre que tempos a melhor luz a nossa disposição. E conhecimento nunca é demais…aprenda a simular a luz natural ou até mesmo a eliminá-la. Ter um flash e não usá-lo e questão de estilo, não saber usá-lo é limitação e tudo o que sua fotografia não precisa é de limites.

Bom acho que é isso, qualquer duvida é só escrever: renatorochamiranda@gmail.com

twitter: @i_lovemyjob

BOA LUZ E BOA SORTE!

Selvagens cães de guerra. 8

Murilo abre2

Quinta feira, 8 da noite e eu tinha acabado com todas as minhas pautas do dia. Subi para descarregar o material e encontrei o computador sem ninguém…era um bom sinal, dali a meia hora já estaria em casa.

Nosso editor de fotografia, Paulo Marcos, se vira para mim e manda:

“Renato, acho que tem uma foto aqui que você vai adorar fazer, é um retrato do Murilo Benício para a capa do caderno de TV do Jornal Extra.”

“Que bom! Para que dia ela foi marcada?” respondi na inocência.

“Agora! Ele chega em 15 minutos para a noturna…”

Adeus cama quentinha e horas de sono!!

As gravações aconteciam no novo prédio, ainda em obras, do Centro de Pós-Produção do Projac. Enquanto subia as escadas até o set de gravação, vi que um refletor HMI de 20.000 watts despejava toneladas de potência pelas janelas laterais. Normalmente, quando se encontra um bicho grande desses, ele ilumina o fundo de suas fotos.

HMI

Eu alcancei o segundo andar preocupado: salas vazias, cobertas por folhas de fórmica cor de creme, nenhum móvel, paredes nuas e um set de gravação que simulava um hospital…perfeito para eles, terrível para mim. Corri para o corredor e minha observação do parágrafo anterior se confirmou: o refletor produzia um padrão interessante de listras nas paredes e no teto e as fórmicas brancas rebatiam suavemente a luz.

Se não tem solução, solucionado está: a foto seria ali, qualquer luz adicional seria um trabalho fácil para os cachorros eletrônicos que eu trazia no colete: dois SB-800. E eu estava disposto a soltá-los naquele corredor.

Meu amigo fotógrafo Isac Luz já estava fotografando as cenas, usei-o como “stand in” para as fotos, tentando encontrar a melhor posição no corredor.

Isac Luz, posição.

Isac Luz, contra luz.O grafismo das listras podia atrapalhar a visualização da foto, resolvi, então, usar uma luz de separação, para “soltar” o ator do fundo e atrair a atenção para seu rosto. Posicionei um tripé Manfrotto Nano 01 logo atrás da posição correta e calculei a exposição usando um dos SBs: 1/32 da carga total. As baterias agradeciam…

Já tinha quase tudo pronto: uma luz potente o suficiente para me permitir ajustar a sensibilidade da câmera para ISO 400 iluminando o fundo, produzindo um padrão de listras tanto no fundo como no teto e na lateral do corpo do ator. Essa mesma luz era rebatida e produzia uma luz suave que iria iluminar a lateral esquerda do rosto. Outra luz vinha de trás, do SB no tripé, dando um recorte na altura da cabeça do ator. Faltava uma outra luz, “abrindo” as sombras do lado direito do rosto.

Eu não queria que essa luz se espalhasse por todo o canto, contaminando o padrão listrado, usei, então, uma folha de cine-foil para estrangular o facho de luz do flash, concentrando toda a potência apenas no rosto do Murilo.

Com o Isac na mesma posição e a ajuda de um figurante como tripé humano segurando o segundo SB, fiz umas fotos de teste:

Isac, 2 flashes

Perfeito!

O White Balance da câmera está ajustado para 3.200 K, a temperatura de cor padrão dentro dos estúdios, por isso o tom azulado na foto e não era esse o enquadramento final, isso é só um teste.

Um corte mais fechado iria eliminar o reflexo do flash nas laterais e um posicionamento mais baixo daria à foto a dramaticidade que eu procurava. Se eu tenho listras, que sejam mostradas as listras, não há necessidade de mostrar piso, cabos e toda a perna do ator, o padrão que me chamou atenção está lá em cima.

Um detalhe: se eu usasse uma velocidade de obturador muito alta, perderia o padrão tanto no teto como no corpo do fotografado, como mostra a foto acima. A melhor velocidade que eu encontrei foi de 1/80s. Segura o suficiente para segurar a D200 na mão sem tremer.

Era  a vez, agora, do Isac servir de tripé humano enquanto eu fotografava o Murilo, como se pode ver na foto abaixo..rsrsr:

Isac e Murilo

Tudo ajustado, testado, só me restava aproveitar a folga de 15 minutos antes de ele voltar à gravação e clicar de todas as formas possíveis, respeitando o espaço para o título do suplemento na parte de cima das fotos e dos textos na lateral.

Quinta feira, meia noite e eu tinha terminado todas as minhas pautas…graças ao comportamento exemplar de dois cães eletrônicos que topam qualquer parada!!

Boa sorte!

Estúdios pequenos e flashes potentes. 11

A nova grade de programas da Rede Globo estreia dia 13 de Abril. Além das atrações inéditas, algumas mudanças nos programas antigos estão previstas.

No caso do Video Show, o apresentador André Marques vai ter boa companhia: Luigi Baricelli, Ana Furtado, Fiorella Matheis e Geovanna Tominaga vão dividir o espaço como apresentadores/repórteres do programa.

Na semana passada, eu tive a oportunidade de fotografá-los para divulgação na imprensa.

