Category SB-800

O Domo Difusor e o Flash Rebatido 13

No último vídeo sobre o domo difusor eu mostrei como uma foto com ele era rigorosamente igual, em qualidade de luz, a outra sem o domo e que, para piorar, ele ainda diminuía a o numero guia do flash, limitando o alcance da iluminação.

A resposta é simples: se o domo, que tem o mesmo tamanho e está na mesma distância do flash conseguisse difundir a luz então a cabeça do flash também conseguiria.Para uma luz difusa, uma fonte extensa deve ser usada muito próxima do motivo.

O sol é um exemplo perfeito: é 330 mil vezes maior que a Terra, mas seus 150 milhões de quilômetros de distância o deixam tão pequeno que sua luz é idêntica a de um simples flash.


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Eu terminei o vídeo com a pergunta: se o domo não difunde a luz, para que ele serve?

A resposta pode ser encontrada observando o seu ( não o seu, o do flash) comportamento quando o domo é acoplado.

Minha câmera está em ISO 100, abertura f/8, velocidade de 1/250s e o flash em carga total e cabeça ajustada para 50mm, o alcance mostrado é de 3,7 m, quando acoplado, o domo diminui o alcance consideravelmente para 1,5 m e a cabeça permanece fixa em 14mm.

A física explica: quando a luz de uma fonte luminosa pontual se espalha em várias direções, o alcance é muito menor do que quando a mesma luz se concentra em uma direção apenas.

O que o domo está tentando fazer com o flash é espalhar sua luz em toda direção possível, na esperança que ela encontre um teto ou uma parede próxima ( bem próxima) e branca ( bem branca) para que sua luz rebata em uma superfície grande e assim fique difusa.

Não é o domo que difunde, mas qualquer coisa gigante que esteja próxima do flash, o domo está transformando seu flash em uma lâmpada!

Sim, uma lampâda, um bulbo, igual a essa que vc tem no teto de sua casa. Mas já tentou expor uma foto usando essa luz?

Tem que subir o ISO para níveis degradantes de imagem, usar aberturas grandes e velocidades lentas…

Com o flash, seu ambiente é inundado com tanta “massa de luz” que sua câmera pode ser operada em ISOs baixos, aberturas médias e velocidades altas, tudo que vc precisa para ter uma imagem minimamente decente sem ter que depender de câmeras caras ou lentes claras.
Já viu que usar o domo em ambiente externos, sem paredes ou tetos por perto é pura perda de tempo né?

E como o domo sempre estrangula o facho luminoso, seu flash está trabalhando abaixo do que ele poderia render se não estivesse usando ele.
Com a facilidade de operação dos flashes em modo remoto, ficar rebatendo a luz em parede ou teto é a opção mais estúpida que você pode escolher, por algumas razões:

1- Quem rebate não ilumina, clareia!

Rebater distancia o seu flash do assunto, o que vai alterar drasticamente a forma como a luz se distribui na foto.
2- Com a cabeça fora da posição original, o flash deixa de informar o alcance da iluminação.

Há um painel de Jumbo 747 fazendo todas as contas na velocidade da luz e, deliberadamente, você escolhe voar à noite no visual só porque um bando de gente faz igual.

Você gasta quase 500 dólares por um microprocessador preciso e acha bonito dispensá-lo e ficar chutando possibilidades.
3- Uma luz suave vindo de “pino” é tão ruim quanto uma luz dura vindo de frente. O fato de ser suave, não significa que é bonito.

A idéia de que um “flashão na cara” é péssimo vem de fotos mal feitas com flash, feitas por fotógrafos que não tinham a menor idéia do que estavam fazendo e resolveram levantar o flash para quebrar o pancadão mal calculado de luz que fritava o rosto da pessoa, e passaram a repetir esse procedimento simplesmente porque deu certo uma vez.

Também dá certo quando é bem usado. Posso te mostrar bilhões de fotos estouradas feitas com luz natural e nem por isso se ouve: “argh!, detesto luz natural, chapa demais”

4- Nem sempre há paredes brancas e baixas disponíveis.

Rezar para que a locação tenha as condições perfeitas para uma boa foto é contar demais com a sorte e se colocar em desvantagem desnecessariamente.

Seu flash pode criar uma bela imagem em qualquer locação, a qualquer hora do dia, com qualquer luz imaginável.

5- Porque tirar o flash da câmera é mais divertido que rebater

Vou ficando por aqui!

Inscreva-se no canal, siga-me no instagram ou no facebook, email: renatorochamiranda@gmail.com e leia mais posts interessantes sobre iluminação e flash no I LOVE MY JOB.
Boa luz e boa sorte!

Fotografia de Gestantes no Criadouro 2

Anota na agenda!

