O Código Da Vinci 86
No penúltimo post aqui escrito ( Procurando Potência? ) eu mencionei que 2 perguntas interessantes haviam se transformado em belos assuntos para novos artigos no blog. Descrevi como uma simplificação desnecessária havia prejudicado a compreensão de um parâmetro muito útil para quem queria entender o comportamento dos “cães” ( o cabalístico Número Guia ) e prometi que responderia a segunda questão utilizando um “filete mágico” presente em um quadro (um não, vários) de um gênio da pintura: Leonardo Da Vinci.
A pergunta me foi feita via Twitter por Andrea Del Verrocchio, um pizzaiolo paulista que descansa da rotina do restaurante fotografando com os “cães”:
“Renato, recentemente adquiri 2 SB-800 e queria aprimorar a iluminação das minhas fotos, qual dica você me daria?”
Esqueça os flashes, concentre-se na LUZ”
O silêncio logo depois da minha resposta foi longo, mas senti que ele havia mordido a isca:
“Pera aí, logo você, um defensor ferrenho do poder dos “cães”, me pedindo para esquecê-los?
Os tabus que rondam os flashes portáteis são tão poderosos que inviabilizam a menor das tentativas de entendê-los, a simplificação dos manuais reforçando a idéia de que a tecnologia TTL faz todo o trabalho pesado para o fotógrafo nos transforma em meros “apertadores de botões”. Mantemos acoplados a nossa câmera um computador capaz de nos ajudar a escrever com a luz, mas desconhecemos a forma como ela pode ser escrita.
Eu sou capaz de apostar que o que aflige boa parte dos leitores desse blog não é a operação do flash em si, mas como a luz que ele gera se comporta. E como bem disse Bono Vox, do U2: “It’s all right, it’s all right, she moves in mysterious ways…”
E põe misterioso nisso…corretamente explicado, o funcionamento de qualquer flash leva menos de uma hora, mas a compreensão do comportamento da luz é trabalho para um punhado de anos.
Em 1489, Leonardo Da Vinci recebe a incumbência de fazer um retrato para o Duque de Milão, Ludovico Sforza. Segundo historiadores, a retratada é Cecilia Gallerani, uma adolescente de apenas 16 anos que seria amante do Duque e que dois anos mais tarde carregaria no ventre uma prova da união com o nobre.
Depois de um ano de trabalho, foi assim que Leonardo a retratou:
O desenho da mão, o movimento e a expressão do animal e a forma como a menina está sentada mostram o domínio da técnica do mestre. Segundo alguns críticos, com esse quadro Da Vinci inaugurava uma forma de retratar pessoas que nos influencia até hoje.
Há inúmeras interpretações para a presença do “ferret” no quadro, que vão desde a tentativa de mostrar a pureza da menina (pureza..sei..) como uma alusão ao segredo da gravidez, mas eu acredito que Da Vinci tinha outra intenção ao colocar um animal de pelo branco próximo ao pescoço de Cecília…
Pelo brilho nos olhos e as sombras do nariz e da lateral esquerda do rosto é possível identificar apenas uma fonte de luz que vem de cima, como se um soft-box grande estivesse colocado ligeiramente atrás do rosto da modelo.
Uma luz iluminando o rosto, vestido, a mão da menina e o corpo do pequeno mamífero…uma luz apenas…mas olhe atentamente para a linha do maxilar:
Há um filete brilhante de luz que ajuda a separar a mandíbula do pescoço da modelo, realçando a sensação de tridimensionalidade de todo o rosto. É graças a essa linha que seu cérebro consegue entender que o maxilar de Cecília está projetado à frente e não no mesmo plano do pescoço. E foi exatamente por causa dessa linha que eu me fiz a mesma pergunta durante alguns bons anos:
Se existe apenas uma fonte de luz no quadro, como ela pode gerar um filete brilhante em uma área que está justamente na sombra? E como esse filete pode brilhar se existe apenas uma luz expondo todo o quadro?”
