Snoot: porque menos é mais! 8
Uma das boas coisas na Fotografia é que palavras como “sempre”, “nunca” e “não”, perdem o sentido…
Bem diferente da Engenharia…
Bem, você tem um flash na bolsa e sabe que ele é suficientemente potente para iluminar toda a sua foto, isso não significa que tenha que despejar luz em toda sua imagem o tempo todo.
A nova programação da Rede Globo estreia em Abril. Entre as atrações está uma série policial, “Força Tarefa”, que mostra um equipe de agentes que investiga a própria polícia. Trabalho não vai faltar…rsrsrs
Eu tinha que fazer os retratos dos atores durante uma gravação externa noturna. Sempre comento que essa não é a melhor hora para se fazer retratos, mas a impressão que eu tenho é que as assessoras acham que nós, fotógrafos, somos mágicos.
Elas estão certas: nós somos mágicos!
Embora trabalhe perto de uma equipe de iluminação que dispõe de caminhões abarrotados de equipamentos de luz, raramente consigo usar algum deles, tenho que me virar com o que consigo carregar: uma câmera, 2 objetivas e um flash. Qualquer coisa além disso já é lucro para mim, no caso da foto acima, o lucro foi um poste de rua.
Rogério Trindade interpreta o fantasma de Jonas, um oficial da aeronáutica que vai perturbar a consciência de Murilo Benício.
Atrás de mim a gravação corria solta, aproveitei que ele não participava da cena e pedi que possasse para um retrato. O flash em cima da câmera definitivamente não era a melhor opção, programei o SB para o modo remote (em TTL mesmo, ajustado para -1 ponto), pedi que um dos moradores locais o segurasse bem na altura da cabeça do ator e ajustei a posição para que o poste iluminasse parte da cabeça e das costas dele. Era o contraluz que eu procurava para separar sua figura do fundo negro logo atrás. Deixei o WB da D200 em “AUTO” e gostei do tom avermelhado que apareceu no fundo. Para um fantasma perturbador, nada melhor do que um vermelho “infernal”.
Infernais também eram as condições da cena: ISO 800, f/2.8 e 1/30 s de obturador. Extremos, extremos…
Hora de fazer alguns truques:
Algumas vezes eu gosto de pensar que o flash pode ser usado como uma lanterna, iluminando somente o que é necessário e deixando espaço para que a imaginação de quem vê a foto corra solta.
A maioria dos flashes atuais permite que se controle o tamanho do facho de luz, mas daquela distância mesmo se colocasse a cabeça do flash em 105 mm eu iria iluminar mais do eu precisava. Hora de “estrangular” o SB.
No post passado comentei sobre como um cinefoil pode ser usado para limitar o alcance da iluminação. Por ser dobrável, resistente e leve, cabe facilmente em qualquer canto do colete ou da bolsa.![]()
Basta envolver a cabeça do flash com o cinefoil e travar com um elástico. O tamanho da folha vai determinar o tamanho do snoot e pode se ajustar o diâmetro da “boca” com as mãos, variando o tamanho da área iluminada. Não tem um cinefoil por perto? Sem problemas: uma cartolina, um papelão fazem o mesmo efeito.
Um dos retratos tinha sido feito, faltava mais alguns, mas o “clima” para a sequência de fotos estava determinado.
Hermilla Guedes interpreta Selma, uma das agentes da força tarefa. Enquanto o equipamento era transferido para outro ponto da gravação, ela esperava perto de um carro cenográfico da polícia. Ambiente ideal para a foto.
Ainda com o flash envolto no cinefoil, pedi que ela ficasse perto do carro, aproveitando a luz que vinha do farol para iluminar parte da calça e jogando luz apenas sobre seu rosto, evitando que sombras ou parte da luz refletissem no carro e no vidro.
A luz da polícia em cima do carro atrapalha alguma coisa? Eu acho que não, mas tem sempre alguém que te pede aquilo que você achou que não precisava fazer.![]()
Na dúvida, faça uma segunda opção…
Um tripé com um refletor ajudava a fazer o contraluz na cabeça da atriz.
Quando fazemos retratos para divulgação, é importante garantir enquadramentos verticais e horizontais, não sabemos como será a diagramação da matéria. O horizontal eu já tinha, faltava o vertical.
Não tinha outro contraluz para aproveitar, só pedi que ela andasse um pouco para trás e tirei o carro do quadro. O resultado está aqui:
O tom verde vindo do refletor combinava com o figurino em tons cinzas que ela usava. Pronto, era só disparar!!
A função mais básica do flash é diminuir o contraste de uma foto. Em alguns casos, criar contraste pode ajudar a chamar atenção para pontos interessantes na sua imagem.
“Não”, “Nunca” e “Sempre” não precisam andar na sua bolsa…o importante é se divertir.
Fico por aqui…boa sorte!







Adoro acompanhar seus desafios diários, resolvendo questões com muito bom gosto!
Parabéns pelo trabalho!
Abraços!
René
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Boa, Renatão!
Gostei muito da solução, e da parte “destacar o assunto do fundo negro” com o contra-luz.
Sempre curtindo teu blog!
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Mais uma opção de snoot, essa eu não conhecia! Já tinha visto bastante de canudos pretos. Mas essa que você mostrou para ser mais simples.
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demais heim, adorei a ideia, estou com umas fotos pra fazer sabado, vou testar já
vlw bjus
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Show esse seu Blog, Parabéns, e muito obrigado por compartilhar seu conhecimento! Uma pergunta. Você posicionou os atores à frente de fonte de luz e colocou o flash(como snut improvisado) apontado para o rosto dos fotografados, correto?
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Renato Miranda Reply:
abril 23rd, 2011 at 19:07
isso, correto! obrigado pelo elogio! abraços
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Parabens, muito bom cara, me diga neste post seria interessante colocar os diafragama e velocidade p/ a gente ter uma ideia.
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Renato Miranda Reply:
fevereiro 10th, 2013 at 01:04
@Jorge Eduardo, Mas tá lá no texto Jorge: ISO 800, f/2.8@1/30s. Obrigado pela visita! abração
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