Sábado, dia 8 de Fevereiro, de 9h às 18h, tem a segunda edição do Curso de Fotografia de Gestante com a fotógrafa paulista Fernanda Giarato.

No final de 2013 ela esteve pela primeira vez no Criadouro e o curso foi um sucesso!

participantes praticam com a modelo

participantes praticam com a modelo

Turma cheia, duas gestantes como modelos e a Fernanda soube explorar todas as possibilidades de iluminação natural da casa, criando fotos incríveis.

Há dois álbuns de fotos no facebook, ficou bem legal o resultado, clique aqui  e aqui para ver! Vale a pena, agora com novos jardins e outros cantinhos fotográficos o curso promete!

A idéia é mostrar todo o processo, desde o primeiro contato com a grávida, contratos, iluminação natural, produção, poses, direção, tratamento e montagem do álbum, para quem está começando ou tem dúvidas de como entrar nesse ramo, é uma oportunidade excelente

A turma é pequena, novamente teremos duas grávidas para fotografar e o investimento pode ser parcelado em até 18x diretamente no aplicativo Facileme dentro da página do Criadouro, clique no link abaixo para mais informações:

https://www.facileme.com.br/app/p/312110

Galera prestando atenção

Galera prestando atenção

Para quem mora fora do Rio, o Criadouro tem parceria com três pousadas/hotéis distantes 5 minutos do estúdio, cujas diárias começam em R$ 70,00, mande um email ou comentário que indico os links.

É isso, espero vocês aqui! ( e em breve: curso de Diagramação e Iluminação Profissional no Criadouro, em Março! Aguardem!

Fotógrafos são pessoas felizes!

Fotógrafos são pessoas felizes!

 

Boa Luz e Boa Sorte!

 

 

 

 

Da Noite para o Dia 28

Vou demorar mais tempo para escrever esse artigo que fazer a foto que o originou, mas vamos lá, eu estava com saudades de escrever aqui!

Passei o dia de Domingo, 14 de abril, testando as possbilidades do estúdio que estou montando no Criadouro, chamei a minha equipe, a modelo Luana Nasck e montamos algumas situações interessantes de foto.

A casa tem janelões e portas amplas, proporcionando uma iluminação natural muito boa, com o sol que faz aqui no Rio de Janeiro a chance de se ter boa luz é quase certa. Quase.

Naquele domingo, chovia canivetes.

A luz caiu rapidamente e uma das produções pedia um dia ensolarado entrando pelas janelas: uma pin-up estilizada fotografada na chuva e quase sem luz não pegava bem.

Já estava escuro quando a Luana ficou pronta e se você é daqueles românticos que adora dizer que só fotografa com iluminação natural, teria que se contentar com isso:

corredor sem flash

ISO 6.400, f/4@1/100s

 

Sensacional né? Câmera em ISO 6.400, objetiva em f/4 e velocidade de obturador em 1/100s.

Por mais que o algoritmo anti-ruído de sua câmera seja eficiente, a imagem já surge degradada.

Ah, claro! Você pode rebater o flash, tanta parede e teto brancos devem ajudar:

ISO 6.400, f/4@1/100s

Sábia decisão: clarear ainda mais algo que já estava ruim, a exposiçao não mudou nada, o flash só realçou detalhes que se queria esconder e a qualidade da imagem continua na sarjeta.

Você começa a empacotar as coisas e pede uma pizza de presunto para apaziguar os ânimos do pessoal e de repente dois latidos ecoam no corredor:  são dois SB-800 carregando filtros CTO voando escada abaixo!!

Bons garotos! A pizza vai ficar para depois..

Um deles foi correndo para fora da porta, exatamente onde a tampa do ar condicionado foi estrategicamente retirada ( para que radio-flashes, não é mesmo? rs).

O próximo passo foi aniquilar a iluminação local, reduzindo a sensibilidade do sensor para ISO 100, mantendo o f/4 e usando uma velocidade de 1/250s.

Por que essa exposição? Porque eu quero, não dependo mais da iluminação local, posso escolher onde, quanto e como usar a iluminação que eu quiser.

Programei esse flash para REMOTE no canal 1 e no grupo A, coloquei uma sombrinha difusora e ajustei o commander mode da D800 para TTL, o resultado é esse:

ISO 100, f/4@1/250, flash remoto fora da porta

Opa! As coisas começaram a mudar, para melhor, mas eu ainda queria um tom mais quente na foto, então coloquei um gel CTO – aquele filtro laranja que acompanha o seu flash – para reduzir a temperatura de cor do flash (para entender de uma vez por todas o que é White Balance, clique aqui)

Veja a diferença no resultado:

ISO 100, f/4@1/250s, flash fora com CTO

 

Estamos chegando lá! Agora tinha o tom que queria na imagem, resolvi colocar outro SB-800 com o mesmo CTO na parte de cima da escada, funcionando como um contra-luz para a Luana, no mesmo grupo A e canal 1, ambos funcionando em TTL. O resultado final pode ser visto abaixo:

E aí São Pedro, tudo bem?