(Renato, então foram duas as perguntas…)
Uma mesma luz com dois comportamentos diferentes? Será que Da Vinci está usando truques de iluminação que só a pintura permite ou isso existe no mundo real?
Sim, existe e acredito que você mesmo usa em suas fotos e vê em muitas imagens por aí sem nem ao menos notar, ou melhor, seu cérebro nota, tanto que o faz ter impulsos estranhos como o de comprar produtos ou salivar de fome…
No início do artigo eu comentei que iria solucionar essa questão, mas porque não fazemos um pacto?
Você, caro leitor, escreve um comentário aqui nesse post explicando o que provoca esse fenômeno do filete luminoso no quadro e eu envio uma camiseta I LOVE MY JOB ( com o apoio da Udenio/Nikon Brasil) para a caixa de correio do primeiro que acertar, inteiramente de graça?
Corra! Você tem até o dia 30 de Abril para tentar, depois eu coloco outro post explicando a resposta. Topas?
Boa Luz e Boa Sorte!
(Para Ricardo Marques, de Sampa: Ricca, meu brother, você está fora dessa, rsrsrsrsr)









Acho que a resposta é um pouco mais complexa do que ire responder, porém, aqui fica uma “Luz guia” hehehehe…O faz ter impulsos estranhos como o de comprar produtos ou salivar de fome ? bom isso só acontece quando ambos não passam despercebidos ou seja quando usamos a Percepção…Huumm!!! e ai..? será??
Abraço a Todos
Obs: Renato mais uma vez..parabéns pelo Blog…Simplesmente maravilhoso para os amantes da Fotografia…
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Renato Miranda Reply:
março 24th, 2010 at 05:12
Ainda não….rsrsrrs…
valeu! e obrigado pelos elogios!!
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No caso do quadro o animal de pelo branco seria para refletir a luz, e gerar o tal filete. Já no caso da modelo seria o vestido que fizera este papel ?
É complicadissimo gerar efeitos de luz tão sencíveis e significantes como estes, eu ainda estou estudando
e espero um dia chegar a esse nível, fica aqui os meus parabens por conseguir retratar na fotografia, com tamanha perfeição, o que foi retratado no quadro.
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Fala, Renato!
Acho que deste a dica quando disseste acreditar que “Da Vinci tinha outra intenção ao colocar um animal de pelo branco próximo ao pescoço de Cecília”. Bem, então quem deve provocar o filete luminoso é o reflexo da luz no animal claro, certo? O bicho serve como um rebatedor.
Agora, na imagem da Débora o filete pode ser causado pela luz rebatida na própria camisa, ok?
Ainda espero a confirmação do curso no RJ, rapá! Abração e mais uma vez obrigado por dividir esse muito que sabes aqui no blog com a gente.
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[...] This post was mentioned on Twitter by Renato Rocha Miranda, Renato Rocha Miranda. Renato Rocha Miranda said: Novo post no I LOVE MY JOB: http://migre.me/qNf4 [...]
Olá Renato, parabéns pelo excelente post e muito obrigado pela referencia ao meu nome, o que aprendi em relação ao “filete mágico”, mudou minha forma de ver e entender a fotografia, portanto nesse momento vale a pena ficar de fora dessa, rs. Um forte abraço!!!
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Acordei com esse seu fantástico post, mas vou responder rapidinho porque ainda não acordei…seria o o “filete mágico” reflexo do “bichano no colo da “ingênua” (morri de rir) moça?
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O filete mágico é produzido pelo reflexo da luz que incide no ombro da moça, projetando-se sob o seu pescoço. Para que isso ocorra, é claro, a fonte de luz precisa ser colocada cuidadosamente naquela posição. Parece-me que é isso.
Parabéns pela brilhante postagem!
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Cadu Dias Reply:
março 24th, 2010 at 09:24
@Martin Winter,
Eu acho que o Martin tem razão!
Acho que o filete é a luz rebatida do ombro, do colo e tal.
