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SB-800: um fotômetro interno. 12

sb800 ABRE

Com o sistema CLS (Creative Lighting Sistem) da Nikon, ficou muito mais fácil fazer uma iluminação diferenciada nas fotos. Contar com a possibilidade de posicionar o meu flash fora do topo da câmera tem feito muito pelas minhas imagens.

Eu costumo usar o sistema todo em TTL, devido à correria do trabalho nos estúdios, mas confesso que, quando tenho um pouco mais de tempo, mantenho os flashes no modo manual. Acho mais preciso e fujo de possíveis erros de interpretação do fotômetro da câmera.

Em Manual (M), uma das maiores dificuldades é calcular a carga correta do flash para a abertura e a distância escolhidas. O uso de um fotômetro é inviável porque como todo o sistema é disparado por um pulso de luz inicial, esse pré-flash acaba gerando uma leitura incorreta do aparelho (quando gera leitura).

A solução inicial é fazer uns cliques de teste, ver o resultado no monitor da câmera e ajustar a potência do flash até que se alcance a exposição desejada. Há 3 problemas nisso: perda de tempo, gasto desnecessário de baterias e uma possibilidade nada remota do fotografado pensar que você não tem a menor idéia do que está fazendo.

Há uma forma mais precisa e segura de se fazer esse cálculo sem perder tempo e baterias: usando o próprio SB-800 para informar a carga correta!

Veja a foto abaixo:

Direitos Iguais

Os integrantes da banda de rock Direitos Iguais me chamaram para fazer uma foto para divulgação do trabalho deles. A locação foi a estação da Leopoldina, no centro do Rio, um local lindo, porém, não muito seguro e sem tomadas por perto, logo, uma ótima oportunidade para testar os SBs.

Há um SB-600 como contra-luz, atrás dos integrantes, à minha direita, e outro SB-800 como luz principal, à esquerda.

Como era um final de tarde e o local estava meio deserto, não queria demorar a fotografar. Estipulei a sensibilidade da câmera em ISO 400, para aproveitar melhor a pouca luz natural e dar versatilidade ao flash, e escolhi uma abertura grande o suficiente para garantir uma velocidade de obturador que me permitisse segurar a câmera na mão, sem uso do tripé. No caso desse exemplo, os valores foram f/5 com 1/40s, em ISO 400.

_R2M2908Estipulei que a luz principal estaria a apenas 1,5 m dos integrantes e coloquei um tripé de iluminação nesse ponto. Mudei o SB-800 (ainda na câmera) para o modo manual com carga total e vi que ele me dava uma distância de 6.3m para f/5. Longe demais do que eu planejava.

Bastava, então, ir reduzindo o valor da carga inicial (1/1), (apertando o “-” no botão principal “SEL”) até que o valor da distância chegasse perto do que eu estipulara, 1,5 m.

_R2M2907 Em 1/16 da carga total, a distância de uso do flash é de 1,6 m em f/5. Praticamente na mosca!

Com esse valor em mente, só me restava ajustar os parâmetros do sistema CLS: coloquei os SBs em “remote” nos tripés e programei a função “commander mode” da D200 (e3-> Buil-in Flash-> commander mode) para disparar o SB-800 em manual, em 1/16 da carga. O Sb-600 ficou em TTL mesmo. Pronto! Era só disparar e curtir!

Caso tenha chegado até aqui e não tenha entendido nada, espere só um pouco….Prometo que o próximo artigo será sobre as vantagens e como programar todo o conjunto câmera+flashes para operar no commander mode.

Um abraço e boa sorte!

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12 comentários para esse post

  1. hkclebicar disse:

    Agora entendo todos os elogios feitos para os flash da NIKON. Realmente ele é muito fácil de se mexer. Tenho equipamentos Canon, eles não tem a interface tão boa quanto a Nikon! Palmas para os engenheiros da Nikon!!!

    Quanto ao seu texto, parabéns também, ele é direto mesmo e muito franco.

    A última vez que fui fotografar uma banda, num ambiente real de uma pista. Não dava para testar tudo. Tentei fazer o máximo antes, como você fez: estipular uma abertura.
    Durante a execução, fiz alterações para manter a exposição. Tive receio (e era real) que a dupla de cantores e o produtor achassem que eu “não sabia o que estava fazendo”.

    Como você mesmo escreveu no seu texto, a sensação de que eles iriam pensar algo assim não é só minha, ela é comum e deve ser muito real mesmo!