Não se esqueça: eram 8 horas da noite, um breu total e chovia muito lá fora, apenas dois flashes fora de fabricação e com sombrinhas de R$ 50 foram usadas na foto.

Eu sei que te fizeram acreditar que fotos boas só são possíveis em horas mágicas e com acessórios caríssimos, mas isso não é verdade, você já nasceu com o melhor equipamento. Use-o!

P.S: como os flashes já estavam prontos, a pizza ficou fria..rsr, veja o que rolou mais tarde:

Luana no Criadouro, ISO 100, f/4@ 1/250s

 

Luana no Criadouro, 4 Sbs

Mande um email para renatorochamiranda@gmail.com e venha fazer sua foto conosco! Estou te esperando!

Boa Luz e Boa Sorte!

Nasce o Criadouro 4

Desde que eu comecei a ministrar os cursos de Flash Criativo (e lá se vão 4 bons anos) a idéia de ter um local onde pudesse controlar todos os detalhes do jeito que eu queria vinha crescendo na minha cabeça. Na verdade a vontade era maior que isso.

Ter meu estúdio fotográfico, fazer meus cursos e também receber fotógrafos e gente ligada à fotografia, mais ou menos como fazia nas twitcams, só que com mais conforto e qualidade. Um local dedicado não só a produção de imagens, mas a uma forma diferente de encarar a vida.

Acho que meu amigo Roney Belhassof conseguiu definir com perfeição:

um espaço para o encontro de mentes corajosas, corações criativos e braços incansáveis.

Braços incansáveis foi bom incluir porque eu não paro de trabalhar aqui..rs

O espaço surgiu em Novembro de 2012, exatamente no dia do meu aniversário, mais uma das inúmeras coincidências (que não são coincidências) que me acompanham desde a entrada aqui no Criadouro.

A escolha do nome reforça a vocação do local: “um local que aceita nutrição, permite o desenvolvimento”. É isso que busco aqui.

Ainda em Novembro tive a chance de inaugurar o Criadouro realizando 2 workshops de flash, sendo um durante a semana. Foi muito bom, deu para ver onde posso melhorar e como a idéia funciona bem na prática, as imagens dos participantes ficaram incríveis.

Um bom exemplo é o da Tatiana fotografando a Laura, uma das 3 artistas de circo que trabalharam junto conosco. Eram 2 da tarde, em uma área aberta da casa, olha como ficou!

Criadouro Carioca

Tatiana Schmidt fotografando em sincronia de alta velocidade de obturador. Modelo: Laura Faleiros

e a idéia é manter a simplicidade, criei uma página no Facebook e peço que vocês a curtam para receber as atualizações e novidades, o endereço é esse aqui:

www.facebook.com/CriadouroCarioca

( atualização 1: são 2:45 h da manhã, eu estou escrevendo, escrevendo e nao falei o principal, o Criadouro está na Barra, no Itanhangá, o endereço com o mapa está na página, é fácil chegar!)

e 2013 promete, começou bem: agora em janeiro tem um novo curso de introdução à Fotografia, voltado para quem quer aprender a fotografar, ministrado também por mim, é o Camera Magna.

As aulas são na parte da manhã ou em um intensivo durante o fim de semana:

Curso de Fotografia Camera Magna

Curso de introdução à fotografia

 

e agora em primeira mão vem a melhor das surpresas!

Em fevereiro o curso “Bem Querer” sobre Fotografia Documental Humanista com João Roberto Ripper, um dos mais respeitados fotógrafos do Brasil:

João Roberto Ripper

Todos os cursos podem ser parcelados em até 12x nos cartões diretamente na I LOVE MY WALL e qualquer dúvida é só escrever para o meu email: renatorochamiranda@gmail.com

Deixo aqui novamente o convite para vocês curtirem a página do Criadouro Carioca e esperem por mais novidades, tem coisa muito boa aparecendo em breve!

Excelente 2013 para todos, repleto de realizações e saúde em abundância!

Boa Luz e Boa Sorte!

 

 

Luz Dura e Luz Suave 34

Eu sei:

to devendo uma resposta para o último post sobre Numero-Guia, mas um dos leitores deixou uma pergunta excelente nos comentários que rende um novo artigo:

 por que a 9m de distância a luz fica mais dura que a 1m ?”