Nessa foto (http://www.flickr.com/photos/cadupdias/4318208119/), aparece um pouco esse filete (não tão definido, mas aparece) e é proveniente da luz principal (embora tenha 2 flashs).
Bem,
Acho que é isso.
Abraço a todos e parabéns novamente ao Renato pelo Blog.
Cadu
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Se não formos usar nenhum acessório externo ou seja contamos apenas com a o flash portátil basta usar o zoom que esse possuem para transformar uma das luzes mais pontual, semelhante ao uso de um bandoor instalado na cabeça do flash criando um “filete de luz”. Parabéns pelo trabalho e não se ausente tanto. Abs
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Pepe Mélega Reply:
março 24th, 2010 at 07:46
@Pepe Mélega, Mas não acredito que seja essa a resposta, pois pode haver outra solução quando usamos somente um fonte de luz, risos. A luz de preenchimento aplica-se sobre a luz natural mas são duas fontes de luz (luz Natural + Flash). Adorei a pergunta e pensei em outra soluções. Abs
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Grande Renato….
pena que já comprei a camiseta…
Vou deixar a resposta em branco…
:D
Abração e parabéns pela idéia….
Já pensou em fazermos uma parceria…?
Photoshop para fotógrafos? Sua arte com luz e a minha no PS…
Pense com carinho…
Abração e “Fiat Lux”
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Bom te ver novamente aqui Renato.
E com um post sensacional!!!
Abraço e…. fique!…rs….
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O filete vem da luz refletida no ferret
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Caro Renato, o misterioso filete mágico é produzido pelo reflexo da luz que incide no pelo branco do “ferret”, que projeta-se sob o pescoço de Cecília. Tal fato ocorre, quando a fonte de luz é colocada vindo de cima, ligeiramente por trás do rosto da modelo, numa posição minuciosamente calculada para incidir no pelo do animal, gerando tal reflexo.
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Renato,
Postei minha hipótese aqui às 6h e pouco mas não está aparecendo. Então repito, ok?
Acho que deste a dica quando disseste acreditar que “Da Vinci tinha outra intenção ao colocar um animal de pelo branco próximo ao pescoço de Cecília”. Bem, então quem deve provocar o filete luminoso é o reflexo da luz no animal claro, certo? O bicho serve como um rebatedor?
Abraços e, mais uma vez, parabéns pelo blog!
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Prezado Renato,
Primeiramente parabéns pelo post, muito bacana.
Bom sobre o “filete mágico”, pode ser loucura da minha cabeça, mais analisando as duas imagens, no caso do quadro, aquele animal branco no colo da modelo, além de passar uma mensagem angelical a moça, ele também serve como um rebatedor de luz, seus pelos claros refletem a luz fazendo aparecer o “filete mágico”.
Ja na fotografia, as vestimentas claras da modelo fazem este papel.
Espero estar correto.
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Oi, Renato!
A resposta pode ser tão simples que nem passa pela nossa cabeça. Mas agora fiquei bem curiosa e 30 de abril está tão longe!
Acredito que o animal de pêlo branco funciona como rebatedor, refletindo um pouco da luz no pescoço da modelo. Pode ser o mesmo que acontece na foto da atriz Débora Nascimento, a blusa de cor clara que ela usa funciona como rebatedor, refletindo a luz.
Acho que é isso. Depois me conta se ganhei a camiseta! Tenho muito a aprender sobre o comportamento da luz.
Abração!
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Acho que o Da Vinci inaugurou a técnica “ferret-rebatedor” :)
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Vou tentar… rs
Flash iluminado a direita e atrás da modelo (criando o recorte e o “filete” no queixo) e um bom rebatedor próximo ao rosto do lado esquerdo da modelo (preenchendo com uma luz suave o rosto).
Nào sei se é o caso, mas eu faria assim.
Abraço e parabéns pelo Blog!