    Grato pelo compartilhamento da experiência.

    haroldo kennedy

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  2. Beto Godoy disse:

    Oi Renato sou o seu mais novo seguidor.
    Gostaria de dizer que uso o fotometro para fazer uns macros e o que costumo fazer para achar a medida em modo remote é colocar um flash em manual e o outro em SU e disparo aí acho a medida exata, então coloco em remote e mando ver.
    Como vc disse podem imaginar que estamos perdidos, mas como estou encostado no momentoe meu hobby tem sido limitado, neste caso somente macros e fotos pra amigos sem muito esforço… dá pra fazer e o resultado é bom.
    Um abraço e parabéns.

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  3. Fabio disse:

    Olá Renato!

    Parabéns pelo blog e principalmente sua humildade. Disponibilizar conhecimento gratuitamente é para poucos seres humanos.
    Adorei esse post mas vou apanhar mais um pouquinho. Uso Canon, e meus flashs não me informam a distância do assunto sem estar conectada à câmera. Trabalhar no manual (que é melhor) acho que vou precisar de um fotômetro de mão para não parecer ao fotografado que não sei o que estou fazendo. E também economizar bateria.
    Inté.

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  4. ROBSON VIEIRA disse:

    Olá Renato
    …leitor assíduo do seu blog, sempre vislumbro as possibilidades de colocar em prática os ensinamentos aqui aprendidos. Ao comprar meu primeiro flash, SB-600, minha decepção foi tão grande quanto a minha surpresa, ao verificar que ele não fornece a informação da distância a ser mantida nem em TTL, nem no manual (como é mostrado na postagem acima). Então pergunto: existe algum macete? porque no manual de instruções, até vieram umas tabelas, mas até fazer a conta… a foto já era.

    Abraços!

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    Renato Miranda Reply:

    @ROBSON VIEIRA,
    sim, essa é a parte chata do SB-600, na minha opinião um tiro no pé da Nikon, é a porta de entrada para o sistema e eles economizam em algo tào útil…eu uso o 800 como um guia e faço aproximações, mas só com ele é sacal mesmo…

    abraços

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  5. Daniel Mendes disse:

    POSSOU 2 FLASH CANON 580 EX II E POSSUI EXATAMENTE O MESMO RECURSO QUE ESTE NAO INTENDI PORQUE DIZER QUE O FLASH NIKON É MELHOR QUE O CANON POR CAUSA DESTE RECURSO QUALQUER COISA MAIL-ME ABRAÇOS

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    Renato Miranda Reply:

    Daniel, eu acho o sistema da Nikon mais simples de operar e desde a D200 vc pode usar o built-in flash para disparar os flashes remotamente, coisa que a Canon só fez agora com a 7D. Como eu preciso de velocidade na hora em que os uso, o fato de serem mais fáceis de programar os faz melhores para mim, mas o importante é que os 2 sistemas fazem milagres. Uma vez acostumado, é soltar e se divertir!
    abração

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  6. Catia disse:

    No Sb600, como calculo a carga disparada em relação a distancia do assunto.No post acima, mostra que o SB 800 faz esse cálculo, o Sb600 faz isso?
    Sei que o nº guai do SB 600 é 30 para iso 100. Mas se uso outro iso, como faço?
    Agradeço antecipadamente sua ajuda!

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    Renato Miranda Reply:

    O Catia! O sb600 não permite esse cálculo, muitas vezes eu aproximo o valor que encontrei no 800, mas sozinho eu usaria no TTL ou fazer aproximações. Esse é o maior erro do 600!
    bjs

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  7. Luiz Crosara disse:

    E ai Renato como sempre arrebentando né….mas Os SBs já são acionados via Built In Flash desde a D70…Nikon é top de linha d+ quem tem uma D70 e um SB600 já pode se divertir um tanto com o disparo remoto…

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  8. Luis Santos disse:

    No flickr os dados técnicos da foto estão diferente do texto desta página.

    Strobist Info:
    D200 on commander mode
    1 SB-800 camera left with a shoot-through umbrella
    1 SB-800 camera right, behind them.
    Both speedlights on 1/4 power.
    Background underexposed 1.5 stop

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    Renato Miranda Reply:

    @Luis Santos, é muito provável que lá no Flickr eu tenha aproximado os valores, foi de cabeça, aqui eu tava seguindo os flashes, ficaria com a info que está aqui.
    abração

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