A resposta pode ser uma pancada em quem gosta de dizer que “não curte a luz do flash” e novamente, mostra que é melhor entender de uma vez como a luz se comporta do que ficar decorando dicas e regras que não respondem nada, apenas descrevem a pergunta com outras palavras.

Dicas como: “Luz dura é aquela que produz sombras bem definidas” ou “Grandes fontes luminosas produzem luz suave, mas a distância em que ela se encontra deve ser levada em consideração, haja vista o Sol, que é a maior fonte luminosa que conhecemos, mas está tão distante de nós que relativamente vira uma fonte pequena, produzindo luz dura como o flash”.

Mesmo que eu colocasse essa definição em uma caixa de texto rosa clarinho com letrinhas brancas bem tenues e borboletinhas e coraçõezinhos amarelos verdejantes, a pergunta do Mario seguiria sem resposta.

São 2 horas da manhã e como não há Sol vou tentar criar um universo particular aqui no estúdio usando como estrela de quinta grandeza um abajur Vagabond feito na China, alimentado por uma poderosa lâmpada eletrônica (igualmente chinesa) de 20W. O corpo celeste que a orbita é um indestrutível SB-600 de 13 bilhões de anos. A fronteira desse mundo singular é um fundo branco de papel.

Como bem mostra a imagem, meu Infinito Universo é bem pequeno:

Luz dura e Luz suave

Meu Sistema Solar de baixo consumo

A distância do objeto ao fundo é de menos de 20 cm e o abajur tem 2,5 vezes o tamanho do flash. Observe o que acontece com a sombra no fundo quando eu aproximo o “Sol” do objeto:

Luz dura e Luz suave

Fonte próxima do objeto

A sombra não está tão definida assim, tem uma área “difusa” nas laterias do flash, vamos dar uma olhada de perto:

Luz dura e Luz suave

Umbra e Penumbra

A sombra do flash está claramente (ops!) dividida em 2 partes, uma delas é a parte mais interna e totalmente escura da sombra, um observador situado nesse trecho vê a fonte luminosa completamente bloqueda pelo objeto, como em um eclipse total.

Essa área recebe o nome de UMBRA ( “sombra” em latim).

Conforme o observador se desloca para os extremos do objeto, passa a ver partes da fonte luminosa que produzirão uma “quase sombra” no fundo, essas áreas de quase sombra recebem o nome de PENUMBRA ( como em “penúltimo” e “península”: quase último e quase ilha).

Lembra daquela definição: “Luz suave é aquela que produz uma transição lenta da área iluminada para a área escura”?

Pois é, essa é a forma longa de se falar “na luz suave, há penumbra“.

Veja o diagrama abaixo, vai ajudar a entender:

diagrama de Umbra e penumbra

Diagrama de umbra, penumbra e antumbra

Consegue imaginar que conforme eu afasto a minha fonte luminosa do objeto, os dois cones de penumbra ( as linhas azuis vindas do Sol no diagrama) vão se fechando? quanto mais distante a fonte estiver, as linhas azuis e vermelhas do gráfico ficarão cada vez mais próximas?

A foto abaixo mostra o que acontece com a sombra no fundo quando eu distancio o abajur dos 10 cm inicias para 8 metros do objeto:

Luz dura e Luz suave

Fonte luminosa distante 8 metros do objeto

A fonte luminosa ficou tão distante ( e relativamente tão pequena) que o objeto bloqueia por completo sua visão.  A área de penumbra sumiu, deixando o fundo marcado somente com a parte interna e mais escura da sombra.

Lembra daquela dica valiosa repetida à exaustão: “Na luz dura a velocidade de transição entre a área iluminada para a de sombra é bem rápida, produzindo contornos bem definidos”?

Luz dura e Luz suave

Luz distante e a umbra resultante

Pois é, é a forma longa de se falar: “na luz dura, não há penumbra”

E repare também como a afastamento da fonte luminosa alterou a distribuição de luz  na foto, na primeira a luz não atinge o todo o fundo como na última imagem…por que será mesmo? :)

Luz dura e Luz suave

distribuição de luz

Deus foi carinhoso ao colocar o último planeta rochoso a 150 milhões de quilômetros do Sol, trocou qualidade de luz pela existência de olhos que pudessem admirá-la.

A luz tem um comportamento envolvente, sedutor e realmente fácil de entender, sei que às vezes umas fórmulas estranhas aparecem para assombrar, mas quanto mais firula se coloca na frente, pior é o resultado. Não existem atalhos.

Boa Luz e Boa Sorte!

 

P.S: Minha vida deu uma mudada boa nesses últimos meses, consegui encontrar o espaço ideal para ministrar workshops, receber outros fotógrafos e manter meu estúdio. Isso é papo para outro post, mas peço que vocês curtam a página que abri no facebook para enviar as atualizações, basta clicar aqui

abraços!

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