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A opção por usar um ferret branco no quadro foi justamente porque ele vai atuar como um rebatedor, conseguindo dessa forma fazer que a luz chegue no maxilar. No exemplo da foto a camiseta/blusa da modelo é branca para exercer a mesma função de rebater a luz.
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Prezado Renato,
Parabéns pelo artigo, muito bom.
Sobre o “filete mágico”, no caso da pintura do Da Vinci, o animal branco no colo da modelo, além de passar uma mensagem angelical, ele serve como um rebatedor de luz, explico, a luz reflete nos pelos claros do animal fazendo assim o “filete mágico” no rosto da modelo.
No caso da fotografia, as roupas claras fazem este mesmo papel, a luz reflete na blusa da modelo, fazendo mais claridade no rosto da mesma e produzindo o “filete mágico”.
Espero ter acertado.
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o reflexo da luz na cabeça do animal branco faz isso?
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Diz a lenda que Da Vinci tentou um gato preto, mas quando viu no verso da sua D3 que faltava alguma coisa, colocou o ferret branco para refletir a luz na maxilar a moça e obter o filete branco. Dai foram alguns ajustes da exposicao no aperture, imprimiu e ficou 1 ano pintando a foto….. :D
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O ferret é a resposta (pelo menos eu acho isso rsrsrs)
Pela posição da luz, que conforme você disse, vem de cima e ligeiramente atras do rosto, o animal funciona como rebatedor, criando o filete de luz no maxilar.
Por isso você disse que acredita que Da Vinci tinha uma outra intenção ao colocar o animal próximo ao pescoço da moça.
Muito bom o post!
Abraço.
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Opa Renato, aqui vai a minha suspeita !
A doninha, sendo branca teria maior capacidade de realizar tal trabalho, principalmente sua cabeça. Segundo penso, o ângulo em que ela se encontra permite que a luz seja irradiada formando a “linha brilhante”.
É aqui que fica o meu palpite ! Na simples cabeça branca da doninha, ou ferret, ou ermine!!
Parabéns pelo excelente Blog !!
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Opa, aqui vai a minha suspeita !
No quadro do Da Vinci, a doninha (ou ferret ou ermine) branca é o responsável pela “linha brilhante”. Penso que a luz chega a sua cabeça e de lá é irradiada para o maxilar.
Parabéns pelo excelente Blog !
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Apenas para acrescentar…será que o pessoal poderia dizer então: Para que serve o filete??? Abraços
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Eu acho que ele usou, assim como vc, um objeto or tecido que pudesse refletir a luz, como o “ferret”!
Parabens pelo belo trabalho e por esse blog legal!
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Apenas para acrescentar, será que o pessoal poderia responder: Qual a influencia do filette no retrato, para que serve?
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Vinicius Gustavo Blemer Reply:
março 24th, 2010 at 11:06
@Ricardo Marques, do próprio texto do Renato:
“Há um filete brilhante de luz que ajuda a separar a mandíbula do pescoço da modelo, realçando a sensação de tridimensionalidade de todo o rosto. É graças a essa linha que seu cérebro consegue entender que o maxilar de Cecília está projetado à frente e não no mesmo plano do pescoço.”
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Ah, será que Da Vinci usou uma “luz de preenchimento” com um flash SB-001? :-) … seria o filete a luz incidente rebatida em uma superfície branca? (no caso do quadro, no pelo do animal – hoje em dia usamos rebatedores, isopores, etc)
abs!!!
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Renato,
o legal é que você já deu a resposta no post, ao dizer que “Da Vinci tinha outra intenção ao colocar um animal de pelo branco próximo ao pescoço de Cecília”.
Quem produz aquele filete é o reflexo do ferret que está próximo ao pescoço e faz a função de um rebatedor local.
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Belíssimo artigo. Em minha opnião, é justamente ai que entra em cena o animal de pelo branco. Além de fazer uma composição à cena, a pele branca do animal replete a luz única na cena criando o filete de luz no maxilar da moça. Portanto o animal é usado na composição e como um rebatedor da luz única da cena. Abraços.