Nosso estúdio no Projac é bem apertado e funciona ao mesmo tempo como uma sala de imprensa, ou seja, temos que dividir o pequeno espaço, cerca de 5m x 4m, com poltronas, mesas, armários, computadores, copiadora e jornalistas à espera.

Em uma das paredes, 4 fundos de TNT estão a nossa disposição: um branco, outro cinza médio, um preto e um vermelho escuro. Os fundos de TNT são uma opção barata porque são laváveis e resistentes, mas apresentam uma textura um pouco irritante: milhares de pequenos círculos em baixo relevo se espalham pela superfície do tecido. Dentro do armário, um bom jogo de luzes: 4 flashes Variolite 804 da Mako, cujo número-guia é 112.

Fiorella Matheis

É uma potência considerável, ainda mais quando usada dentro de um ambiente baixo, pequeno e cercado de paredes claras por todos os lados, é luz para todo canto.

Um dos flashes está posicionado a minha direita, bem próximo do rosto dos atores, a luz é rebatida em uma grande sombrinha branca. Daquela posição, é difícil não encontrar aberturas pequenas no fotômetro, mesmo na menor potência do flash.

Luigi Baricelli

Grande profundidade de campo (a consequência de usar pequenas aberturas) pode ser um problema quando se tem um fundo como o de TNT, cheio de textura e dobras, mesmo quando totalmente esticado. Ter um fundo que distrái a sua atenção é tudo o que você não quer em um retrato.

Todos os atores estão afastados 1,5 m do tecido cinza, distância que permite que a luz do flash ainda contamine o fundo, revelando detalhes que eu queria esconder.

André Marques O meu assistente fez uma pergunta interessante:

- ”Por que não afastamos o flash? Assim teríamos que usar aberturas maiores, desfocando o fundo?”

A resposta é simples: com o fotografado fixo na posição, ao se afastar a fonte luminosa, troca-se potência por abrangência. Eu teria menor profundidade de campo, mas iluminaria ainda mais o fundo…

Esse é um dos desdobramentos da fórmula matemática que diz que a intensidade luminosa varia com o inverso do quadrado da distância (I= 1/d*2), outra consequência é o fato de você estar vivo lendo esse artigo, mas isso é um bom assunto para outro post…

Ana FurtadoBom, se o problema está na luz revelando detalhes irritantes de um tecido, porque não deixar que a própria luz resolva a situação?

Eu adicionei mais uma flash voltado para o fundo, desta vez com uma colméia adaptada em uma panela pequena, concentrando o facho luminoso bem atrás dos atores, ele está ajustado para uma superexposição de 1 ponto em relação à luz principal.

Essa configuração me trazia várias vantagens: limpava os “furinhos” incomodos do TNT com a superexposição, aproveitava as dobras do tecido criando uma dispersão não uniforme da luz e ainda gerava uma separação clara entre retratado e fundo.Geovanna Tominaga

Geralmente, o que torna uma foto interessante é a forma como você resolveu vencer os problemas que ela te apresenta: você pode esconder nas sombras ou lavar com luz.

Meu assistente fez outra pergunta:

-“Por que não usamos o fundo preto?”….rsrsrsrs

Abraços. Boa sorte

Dica rápida: use o primeiro plano. 3

O mundo em que vivemos tem três dimensões, o mundo que fotografamos tem apenas duas: comprimento e largura, de uma folha de papel ou de uma tela de computador.

O uso da perspectiva, um enquadramento estudado e, mais dramaticamente, uma iluminação bem posicionada podem te ajudar a passar a mensagem correta nas suas fotos.

Compreender o comportamento da luz requer muito estudo e treino, mas algumas dicas podem te ajudar rapidamente a tirar proveito dos outros dois elementos, a perspectiva e a composição das fotos.

O Projac é visitado diariamente por dezenas de pessoas que, inevitavelmente, param em pontos específicos para fazer aquelas fotos de “lembrança”.

Recentemente acompanhei o produtor Everton Mesquita em um passeio rápido pelo estúdio “B”, onde a novela PARAÍSO é gravada. Quando saímos, ele sacou a câmera do bolso e me pediu: “Renato, faz uma foto ali perto daquele banner?” e se encaminhou para bem perto do outdoor usado para indicar a produção que está sendo gravada no momento. Eu brinquei com ele: “essa foto vai virar um post no meu blog!”.

A foto, do jeito que ele queria fazer, está mostrada abaixo:

Everton

Eu aposto que qualquer um conhece ou tem fotos assim, com um elemento gigantesco (um ponto turístico, uma formação geológica, um grafite na parede, e por aí vai…) bem próximo de uma figura humana praticamente irreconhecível. Pior: todos os planos da imagem estão achatados em um só, eliminando por completo a sensação de profundidade na foto.

Uma boa saída é estabeler um ponto de “ancoragem”, obrigando seu olho a percorrer todos os planos da imagem.

Como o outdoor é fixo, o único jeito foi mover a pessoa, não há necessidade de fotografá-la de corpo inteiro, mostrando todas as peças de roupa e deixando seu rosto menor que um grão de arroz.

Agora, aqui está a foto do Everton visitando o estúdio de Paraíso:

Everton

Claramente percebe-se a diferença, não?

Como ele está mais perto da câmera, deixei-o em uma distância confortável para o uso de um flash de preenchimento, melhorando a iluminação do rosto. Na posição anterior, o flash não traria resultado algum.

As duas fotos foram feitas da mesma posição, foi só pedir que ele se aproximasse um pouco mais.

Uma foto vale mais que mil palavras, em alguns casos, poucas palavras valorizam mil imagens: “chega mais perto!”

Boa sorte!

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