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“Olhe nos olhos, quero ver o que você diz” 18

(para quem chegou aqui agora: esse post é uma continuação do artigo anterior, O Código Da Vinci, que vale a leitura, rsrsr).

Eu preciso aprovar os comentários antes que eles apareçam no post, peço um pouco de paciência porque tenho que fazer isso no tempo livre (tempo livre? o que é isso mesmo?? rsrsrs), mas todos são aprovados em ordem cronológica, não se preocupem.

Muitos disseram que o que gera aquele brilho no queixo da Cecília é a luz rebatendo no ferret branco e no colo da modelo. Vocês são rápidos….mas como uma luz rebatida pode brilhar se ela está em menor intensidade do que a principal? Não é uma luz de “preenchimento”?

Olhem a foto abaixo:

Lulli Muller, atriz

Como no quadro de Da Vinci, só há uma luz na cena e também uso um rebatedor para iluminar o rosto (não olhem para esses olhos por muito tempo, são de se apaixonar) da Lulli. Por que o rosto dela não está brilhando?

E lá está o maldito filete no contorno do rosto….mas esse é fácil de explicar: como estou expondo a cena pela intensidade da luz rebatida no rosto é normal que a luz do Sol “estoure”  e brilhe no contorno da face.

Então aqui vai uma provocação luminosa:

uma porta na esquerda, uma janela na direita e um buraco no telhado

Esse retrato foi feito dentro de um barraco durante as gravações da novela “Duas Caras”no Recife. Há um buraco no telhado que permite que a luz do sol atinja o rosto do pequeno ator. Lá fora uma parede branca reflete a luz solar através de uma porta na esquerda e uma janela na direita da foto, ou seja, a exposição da foto foi feita pela luz do Sol no rosto do moleque, ela está em uma intensidade maior do que a luz rebatida.

Como essa luz rebatida consegue brilhar mais do que a luz pricipal?

“it’s all right, it’s allright, she moves in mysterious ways…”

Obrigado pela participação!

Boa luz e boa sorte!!

(lembrem-se: respostas para o mistério nos comentários do post anterior, tá valendo uma camiseta!!)

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18 comentários para esse post

  1. Pepe Mélega disse:

    Crie luz especular com o rebatedor. Abs

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  2. Samuel disse:

    Renato,

    Coisa excelente foi essa análise do quadro do gde Leonardo, me motivou a procurar outras obras do mestre e estudar o “comportamento” da luz…
    Meu palpite sobre o quadro é que Leonardo poderia ter simulado o uso de um espelho para rebater a luz na mesma intensidade que a fonte natural.

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  3. René disse:

    Olá Renatão!

    Tenho que dar o braço a torcer que queimei alguns neurônios para responder. Não sei se estou correto também.

    Imagino que pode ser a proximidade dessa parede branca, que se estiver muito próxima ilumina mais, e longe ilumina menos. Mesma coisa da janela.

    A área da parede é importante também! Um grande rebatedor reflitirá uma grande porção de luz.

    Mas além disso, imagino que seja as diferenças de diafragma. Ao definir o difragma na luz principal, essa luz auxiliar rebatida pode ficar mais clara ou escura, dependendo da relação com a luz principal.

    Bom, acabaram-se as minhas idéias!

    Abraços!

    René.

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  4. Paulo Machado disse:

    É uma luz especular, gerada pelo angulo de incidencia da luz na região. A luz vindo tanto da janela quanto da porta mesmo tendo “potência” menor gera um brilho maior nas bordas por concentrar os raios de luz em uma única região, desta forma ela parece mais forte, mas nada mais é do que uma luz concentrada pelo angulo da superficie onde está repletindo.

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    Zé Paulo Cardeal Reply:

    @Paulo Machado, Eu ia responder isso, mas o Paulo Machado foi mais rápido. Não tenho complementos a fazer na resposta dele, que foi bastante exata. Pode não parecer, mas a beleza também contém exatidão.

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  5. Ola Renato,

    Pelo pouco conhecimento que tenho em relação a fotografia e a captação de luz, acredito que a luz rebatida seja mais forte porque no caso a luz que chega ao modelo pelo buraco do teto passa por um “filtro” , esse entre aspas, uma vez que não tem nada entre o buraco e o modelo, e sim pela difração que a luz faz ao passar pelo buraco, e a luz rebatida, que vem da parede branca, chega ao modelo diretamente, sem difração.

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  6. Willian Silveira disse:

    Se um espelho pequeno fosse colocado na posição correta ou um ‘furo’ na parede/teto, essa ‘interferência’ não funcionaria como um snoot? Afunilaria e direcionava a luz para um ponto específico…. será?