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Assim como no quadro, usado um animal de pelos brancos, usado para rebater a luz e usar de preenchimento para separar a mandíbula, na foto da débora nascimento, o brilho vem do rebatimento da luz na roupa branca! Detalhe que como um quadro é feito de tinta, usou-se de conceito, de saber como usar a luz e como ela reage, já na foto, se aplica a teoria! Acertei? Parabéns pelo blog!
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Eu sou apenas uma curiosa, mas acho que deve ter um rebatedor de luz aí. Só isso!
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Fala Renatão!
Essa é fácil, hein?
É apenas um rebatedor bem posicionado!
Abraços!
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René Reply:
março 24th, 2010 at 10:51
@René, Bom, no caso do Da Vince o rebatedor é o animal…
Abraços!
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Acho muito legal quando se usa referências dos clássicos (pintura, arte e tudo mais) aplicadas na fotografia do “dia a dia”! Parabéns! E o filete é uma luz rebatida mesmo… no quadro é o animalzinho e na foto é a própria roupa… muito bom! uma luz de recorte! abs!
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Renato, Eu acredito que esse filet é proviniente de uma luz rebatida. Como só existe uma única fonte de luz, eu acredito que no retrato de Cecilia Gallerani o filet vem da sua mão e do animal que ela segura próximo ao pescoço. E no retrato da atriz Débora Nascimento o filet vem do reflexo de sua roupa na parte do ombro.
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Renato, parabéns por mais esse post excelente!
Quanto à questão, acredito que se trate de um rebatimento da luz principal em alguma superfície clara que esteja logo atrás da modelo. Digo isso porque, não somente no queixo, também há luz refletida no ombro esquerdo e no cabelo da moça, bem como no pescoço, logo onde o seu cabelo, bem preso, começa a contornar o maxilar. Acredito ainda que se a orelha dela estivesse à mostra, nos revelaria melhor essa luz rebatida nas formas da cartilagem da mesma…
Enfim, creio que o filete de luz no maxilar trata-se do rebatimento da luz principal em algum plano branco disposto logo à frente desta e, naturalmente, por trás da cabeça da moça.
Abração e sucesso, sempre!
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O filete de luz no maxilar de Cecilia é o reflexo da fonte de luz, que vem de cima, nos pelos brancos do ferret. A luz vem de cima da cabeça dela, mas como o animal está dentro de seu alcance, seus pelos refletem a luz de baixo pra cima, iluminando aquela parte do maxilar.
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Putz, tinha carregado a página ontem a noite, quando não tinha nenhum comentário ainda, e fui ler agora cedo. Vim seco achando que seria o primeiro a responder. De qualquer forma, valeu pela aula!
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[...] This post was mentioned on Twitter by Igor Fraga, Ricardo. Ricardo said: Excelente post de @rrochamiranda: "Esqueça os flashes, concentre-se na LUZ” – http://bit.ly/c6gsLC [...]
Humm, acho que no retrato da atriz fora toda iluminação do rosto há mais uma luz mais fraca que as anteriores que vindo de trás (já que não reflete no olho da modelo) cria a linha do queixo sem que outras partes do corpo da modelo sejam iluminadas por ser uma luz mais fraca. Porém essa luz mesmo com potência inferior pode produzir um brilho especular quando passa em contornos como a linha da mandíbula. Seria isso?
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Renato, eu acho que o ferret AJUDA mas não é somente ele, pois a nuca também mostra um filete e esse não poderia ser gerado pelo ferret, nem pela blusa dela. Acontece o mesmo no retrato da Débora, onde tem uma luz iluminando a parte traseira da cabeça. Portanto penso que o efeito foi gerado por algum elemento rebatendo a luz, como uma outra ‘tela/canvas’ em branco, ajudando a rebater a fonte de luz. Será? :)
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A luz vem do ferret , já que sua cabeça está mais próxima do pescoço . A cabeça arredondado do animal faz com que a luz tbém seja rebatida de uma maneira mais sinuosa. E também a mão da moça é bem clara e grande , ajudando neste filete.. ambos sinuosos (mão e ferret rebatem a luz ).
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Há um ligeiro contraluz na cena. O que justifica tanto a posição da modelo quanto a rotação da cabeça.
Com a fonte de luz ao fundo, ocorre a reflexão de parte dela no corpo da modelo, na direção da câmera — uma luz especular.
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A explicação para a parte 2 da pergunta pode ser encontrada no texto também, quando você diz: “uma fonte de luz que vem de cima, como se um soft-box grande estivesse colocado ligeiramente atrás do rosto da modelo”
Se a luz principal cria um contraluz, por vir ligeiramente de trás, a iluminação mais intensa vai ser no lado que não está sendo visto, ou seja, a luz no lado esquerdo da face da modelo e do ferret, o que permite que, ao ser rebatida, seja mais forte que a parte que está em contraluz.
Cuidadosamente posicionada, a luz principal não tem incidência tão direta na parte que está sendo vista pela câmera ou pelo pintor, em comparação ao rebatimento que ela tem na cena.
No caso do menino, a impressão que dá é de que a luz entra forte pela janela e pela porta, incidindo diretamente sobre o rosto dele, ao passo que a luz que entra de cima é menos intensa (o Sol estava inclinado, no início ou fim do dia), por não ter os raio solares incidindo diretamente sobre ele. Fosse assim, o topo da cabeça dele também teria um filete iluminado, o que não ocorre.
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É uma luz especular, gerada pelo angulo de incidencia da luz na região. A luz vindo tanto da janela quanto da porta mesmo tendo “potência” menor gera um brilho maior nas bordas por concentrar os raios de luz em uma única região, desta forma ela parece mais forte, mas nada mais é do que uma luz concentrada pelo angulo da superficie onde está repletindo
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Olá Renato! Parabéns pela escolha inteligente do novo post. Assim, no começo eu até imaginei que pudesse ser o reflexo do colar, mas como ele é preto e não imagino o material que o mesmo pode ter sido feito então, p o que restou mesmo foi a idéia de ser a luz refletida de cima pela cabeça do animal. Um Abraço!!
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Acho que a resposta pode estar no contexto da cena (o qual não conheço). Para mim é claro que a luz principal reflete da direção oposta, uma vez que há luz até próximo a nuca e o filete brilhante é claro como o reflexo de metal, num objeto pequeno. Algo capaz de concentrar e transformar uma luz difusa em algo mais direcional. Algo que não está na cena está fazendo este trabalho. Na foto o processo deve ter sido similar: (re)concentrar a luz difusa do softbox #chute.
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Resumindo: a posição da fonte de luz é mais importante que a intensidade dela. Prova é que se consegue criar reflexo (luz especular) mesmo com uma fonte de luz mais fraca.
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Duas observações importantes.
A primeira é que Leonardo da Vinci usava uma câmara escura para projetar a imagem para o desenho, então ele teria a mesma visão que nós temos olhando através da lentes, isso também explica também o porque as mãos e o ferret estão mais distorcidos.
A segunda observação é que o filete de luz não vemos somente na linha do maxilar, mas também vemos entre os dedos e na parte inferior da mão da Cecilia Gallerani.
Existe apenas três formas de se iluminar, que é com a luz principal, luz de preenchimento ou com o contra-luz. Na minha opinão este filete é proveniente de um contraluz, (pois este filete também é visto na nuca) e do lado oposto existe uma Luz de preenchimento, que pode ser um rebatedor ou até mesmo um espelho. O brilho que vemos nos olhos não é da luz principal, é de um rebatedor.
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A mesma luz tem diferentes intensidades dependendo do ângulo em que ela incide em cada uma das superfícies do corpo humano. Ela poderá ser refletida para um ponto qualquer ou programada cuidadosamente para produzir um reflexo na direção da câmera.
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