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  7. Luz Especular? rs…Mas o que é Luz Especular? Estou adorando a discussão? Tem mais texto Renatão? Mais uma vez parabéns e um forte abraço!!! ;)

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  8. [...] This post was mentioned on Twitter by clicio barroso filho, Olicio Pelosi, Reinaldo Almeida , Renato Rocha Miranda, Renato Rocha Miranda and others. Renato Rocha Miranda said: @patfig provocando: http://migre.me/qRWU [...]

  9. andre disse:

    cada vez mais interessante, vai dar “pano pra manga” hehe…

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  10. Renato Costa disse:

    Muito legal o post (e o blog!), abaixo, os meus comentários sobre o tema.

    Conforme os colegas explicaram acima, esse filete de luz na lateral do rosto do menino é uma reflexão especular.
    A reflexão especular é a reflexão típica do espelho,
    que um raio de luz de uma direção específica é refletido para uma outra direção específica (com ângulos iguais de chegada/partida).
    Superfícies com alto grau de reflectividade produzem reflexões especulares com facilidade.
    Os vidros, metais polidos e, no nosso caso, os olhos, tem elevado grau de reflectividade, isso explica o brilho causado pelo rebatedor nos olhos da modelo, é uma reflexão especular.
    A pele humana tem grau de reflectividade baixo, porém essa característica é aumentada na presença de suor/óleos ou diminuída com um pó de maquiagem, por exemplo.

    Na foto acima, o rosto do menino está com suor (aumentando a sua reflectividade), desta forma, algumas partes do rosto do menino (que formam o ângulo correto entre a parede e a câmera) refletem (especularmente) a luz da parede branca, iluminada pelo sol, para a câmera.

    ufa, acabou… :-)

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  11. Léo Neves disse:

    Grande Renatão com certeza Leonardo foi o primeiro fotógrafo de que temos notícia, só que ao invés de usar CCD, CMOS ou haleatos de prata ele usava pincel, por isso existe tanta vida nas imagens criadas por ele. Bem na minha opinião é a luz de preenchimento no caso aquele filete de luz no queixo foi criado pela distância da modelo em relação a luz de preenchimento no nosso caso nós usamos os flashs controlando a potência para chegarmos ao resultado esperado, já Leonardo aproximava a modelo para mais perto ou mais longe de suas fontes luminosas trazendo para as pinturas o tipo de luz que lhe dava maior dimensão e plasticidade a pintura! Ou seja é a mesma coisa dos nossos flashs só que nós controlamos a potência em relação ao objeto fotografado ele controlava a distância do objeto da fonte luminosa.

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  12. Martin Winter disse:

    Provavelmente Da Vinci também usava uma câmera (escura) para registrar o desenho da cena para, posteriormente, colori-la com o pincel.

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  13. Acredito que a luz principal esteja sendo “amenizada” por um difusor, posicionado entre o modelo e a luz principal. Na utilização de difusores temos uma luz mais suave e menos intensa (ela perde intensidade ao ser “espalhada”/difundida em outras direções).

    Da Vinvi poderia difundir a luz principal com um tecido branco e rebater as luzes (com maior intensidade que a luz principal, portanto) com metais.

    Acertei!? hehe

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  14. Hahahaha.. Vc disse tudo.. entregou a resposta no título do post. =)

    Uma prática que tenho ao olhar uma fotografia é buscar a fonte de luz que ilumina o ambiente ou o retratado.

    No caso dos retratados, os olhos são muito mais que as janelas da alma. Eles entregam a luz.

    Olhando pelos olhos da atriz Lulli Muller vemos que a fonte de luz que ilumina seu rosto é retangular: um rebatedor! Opa!!! Mas o rebatedor está fazendo a luz principal? Eu diria que o rebatedor está iluminando a face da atriz. A luz que faz o recorte (kicker) em sua face é a propria luz do sol… é a fonte principal de luz, posicionada atrás e ao lado da retratada.

    Dá para notar essa luz do sol também nos cabelos da atriz.

    Camisa para mim!?!?? =)

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  15. Martin Winter disse:

    Parece-me que o que ilumina o rosto do boleque, através da abertura no telhado, é a luz do céu — rebatida, não a do sol. Ou seja, trata-se de uma luz difusa e não da luz pontual do sol.

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  16. leonardo disse:

    Eu acho que a luz rebatida ilumina mais do que a luz principal por causa da sua temperatura, por ser rebatida por uma parede branca, torna-se mais clara, mais eficiente.

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    Renato Miranda Reply:

    mas exatamente por ser rebatida ela não perde um pouco da intensidae? Se está menos intensa, como pode iluminar mais? Leo, vc encontra a resposta aqui, na continuação do post: http://www.ilovemyjob.com.br/blog/2010/11/15/reflexos-no-codigo-da-vinci/
    abraços

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